Da arte de se explicar sem se explicar (ou Porque o #preçojusto não pode ser defendido)

“Em política, toda vez que é preciso explicar, não é bom.” (GUIMARÃES, Ulysses)

Não conheci Ulysses Guimarães. Ele desapareceu nas águas fluminenses quando eu ainda era um moleque, assistindo meus desenhos e perturbando meus pais. Mas conheci sua obra. Ulysses é uma das poucas unanimidades atuais entre políticos, jornalistas da área e gente velha em geral que viveu a década de 80 no Brasil. Hoje provavelmente morreria de desgosto ao ver o que seu MDB virou, é verdade, mas fez muito pelo país e pela democracia enquanto viveu. Tanto que virou nome do plenário do Congresso Nacional, local definitivo das decisões políticas do país. Foi por isso que escolhi uma de suas muitas frases para iniciar este texto. Ulysses sabia das coisas da política, principalmente da política real, do dia a dia. E, acreditem, ele estava certo ao dizer que ter que se explicar nunca é bom.

Passei os últimos dias debatendo aqui, neste mesmo espaço, algo que acredito errado: o manifesto #preçojusto e este vídeo, que encabeça a campanha. Não vou mais repetir os mesmos argumentos – já o fiz em dois posts e comentários em ambos, peço que os busquem no blog. Disponho-me agora a discutir o artigo que Felipe Neto escreveu defendendo seu vídeo e seu movimento no bacana Papo de Homem. O mesmo site, dias antes, havia feito algo semelhante ao que fiz, questionando em um artigo as ideias-chave por trás do vídeo e do manifesto. Por isso, nada mais democrático e justo do que oferecer o espaço. Eu faria o mesmo se meu modesto espaço tivesse o mesmo alcance ou interesse da outra parte. Isto posto, aproveito a oportunidade para dar prosseguimento (a pedidos) ao debate. E o farei separando o artigo por partes. Peço desculpas antecipadas, pois será longo.

Não sei se algum famoso já teve o mesmo raciocínio, mas acredito que nada facilita mais a manipulação de pessoas do que meias-verdades. Uma mentira absoluta é eventualmente descoberta e leva por terra tudo que conquistou. Uma verdade pode ser dura demais para a consciência. Já as meias-verdades são a chave para manter o apoio de um grupo, mas sem que eles cheguem efetivamente ao que interessa. E a mim me parece que esse manifesto é repleto de meias-verdades, assim como este artigo que o explica. Avanço a seguir.

Desde que foi lançado, o manifesto recebeu todo tipo de resposta possível, desde o amor desmedido e cegueira de pessoas que preferem acreditar em tudo ao invés de pesquisar e formar sua própria opinião, até o ódio igualmente descabido de quem se coloca sempre como “do contra” dentro da web e foi buscar dos mais sórdidos argumentos para tentar derrubar o manifesto. Tanto um extremo quanto o outro são igualmente rasos, mas fomentam um dos objetivos principais do #PreçoJusto, o debate.

Permito-me o plágio: nada disso faz sentido. É verdade que existem muitos fãs cegos que o defenderam com unhas e dentes, mas vi pouquíssimos “do contra” que tenha buscado argumentos sórdidos para tentar derrubar o manifesto. Os poucos que vi dispostos a contrariar a sério a mente de manada o fizeram com raciocínios sólidos, ainda que pudessem eventualmente restar inválidos. Mais: mesmo que essa situação existisse, não entendo como dois grupos tão rasos poderiam fomentar um debate qualificado sobre assunto sério como impostos. Afinal, é notórios que fãs e haters (como se acostumou a tratar o segundo grupo na Internet) se destacam justamente pela falta de raciocínio e agressão gratuita, sem qualquer preocupação com o assunto real. Que debate seria alimentado por tais pessoas?

Quando um manifesto é lançado, muito mais que simplesmente gritar a rebeldia, seu propósito principal é fazer com que o tema vire assunto. Pra mim, a maior alegria é ver uma massa consideravelmente grande de pessoas pesquisando, argumentando e debatendo o tema, uns atacando, outros defendendo, mas acima de tudo se informando. Somente assim inicia-se uma revolta: com informação e uma pitada de incentivo. O #PreçoJusto veio justamente pra isso, fazer com que milhares de pessoas se informem e, quem sabe, consigam enxergar o absurdo que encontramos dentro do cenário tributário brasileiro: a hiper-mega-extrema-absurda taxação desmedida de produtos importados no Brasil.

Em um aspecto eu não poderia concordar mais: o tema dos impostos é importante e complexo, e precisa ser discutido com toda a seriedade que lhe for permitida. Isso inclui, acima de tudo, se informar. E essa é a única concessão de mérito que faço ao vídeo do rapaz: o debate. Quanto à essa visão quase messiânica de fazer as pessoas enxergarem o exagero na taxação dos impostos de produtos importados… Não conheço nenhuma pessoa que tenha a intenção de adquirir esses produtos que não compreenda a lógica por trás do preço. É quase ofensivo pensar que as pessoas desconheçam a tal ponto a lógica de mercado. A população pode não ter consciência do raciocínio por trás dos impostos, é verdade, mas sabe de sua existência e de seu impacto. Usar dessa última ignorância como atalho para uma consequência prática poderia ser considerado, a meu ver, até má-fé, mas não farei nenhum juízo definitivo nesse sentido, pois não é meu papel.

Muitas teorias foram criadas acerca da criação do manifesto, desde o interesse por audiência (o que, se me permitem, “não faz sentido” pois ela já existe), passando pelo desejo egoísta de comprar um videogame (por favor…) e chegando até o cúmulo de tudo ser na verdade uma ação viral para propagar o jornal Brasil 247, então acho que cabe utilizar deste espaço para desmentir algumas bobagens. De cara deixo claro que não, não se trata de um viral.

Decidi criar o manifesto há cerca de 2 meses, quando, buscando temas entre o público do Não Faz Sentido, percebi que muitos reclamavam da questão dos preços de produtos eletrônicos no Brasil. Pesquisei bastante sobre a questão dos impostos e, ao observar exatamente onde iria atacar com minha crítica, fui atrás de pessoas engajadas e de alto conhecimento no assunto. Por isso, uni-me ao jornal Brasil 247, mais precisamente ao seu editor-chefe, Leonardo Attuch, ninguém menos que o ex-editor chefe da Isto É Dinheiro, um jornalista especializado em economia com profundo conhecimento, que não só auxiliou na elaboração do texto do Não Faz Sentido como mobilizou toda uma infra-estrutura para suportar o manifesto. Acreditem, mais de 330 mil assinaturas em 3 dias não é pra qualquer infra.

Não discuto os motivos que levaram à produção do vídeo e à adesão ao manifesto, porque não interessam à discussão. Poderia tê-lo feito a soldo que não me incomodaria se restasse um bom resultado. Discuto o produto em si. E parece-me que o autor pecou em seu caminho. Será que ele não percebeu, durante toda a pesquisa, as inconsistências econômicas em sua defesa exclusiva da redução dos impostos de importação? Não recebeu nenhum aconselhamento de seu respeitável mentor (nenhuma ironia aplicada) sobre preocupar-se com pelo menos citar a importância de uma reforma tributária completa? Não cogitou, nem por um segundo, avançar a discussão além do protesto simples e inócuo?

Aproveito para questionar mais uma vez, dada que a oportunidade da explicação foi perdida nesse sentido. O que essas milhares de assinaturas (já eram mais de 410 mil à época da produção deste texto) estão apoiando com seus CPFs? Que destino terão? Considera-se a possibilidade de liberar seu acesso ao público antes de ser oficializado, como o fazem até mesmo as malfadadas agências governamentais, ou a opção será pela absoluta falta de transparência? Volto ao manifesto, aliás, para o que parece ser uma resposta a minhas perguntas.

Plenário Ulysses Guimarães

Tudo vem parar aqui - e por isso seu voto é mais importante do que assinar uma petição online qualquer.

Em nenhum momento anunciei o #PreçoJusto como um projeto de lei, pois não o é. O manifesto é nada mais que… Um manifesto, cuja concepção da palavra é exatamente “uma declaração pública de princípios e intenções, que objetiva alertar um problema ou fazer a denúncia pública de um problema que está ocorrendo”. Nosso objetivo? Avisar a Brasília: o povo está puto com isso.

Conseguimos? Bem, ao que parece, estamos próximos. Os passos seguintes não dizem respeito a mim, pois o máximo que posso fazer é mostrar o problema, unir as reclamações e apresentar ao nosso Executivo e Legislativo – como pretendo, em breve, entregar a nossa Presidente. A partir daí, está nas mãos dos que nos representam e, se tudo der certo, conseguiremos uma representação ativa para abraçar a campanha (contatos nos bastidores já meio que garantem que iremos consegui-la… e forte).

Sabe o que manifesta uma opinião pública como nada mais faz? O voto. Ele é a ferramenta definitiva de manifestação popular, porque é a que tem efeito prático previsto em lei. Nada diz mais aos políticos que o povo está puto com algo do que eleger pessoas que concordem com essa opinião e relegar os contrários ao limbo. Essa é a força da democracia, sempre foi, sempre será. De resto, se isso é apenas um manifesto, para que servem as assinaturas? Para demonstrar apoio? Apoio a que? A uma redução de impostos? Sabe quantas manifestações já foram feitas e ainda serão pela redução de impostos – e veja bem, gerais, não apenas os de importação? Acredite, meu caro, nenhum político nesse país desconhece a irritação popular em relação a este tema. Não é a ignorância que leva nossos representantes à inércia, mas a falta de vontade. E a única ameaça a essa falta de vontade respeitada pelos nossos políticos é a do voto.

Imaginemos por um instante, no entanto, que essa carta de intenções atinja seu objetivo, e o protagonista do vídeo consiga entregá-la à Presidente. O que o leva a acreditar que isso seja levado à frente? Salvo engano, não faltam críticas a nossos políticos (muitas válidas) em todo o vídeo. Acreditam, esse um milhão de assinaturas virtuais, que mudarão a cabeça de eleitos por milhões reais? Alimentam, de fato, essa falsa esperança? De resto, faço pilhéria da atenção dada às informações “de bastidores”: o apoio (muitas vezes transformado em lobby) de grupos fortes da sociedade à causa tributária é provavelmente uma das coisas mais conhecidas e públicas da nossa política.

“Ora, mas tanta gente passando fome e você só quer saber de comprar seu videogame.”

Seguindo esse preceito, nós não podemos reclamar de rigorosamente nada no mundo enquanto há gente passando fome. Lembre-se disso quando reclamar que seu bairro está sem luz, ou sua rua está esburacada. Ora, tem gente passando fome, você não pode reclamar. Isso é uma grande bobagem.

Eu não sou o Bono Vox, meu público é exatamente consumidor de produtos de mídia e eletrônicos importados, o que eu fiz foi puramente atrelar um tema que gera insatisfação em massa no povo brasileiro e cruzar isso com o público alvo do Não Faz Sentido para ter força o suficiente para brigar por algo em Brasília… E, conforme já frisei no vídeo, esse é somente o primeiro passo: se o manifesto der certo (e tudo indica que já vai dar certo), o objetivo é ir além.

Não me peçam para, em meu primeiro manifesto, já querer resolver todas as mazelas que desgraçam o mundo. Eu não sou Jesus, nem Buda… E normalmente quem utiliza desse discurso superficial está sentado há anos em sua cadeira sem fazer rigorosamente nada.

Escola Pública

O dinheiro para a isenção fiscal vem dos cofres públicos, assim como o do investimento em educação.

É uma lógica tão tortuosa que tenho dificuldade em avançar. Já defendi em meu último post a questão do trade-off e porque existem, sim, prioridades. Concordo que seria uma grande besteira tentar rsolver todos os problemas da sociedade de forma linear, como numa fila indiana de prioridades. As questões sociais existem de forma paralela (principalmente na economia) e atrelada, de forma que isso seria impossível. Mas prioridades existem – e não vejo como uma questão de importação de eletrônicos para lazer possa ser considerada mais fundamental do que elementos como saúde, educação e segurança, só para ficar nas clichês. Parece-me, portanto, que houve na verdade uma convergência de interesses: o protagonista buscava a adesão fácil e o público buscava uma causa egoísta com que se identificasse. A preocupação social, no entanto, ficou de fora da equação.

Ainda sinto falta da transparência na informação sobre o “ir além”. E não vi ninguém pedindo que o protagonista resolva todos os problemas do mundo. Apenas acredito que, caso queira realmente ajudar, que ajude com as prioridades primeiro. Qualquer outra opção prejudica o trabalho sério.

Ao Raphael Gaudio e a todos que escrevem textos defendendo que os produtos importados necessitem de taxação para não prejudicar a indústria nacional, deixo três pontos:

1. Praticamente não há indústria nacional nos segmentos apontados.

2. Concordo que deve haver a taxação, mas numa medida justa, como no máximo 30%, não chegando aos 250% como vemos no Brasil.

3. Por mais besteiras que possa ter feito, se Collor tivesse seguido o pensamento de vocês, teríamos até hoje no Brasil somente eletrodomésticos de quinta categoria, brinquedos de arame e plástico fajutos e “carroças” no lugar de carros nas ruas. Foi justamente sua política de “abrir as pernas para os produtos importados” que fez com que o povo brasileiro saísse das péssimas condições dos produtos nacionais e revolucionasse a própria indústria brasileira, que foi obrigada a se adaptar ao alto grau de qualidade dos gringos.

O #PreçoJusto está aí, volto a frisar, para mostrar somente uma coisa aos nossos representantes em Brasília: estamos insatisfeitos com os altíssimos impostos cobrados em mídias e eletrônicos importados. Se você está feliz e acha justo pagar 200% a mais por um produto, ótimo, mas se você, como eu, fica indignado com esse estupro, já sabe onde assinar: www.precojustoja.com.br.

Enumero, para fins de facilidade, os argumentos opostos.

Capa de Veja - Março de 90 (Fonte-Arquivo Veja)

É esse o homem responsável pela industrialização do Brasil?

  1. Reduzir os impostos de importação trará essas indústrias para o país, gerando empregos e crescimento e barateando a longo prazo os produtos ? Ou permitirá tão somente que essas empresas ampliem seus lucros e movimentema economia de seus países, trazendo apenas uma falsa ilusão de prosperidade ao nosso? Qual é mais vantajoso?
  2. Se os impostos não afetam ninguém aqui dentro, porque os 30% são justos? Por que não a redução ao zero? Ou o argumento acima foi abandonado?
  3. A abertura econômica do governo Collor foi uma maneira de tentar evitar, num ação desesperada e mal-planejada de curto prazo, os fracassos repetidos dos planos econômicos que conseguiram rapidamente chegar ao confisco da poupança, aprofundamento da recessão econômica, extinção de postos de trabalho e hiperinflação. O resultado nada mais foi do que uma enxurrada de produtos importados para quem podia pagar – e deterioração das condições de vida do resto. A volta da industrialização foi na verdade obtida com muita dificuldade ao longo dos governos seguintes, que trabalharam pela estabilidade econômica.

Por fim, lamento a falsa dicotomia criada no final e vou pela terceira opção, do trabalho sério e silencioso pela conscientização, educação e informação. Eu não estou feliz com o imposto que pago nos produtos eletrônicos que eventualmente eu queira comprar, fico indignado, mas não assinarei meu nome em nenhum manifesto de objetivo vago e origem obscura. Afinal, como já dizia o próprio Ulysses, “em política, até raiva é combinada”.

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74 Comentários

Arquivado em Desabafo, O Opinioso comenta

74 Respostas para “Da arte de se explicar sem se explicar (ou Porque o #preçojusto não pode ser defendido)

  1. Pingback: Porque Felipe Neto está errado | Marcelinho, o Opinioso

  2. Se reservando a mesquinharias, como a de que o autor do texto-mote deste não se “atentou para a importância dos impostos ‘comuns'”, seu texto segue a mesma linha pensante dos haters.

    Sinceridades na mesa, o senso comum vence quando reza que só o fato de mobilizar politicamente e, portanto, ativamente na web brasileira já é um grande passo. O primeiro passo para uma revolta, revolução, transformação e até mesmo a tão sonhada reforma tributária não é a discussão, não é o “vou hoje lá amanhã” tão típico no cenário estático do supracitado salão Ulysses Guimarães. Não mesmo.

    O primeiro passo é a “vanguardista” ação. Tão vanguardista quanto um homem lascar uma pedra na outra para produzir fogo e, assim, garantir sua sobrevivência em terras inóspitas chegando até no simples pintar das caras e esbravejar Brasil afora que “não queremos mais esse cara aí”.

    Pensar, pensar e pensar. É, parece que a popular estátua do pensador não é tão popular por acaso. Em contrapartida, parece que a ação inconsequente dos jovens não deixou de revolucionar o mundo ao longo dessa bobeira chamada tempo e espaço.

    Abs, pensador.

    • opinioso

      Agradeço o comentário, Matheus. Por mais que não acredite ser uma mesquinharia a preocupação com os impostos comuns, entendo que há quem considere. Uma pena, já que, socialmente falando, eles são muito mais relevantes do que a causa defendida.

      Sobre “pintar das caras e esbravejar Brasil afora que ‘não queremos mais esse cara aí'”: esse cara aí foi, segundo o Felipe Neto, o responsável por revolucionar a indústria brasileira. Infelizmente a História discorda, já que os fatos apontam um fracasso político e econômico no governo Collor, certo?

      Quanto a pensar, cito Lao-Tsé: “O sábio pode descobrir o mundo sem transpor a sua porta. Vê sem olhar, realiza sem agir.” Agir sem pensar é tão nocivo quanto pensar sem agir.

  3. Pingback: #PreçoJusto. Esse manifesto não faz sentido – Parte 2 « Blog do Tiago

  4. Amanda

    eu ia até ler, mas pqp, tá muito grande! abs

    • opinioso

      Eu sei, e peço desculpas. Mas tentei fazê-lo o menos chato possível, dado o assunto. Se tiver um tempinho mais tarde, volta aí depois que vale a pena. =D

  5. Priscila

    Olá!

    Eu não conheço você nem o Felipe Neto, mas li os textos de ambos e vi o vídeo… e me reservo o direito de concordar com os dois.

    Acho que o vídeo tem um tom um tanto panfletário, excessivamente agressivo e ingênuo. Mas se você assistir a outros vídeos do canal do Felipe Neto, verá que esse tom de agressividade é recorrente. O público dele se acostumou a esse jeito de falar e já espera por isso. Talvez “não faria sentido”, dentro do contexto do canal, de uma hora para outra fazer um vídeo didático e informativo. Vale lembrar que parte do público do Felipe Neto é adolescente e ingênua, e provavelmente não se animaria voluntariamente a assistir a um vídeo mais sério. Eu não estou entrando no mérito de julgar se isso é bom ou não, apenas avaliando algumas das possíveis razões da superficialidade do manifesto.

    Mas, uma vez que temos consciência disso e que procuramos nos informar sobre o assunto em outras fontes (por exemplo este blog :)), honestamente não vejo que mal podemos causar ao assinar o manifesto. Apenas assinar, sem precisar sair xingando no Twitter. Pode não servir para nada? Pode. Pode aumentar os impostos? Acho difícil.

    No mais, eu gostei muito do blog e vou voltar sempre.

    • L.G.B. Paiva

      Concordo bastante com as informações a respeito do Felipe Neto e seu público. E concordo também que assinar isso é uma forma de dizer “Ah, pra não falarem que eu não faço nada, vou assinar essa parada aqui e voltar a jogar o jogo que original custa 49 reais mas eu prefiro comprar o pirata por 10”.

      Acho que por mais que diminuam os impostos, façam acontecer, o povo vai continuar pirateando, por que é da cultura do brasileiro. Gente pirateia app de 0,99 na AppStore.

      Essa conversinha do Felipe Neto de que “Eu mesmo vou la fazer acontecer” é muito presunçosa, mas se encaixa na descriçao que você deu dele.

      Por fim acho que o tema não vale o meu tempo perdido. E parafraseando um troll conhecido: Preço Justo? Já acho justo!

      • opinioso

        Isso é outro aspecto interessante a se discutir: a questão da pirataria e as novas formas de comércio de mídias eletrônicas. O Brasil ainda engatinha nessa discussão. Afinal, é muito fácil falar que é um absurdo pagar quase R$ 30 em um CD para ouvir 3 músicas, mas será que todo mundo vai pagar 3 reais por essas mesmas músicas? Ou o brasileiro tem essa alma de “para que pagar por algo que eu possa ter de graça, mesmo que levemente ilegal?”

        @izzynobre style essa trolagem aí… Aliás, lamentei que ele não tenha lido o primeiro texto simplesmente porque achou muito longo. Esse aqui então…

      • Mateus Mattiazzo

        ” (…) vou assinar essa parada aqui e voltar a jogar o jogo que original custa 49 reais mas eu prefiro comprar o pirata por 10″.
        – No exemplo dado acima pode não parecer relevante, no entanto se pensarmos comparativamente ao salário mínimo brasileiro (R$ 540), o valor proporcional de 49 reais fosse 490, e 10 fosse 100, ai sim torna-se visível a abusiva carga tributária.
        – O acômodo da população brasileira o qual o senhor se referiu (ironicamente) pode ser aplicada ao seu modo de pensar tendo em vista a sua declaração abaixo:
        “Acho que por mais que diminuam os impostos, façam acontecer, o povo vai continuar pirateando, por que é da cultura do brasileiro.”
        – Atenção agora, a cultura é definida pelos costumes e hábitos de uma população, mas isso não quer dizer que ela não seja mutável. Nos nos anos oitenta era dificil você achar uma pessoa usando cinto de segurança nos automóveis, hoje, você achar uma pessoa que não esteja usando o cinto de segurança enquanto dirige, é incomum.

      • L.G.B. Paiva

        Pois é Mateus, eu não sei te dizer por que, e não estou com vontade de pesquisar, mas os jogos de XBOX são infinitamente mais baratos do que os de PS3 (sem levar em conta que um eh DVD o outro é blu-ray e bla bla bla). E eu realmente compro jogos de XBOX por 49 e até 39 reais, enquanto nas comunidades de XBOX as pessoas só sabem discutir sobre a nova atualizaçao que vai atrapalhar seus jogos piratas.

        É disso que eu estou falando, será que retirando os impostos as pessoas passariam a comprar o original ao invés de continuar pirateando? Ou precisaríamos de mais um manifesto, dessa vez pedindo que comprem jogos originais?

    • opinioso

      Agradeço a gentileza da leitura e do comentário, Priscila. Quanto à agressividade do vídeo, nenhuma restrição: fiquei até feliz de ver que eu e ele dividimos o gosto e o interesse pelo comediante George Carlin, notório boca suja. Minha contestação não está focada na linguagem, mas no conteúdo. Não acho que essa superficialidade se justifique pelo público-alvo, a menos que a intenção seja justamente manter o público em um estado de semi-informação, concorda? Ou realmente acreditamos que os adolescentes que conseguem comprar jogos pela Internet e entender complexos puzzles em inglês em seus jogos são incapazes de entender as nuances tributárias?

  6. Flávia

    De alguma forma tinhamos que começar, e Felipe Neto usou da sua popularidade para motivar os jovens a voltar a lutar por um país mais justo. Ele teve a iniciativa e está dando super certo, em apenas 6 dias mais de 400 mil pessoas já participaram, mostrando apoio e interesse. Pra você pode ser “uma petição online qualquer”, mas é uma forma fácil e útil de mostrar que estamos interessados em um país justo! Felipe Neto está de parabéns pela iniciativa. “O único passo entre o sonho e a realidade é a atitude.” tal atitude que ele teve.

    • opinioso

      Insisto, Flávia: uma forma fácil e útil de mostrar que estamos interessados é votar e fiscalizar. Votar é uma vez a cada 2 anos, normalmente, e fiscalizar pode ser feito pela Internet (mostrei 2 casos em um dos posts anteriores). Quer mais fácil que isso?

      E peço perdão se possa parecer ofensivo, mas acho romântico acreditar que essa atitude dele é suficiente para transformar algum sonho em realidade. Principalmente um sonho em tema tão complexo…

      Abraços, e obrigado pela visita.

      • Flávia

        Votar é obrigatório, e nada que é obrigatório é bom. Além do que da até desgosto de votar diante de tantos ladrões.. É sempre a mesma coisa, eles fazem algumas coisas pra mostrar que são eficientes, pra conquistar o povo e diminuir as cobranças, mas nunca muda! Por todos os lugares que eu vou escuto pessoas falando dos impostos ubusivos, pessoas revoltadas e comentando sobre o video do Felipe..Hoje mesmo fui no salão, e vi adultos nos seus 40 anos dizendo que está participando! Não precisa sair de casa, e ainda mostra que é uma forma conciencia, pq ngm coloca seu cpf sem conciencia. Vamos que vamos, estou com o Felipe. beijos

    • Carol

      Bom, quero deixar claro que isso não é um ataque pessoal nem nada do tipo, é apenas uma pergunta a título de curiosidade, ok?

      As pessoas estão colocando seus nomes e cpf’s nessa petição online, certo?
      Mas cadê os tópicos que serão abordados, cadê o famoso “preto no branco”?
      Pq eu visitei o site e lá consta apenas comparação de preços, um contador de nº de assinaturas recebidas e o box para preenchimento dos dados.
      Como eu consigo saber o que vai ser feito com meu nº de cpf?
      Eu quero algo palpável antes de sair distribuindo nº de documento pessoal, entende?

      Em breve ele atingirá o nº almejado de assinaturas, e aí, ele vai até Brasília e na melhor das hipóteses entrega a resma de papel à presidenta.
      Como ela vai saber do que se trata?
      Será que ele vai anexar um dvd com esse vídeo para que a presidenta entenda o motivo de tantas assinaturas?

      O projeto em si não é de todo ruim, mas é extremanete vago, genérico e sem embasamento algum.

  7. Leo Gomes

    Você bem que podia ser mais objetivo em suas palavras, poucos tem saco para ler tudo isso.
    Em fim, o #preçojusto é mais do que justo, assim como cobrar impostos também é justo, mas, aí esta a diferença entre o justo e o abusivo, no Brasil é algo absurdo, e com certeza absoluta, por exemplo, nos Estado Unidos, Paraguai e etc… também combram-se impostos e o valor acrescentado nos produtos são bem menores. Abraços…

    • opinioso

      Olá, Leo. Eu pedi desculpas pelo tamanho excessivo do texto, mas não vi solução justa que não incluísse contestar e divulgar “na íntegra” o artigo do Felipe Neto. Era importante caso alguém não se dispusesse a ir ler o artigo no PdH e evitaria também que eu fosse acusado de editar de forma tendenciosa o conteúdo.

      Quanto ao seu comentário: concordo que nossos impostos não são nada justos, e fiz questão de ressaltar isso em todos os textos. Mas reafirmo: o #preçojusto não é a solução posto que vago, e acaba por prejudicar todo um movimento que poderia ser feito de forma séria pela causa.

  8. Flávia

    Para L.G.B Paiva
    “Preço Justo? Já acho justo!” Não vou discutir com você, cada um tem sua opnião, mas poderia até ser justo se tivessemos o retorno. Só um único e perfeito exemplo pra você ‘SAÚDE PÚBLICA’, aqui no meu estado e tenho certeza que no seu também se você for a um, você encontrará pessoas muito doentes em corredores rezando para serem atendidas semana que vem quem sabe?! Como você se preocupa apenas com você e não com o país e as outras pessoas, você não deve pensar nisso. obrigada pela atenção!

    • opinioso

      Para começo, faço uma ressalva, Flávia: o L.G.B foi obviamente sarcástico em seu encerramento do comentário. Essa piada de achar um preço obviamente absurdo justo é uma trollagem típica do @izzynobre no Twitter, justamente porque gera reações exageradas. Não se irrita com isso.

      Quanto ao resto do comentário, entendo que você concorda comigo, certo?

      • L.G.B. Paiva

        Sim, por isso explicitei que a frase era de um troll.

        Do contrário eu diria que era um absurdo esse manifesto já que os preços já são tão justos e que só não compra quem não merece.

        Mas o que o Opinioso está retratando acredito ser justamente isso, a saude publica precisa de impostos para tentar fazer com que alguem seja atendido, se você retirar, como fazer? Melhor lutar para que esses impostos sejam aplicados, ao inves de retirados?

  9. Concordo com o Leo, você devia mesmo ser muito mais objetivo nas suas palavras, se quer ter apoio de um numero considerável de pessoas, um texto enorme desse infelizmente não será lido por muitos. Essa é a realidade.Quanto ao comentário que disse sobre a “agressividade” ingênua do Felipe neto, esse sim achei um tanto ingênuo..se não perceberam, o público que Felipe Neto alcança são os jovens..e bem, a tal agressividade e xingamentos é justamente o que prende atenção dos mesmos..queriam que ele fizesse um discurso politicamente correto sem nenhum chamado “palavrão”?e você acha mesmo que algum jovem chegaria até o fim de um vídeo de 8,9,10 minutos sem estar entediado?Rs..
    Sobre seu post, acho digno que exponha sua opinião, apesar de que, permita-me julgar, achar que sua procura por argumentos contrários, foi um simples prazer de contrariar algo que muitos concordaram..até mesmo quem não gosta do Felipe. Vi um tweet interessante seu em que você disse que algumas pessoas estão lendo com “ódio” seus post e até concordo..mas eu, por não ser uma alienada, li com a curiosidade de saber como foi que alguém conseguiu criticar uma raridade de uma reivindicação ao governo…acho muito fácil sentarmos a bunda na cadeira e sair criticando tudo, porém ter uma idéia que não seja clichê (ou seja, fugiu do tema fome, classes, raças) e leva-la a frente é mesmo algo raríssimo..e quando alguém põe em prática, acho desrespeitoso tentar derrubar um manifesto desses…Impostos têm mesmo motivos pra existir, o abuso deles não. .e não vamos nos iludir, meu caro!acha mesmo que essa quantidade toda de jovem sairá da frente do computador pra ir acompanhar o trabalho de seu representantes, todos farão campanhas de esclarecimento exijindo que os impostos hoje cobrados sejam devidamente empregados?!Isso sim é ingênuidade e um otimismo utópico…minha conclusão é, antes esse grande número de jovens assinarem seus nomes em um manifesto, do que simplesmente se acomodarem a um preço INjusto.

    • opinioso

      Agradeço a gentileza da leitura e do comentário, Marina.

      Não chamei a agressividade de Felipe Neto de ingênua por nenhum demérito que ela possa trazer ao conteúdo. A bem da verdade, sua ironia bem-humorada certamente é fator de atração para o público-alvo. O que chamei de ingênua foi na sobrecarga de agressividade em detrimento do conteúdo. Se tivéssemos um filtro que retira frases feitas e agressividade do vídeo, não sobraria muita coisa de mensagem, porque a própria mensagem é vaga (não sei se intencionalmente). Aí reside essa ingênua, e agora que penso nisso, talvez não tenha sido a melhor escolha vocabular (a mensageram era ingênua, a linguagem não).

      Não tenho prazer nenhum em “contrariar” as pessoas. Tenho prazer no debate, é verdade, porque o acho enriquecedor. Mas não hesito em concordar e defender quando acredito adequado. No mais, acredito que expliquei bem meu ponto de vista sobre o problema com o protesto: protestar é bom, desde que por um motivo sério e útil. Os clichês a que você se referiu são clichês por um motivo: são prioridade. Fome e desigualdade de renda afetam mais gente e são mais sérios do que o imposto aplicado sobre a importação de produtos eletrônicos, não acha?

      E se meus argumentos lhe parecem um otimismo utópico, lamento: eles são a única solução plausível. Você não achará um país desenvolvido que ignore o aspecto educacional e o acompanhamento da política pelo povo. Se o Brasil quer avançar, precisa passar por isso, pois é a única alternativa consistente e de longo prazo. O resto é, na pior perspectiva, inútil, e na melhor, paliativo. E se dedicar a paliativos é perder um tempo precioso.

      • Mateus Mattiazzo

        Eu acho que a educação (em longo prazo) é a solução para desenvolver todos os aspectos vitais para um bom crescimento de um país, seja ele a saúde pública ou a segurança etc, fato é, que a máquina governamental brasileira não demonstra força alguma para o desenvolvimento de uma politica educacional forte e estruturada de ambito nacional. Ok, você pode dizer que o assunto é mais complexo do que eu imagino ser, que há distribuição de verbas de nível federal, e estadual, as tomadas de decisões também diferem a cada um desses estágios, mas uma coisa me incomoda, presidentes vem, presidentes vão, e nada muda, a população de forma geral continua ignorante, é ser otimista pensar que mais de 1% do do povo brasileiro saiba a função que um senador desempenha, sabe-se lá quantos acessores estes tem e quanto estes custam para o bolso do cidadão que paga seus impostos.

        Você tem alguma idéia pra ajudar essa falha de caráter na classe política brasileira, afim de melhorar a educação de nosso país?

        Sabe, o Felipe Neto esta lutando por uma causa justa, aliás, injusta. Pode dar certo? Eu não sei, você tem a sua opinião, que é perda de tempo e tals, respeito. Mas se por acaso obtiver alguma repercurssão positiva? seja ela qual for. Seja ela qual for é um movimento de jovens brasileiros se unindo por uma causa, que amanhã pode se tornar outra mais importante e prioritária.

  10. Mike

    Meu amigo venha k, pelo q entendi, vc diz que não concorda com o imposto abusivo:

    “Quanto ao seu comentário: concordo que nossos impostos não são nada justos, e fiz questão de ressaltar isso em todos os textos. Mas reafirmo: o #preçojusto não é a solução posto que vago, e acaba por prejudicar todo um movimento que poderia ser feito de forma séria pela causa.” Em resposta a Leo Gomes

    E faz uma critica à forma como o manifesto foi proposto?! Ou alegando causas sociais mais importantes?!

    É, realmente existem setores mais importantes para voltar os olhos.

    Mas pelo menos alguém (Felipe Neto) esta fazendo alguma coisa, e vc ta fazendo oq? Quer ajudar, achou errado a forma como foi proposto o manifesto, vai lá, e se junta a causa fazendo da forma correta (no seu ponto de vista)!

    MAS NÃO ATRAPALHA PARCEIRO…!!!

    • opinioso

      Meu caro Mike:

      Nos últimos dias me dediquei a três textos em que apresentei, por diferentes motivos, minhas razões para acreditar que o #preçojusto, da forma como está sendo realizado, é inútil e até danoso à nobre causa da redução de impostos no país. Também expliquei que concordo com a importância dessa redução de impostos, mas que acredito existirem prioridades, e isso você compreendeu.

      Quanto ao que faço, aproveito para pedir que observe que sou jornalista, uma profissão tão decadente no nosso país. Mesmo assim, nos últimos anos, tenho trabalhado em diversos episódios de denúncias de corrupção e malversação de dinheiro público e buscado informar bem à população sobre assuntos como gastos públicos, inflação, investimentos e, perceba a ironia, impostos. Acompanhei de perto e vi naufragar a mais recente tentativa de reforma tributária realizada no Congresso. Acredito estar exercendo bem minha função ao tentar tornar mais transparentes e claras possível questões que, como essa, são muitas vezes complexas, mas fundamentais ao país.

      Talvez tudo isso lhe pareça menor do que gravar um vídeo no Youtube com meias-verdades pedindo a assinatura de um milhão de pessoas para um obscuro e vago manifesto. Se for o caso, eu peço desculpas, mas temo termos chegado a uma discordância irremediável.

      Abraços, obrigado pela visita e pelos comentários.

      • Mike

        Ok, peço desculpas qnt a minha ignorância, em relação ao serviço q vc presta como jornalista.

        Agora, inútil, repito, é criticar a forma como o manifesto foi proposto em vez de ajudar, se mesmo vc não concorda com o abuso dos impostos.

        Ou vc esta frustrado, pois sua forma MAIS SERIA de tentar ajudar não esta dando resultados diretos.

        Já existem programas para ajudar os problemas sociais de maior importância.

        E por mais infantil, irônico ou politicamente incorreto, que tenha sido o manifesto em vídeo, vem gerando comentários em todo Brasil e isso q é importante, com certeza esta tomando grandes proporções e vai chegar ao congresso causando rebuliço.

        Deixe de ser do contra e vamos apoiar a causa!

      • opinioso

        De fato eu fico frustrado, Mike, por ver a solução em que acredito não estar dando certo. Mas entendo que isso acontece justamente por causa de questões como essa: como convencer a juventude de que participação política é importante e vai além do voto se vem alguém e diz que assinar uma petição vai resolver? Como convencer esse público de que, com algum esforço e boa vontade, dá para acompanhar e entender o que fazem nossos parlamentares, se eles mal entendem como funciona a representação democrática?

        E eu já disse que respeito e valorizo o debate criado pela situação, a despeito do desinteresse do FN em participar desse debate. Eu ofereci a ele o espaço, eu o convidei ao debate, e ele recusou. Pode me explicar o motivo?

  11. É por isso que as pessoas seguem “messianicamente” o Felipe Neto. Ele fala fácil, todo mundo entende o que ele está dizendo, sem ter que reler cada frase mais de uma vez, por se perder no meio de tantas palavras difíceis. Por isso que o povo segue “messianicamente” o Lula. As pessoas, como você, que tem uma visão mais correta/técnica da realidade, sempre falam difícil e temos que reler e reler e reler pra entender o que está escrito e, no fim, parece que não está escrito nada. As coisas têm o valor que damos a elas. Esse manifesto não é grande coisa, assim como nenhum outro manifesto feito, como você disse, foi grande coisa. Mas, ao fazê-lo, não está implícito que votar é menos importante. As pessoas dão ao Felipe Neto um título que ele não tem, é como se ele fosse o número 1 em formador de opinião do Brasil. É como ele mesmo disse: “tenho um público alvo”, dentro desse grupo que ele quer atingir, ele é o número 1 como formador de opinião. Pode até ser que não tenha sido ele próprio que tenha escolhido o público alvo, porque esse não é o primeiro vídeo que ele faz, portanto, o público já foi escolhido, apenas permanece o mesmo. Cada um tem seu público alvo. Falar de educação, saúde e segurança para um público de 13 aos 18 (que é o público dele) é a mesma coisa de falar para os ares. Não é porque ele é o Felipe Neto que as pessoas vão ouvir. Sempre que ele fala de um assunto mais sério, inúmeras pessoas comentam nos vídeos, falando: “Pô, que assunto chato”. Ele tem que mobilizar as pessoas dentro do interesse delas, que acaba sendo do interesse de todos, porque ninguém, mesmo fora desse público “felipista”, quer pagar caro por um eletrônico. Ninguém tem nenhum compromisso com a sociedade de resolver os problemas econômicos e sociais. Cada um faz de boa vontade. E, quando alguém levanta com essa boa vontade, não se deve falar: “Ah, Felipe, você é um burguês de merda que só se importa com coisas fúteis, seu babaca mimado”. Temos que incentivar. Ninguém tem que entender de política, para ter a boa vontade para assinar algo, mesmo que não dê em nada. Temos que acostumar as pessoas a se movimentarem, a reclamarem, a pesquisarem, a questionarem e em nenhum desses quesitos o vídeo falha. São “baby-steps”. Com a massa, se discute o prático. Se o manifesto chegar nas mãos das pessoas que “fazem acontecer” (os políticos), aí sim é hora de discutir a teoria, de analisar os fatos. Ficar analisando teoricamente e politicamente um assunto complexo que ninguém entende ou quer entender, só vai desistimular as pessoas. É possível conseguir 1 milhão de assinaturas contra algo que eu julgo errado? Sim? Então, gente, vamos conseguir. Se chegar nas mãos de quem faz, aí é hora de discutir os porquês, as melhores opções, o que pode ser feito a respeito e o que não pode ser feito. Mas, enfim. Eu gostei do seu texto, teve momentos em que eu não fazia a menor idéia do que você estava falando, mas você fala que nem gente, com teoria e argumentos. HAHAHAHA 🙂

  12. opinioso

    Achei muito sensato seu comentário, Amanda, dos mais sensatos até agora, e concordo com diversas coisas que você disse. Permita-me discordar em alguns pontos?

    – Sim, a linguagem que ele usa ajuda a se identificar com o público alvo, e eu preferi um outro formato. Entretanto, muita gente que faz parte desse público-alvo dele veio aqui, leu e entendeu. Isso me diz que dá para fazer essa discussão de forma séria e mais profundidade;
    – Concordo que falar sobre educação, saúde e segurança com pessoas de 13-18 anos é, hoje, falar aos ares. E qual é a solução? Não falar? Em nenhum momento o FN incentivou o debate no vídeo – ele pediu assinaturas para um manifesto vago, que não está sendo discutido. Para efeito comparativo: o texto da Ficha Limpa, que precisou exatamente de um milhão de assinaturas para virar projeto de lei de iniciativa popular, ficou disponível para leitura e comentários durante todo o tempo em que foram recolhidas as assinaturas. Também foram realizadas reuniões para discutí-lo. Isso é incentivar o debate. O que as pessoas que estão assinando esse manifesto estão defendendo.
    – Como já bem disseram mais cedo: com esse um milhão de assinaturas debaixo do braço, o que o Felipe Neto vai fazer? Apresentá-lo à presidente? E é esperado que ela faça o que? Entender as nuances do funcionamento da política é algo acessível a qualquer um que leia o jornal. Esse manifesto provavelmente será jogado em uma gaveta, já que qualquer medida no sentido pedido já deve constar de um projeto de reforma tributária ou será incluído por um deputado amigo do lobby das indústrias. É muito barulho por nada – e muito barulho que podia ser usado para coisa séria.

    Gostaria muito que você voltasse ao blog sempre que possível, Amanda, seus comentários valorizaram o post. =)

    • Amanda

      É, isso é verdade mesmo. Ele não abriu um espaço para discussão do assunto (até mesmo porque eu vi o jeito que ele te respondeu no twitter). Eu nem gosto do Felipe Neto, eu acho que ele tem ideias boas, mas ele faz do jeito errado; o personagem dele, por exemplo, me faz querer sair correndo, batendo a cabeça na parede… mas não vem ao caso… rs.
      Nah, mas fala se não é uma porcentagem minúscula de pessoas que conseguem entender o que está escrito ae. Até porque, se a pessoa entende o que está escrito, ela não discordaria, porque não tem como e nem por onde discordar do que você disse (pelo menos nas partes que eu entendi).
      A lei está acessível, mas só que o público dele não lê jornal, não vê jornal, não ouve jornal… nada. O mais próximo de lei que o público já chegou um dia, deve ter sido pelo vídeo dele (e eu me incluo). E é por isso que eu disse: a iniciativa é boa, porque tá agindo, pelo menos. Só que eu acho que ele faz as coisas de um jeito errado. Aquele tipo de personagem que ele encarna, é exatamente o tipo de pessoa que tem que mudar – ou ser banido da vida em sociedade.
      E é verdade mesmo, mesmo que os jovens (eu também, no caso) não tenham interesse, não significa que não se deve falar. Mas eu fico, de certa forma, aliviada de o Felipe Neto, especificamente, não falar.

      Ah, ok 🙂 Eu voltarei…. :*

  13. Cara, li seu texto todo, e li alguns comentários também.
    Mas conforme você parafraseou o “Preço justo ? Já acho justo”, eu não pude concordar com quase nada do que você disse.
    Eu concordo sim, que existem assuntos seríssimos a serem debatidos como os que você citou ( saúde, educação, segurança…),mas ai você falar que acha os preços justos ?
    Agora me diz, justo por quê ? Para quê ? Para pagar 27 mil reais aos parlamentares que não fazem nada ? Para ir parar na cueca desses indivíduos ? Porque é nisso que os impostos são gastos ( grande parte).
    Eu não acho justo, e por isso assinei o manifesto. Em que vai dar esse manifesto ? Pode ser que não dê resultado algum. Mas você lembra do ficha limpa ? Pois é, ele surgiu aqui na internet. É verdade que hoje já distorceram as coisas e o ficha limpa virou uma chacota.Mas isso aconteceu porque o povo tem mania de achar que reclamar resolve, e não vai atrás depois continuar com a pressão.
    Enfim, você não tem mais que colocar seus argumentos, porque como você mesmo disse, já argumentou isso antes.Só vim mesmo apresentar meu pensamento.
    Não acho o preço justo.E concordo que se o preço fosse justo, a pirataria diminuiria.Lógico que não ia terminar, mas ia sim diminuir.Eu já comprei cd’s de bandas que curto por 50 reais. Nos EUA esse mesmo cd custa 5 dólares.Vai me dizer também que é justo ? Hoje, com a internet, eu não compro cd’s originais no Brasil.Se precisar comprar, peço um amigo pra trazer de fora, enviar por correio, enfim…sai mesmo mais barato.
    Pagar esses altíssimos impostos, é sustentar essa corja que nos assalta todos os dias.
    Poderíamos votar melhor, com certeza.
    Mas um futuro do pretérito não funciona bem pra quase 100 milhões de eleitores.
    Infelizmente, alguns simplesmente não se importam.Mas isso não quer dizer que não podemos mostrar nossa indignação.

    • opinioso

      Não vou repetir argumentos, só deixar claras algumas questões.

      Não parafraseei o “preço justo, já acho justo”. Talvez você não tenha percebido, mas a intenção do LGB Paiva foi brincar com o tema – ele inclusive falou depois que era brincadeira em um outro comentário. E eu não acho o preço justo, também acho abusivo e também acho que precisa mudar – mas não assim. Esse manifesto não é a solução, e assinar pela coisa do “pode não dar nada, mas e se der”, me desculpe, mas parece ativismo preguiçoso.

      Também não sou a favor do salários pago aos parlamentares, não concordo com corrupção e adrei ao Ficha Limpa – ali sim uma iniciativa séria, válida e clara que aproveitou a força da Internet para fazer valer a vontade popular.

      De resto, concordamos em quase tudo.

    • Carol

      Bom, eu li seu comentário e preciso pontuar um detalhe exposto por você:
      O “manifesto” do FN e o projeto “Ficha Limpa” são separados por um abismo.

      Explicar-me-ei: no projeto Ficha Limpa, existia um texto bem desenvolvido juridicamente, bem embasado, com conteúdo.
      O projeto do FN sequer possui texto.
      As pessoas estão assinando algo sem sequer saber o que será feito com seus dados.
      Onde está a íntegra da proposta?
      Como posso consultá-la?
      Por gentileza, se esse texto existe e eu, por total ignorância não o encontrei, me envie, por favor!
      Como já disse, não acho a intenção de toda inválida, mas a execução foi falha, pois as pessoas embasam-se apenas em um vídeo e não em um texto com uma proposta formal.

      E por gentileza, não entenda isso como um ataque a sua pessoa, de maneira nenhuma a intenção é essa, ok?

      Abraços!

  14. lucas

    A primeira parte você cita o Ulysses, ok. A segunda e a terceira você fala coisas inúteis apenas pela arte de discordar ( O Felipe fala que há apoiadores e haters, e você escreve um monte para dizer que nem tem tanto hater assim ora). Mais pra frente você fala que imposto é um assunto complexo, que deveríamos abordar temas como a reforma tributária, mais uma vez a arte de discordar cegando, um manifesto POPULAR deve ser o mais simples possível e os motivos são óbvios, como já foi dito, esse vídeo é o primeiro passo para, quem sabe, recuperamos aquela juventude ativa dos anos 60. No mais, eu entendi suas intenções neste texto e perdi a motivação pra ler.. Flws

    • opinioso

      Obrigado pela opinião, Lucas. Não sei o que você entendeu como minha intenção ao escrever esse texto, mas se foi algo que o levou a perder a motivação para lê-lo, você entendeu errado. Quanto à questão de ser hater, diga-me uma coisa: como você me classificaria se o Felipe Neto, após meu primeiro texto, escrevesse um texto e me oferecesse o espaço para o contraditório, e minha resposta fosse “Você é doente, precisa de tratamento. E não, eu não vou ler. Siga com SUA vida, irmão”? Provavelmente me condenaria, né? E se fosse o contrário, que foi justamente o que aconteceu na vida real? Está lá no meu twitter, pode verificar.

      Cito a história para demonstrar que essa disposição ao debate que ele afirmou ter é falsa: ele só quer adesão cega a sua causa, e não a discussão necessária ao se tratar de um assunto tão complexo. Foi isso que defendi no texto, e mantenho minha opinião.

      Quanto a acreditar que um manifesto popular deve ser o mais simples possível: o Ficha Limpa não era nada simples, tinha discussões e implicações relacionadas a trechos constitucionais, e mesmo assim logrou sucesso. Por que? Porque era uma causa séria, levada à frente por gente séria. Esse, infelizmente, não é caso. E recuperar a juventude ativa dos anos 60… Vivemos uma democracia, não uma ditadura. As causas são outras, as ferramentas são outras. Não acho que dê para comparar.

  15. victor

    Sinceramente, é patente que os preços dos impostos são escorchantes… Qual o problema em defender uma redução nos mesmos?
    Estamos numa democracia e é absolutamente legítimo defender as idéias em que se acredita. Ainda mais num tema em que necessariamente algo precisa mudar.
    Uma democracia não serve pra defender apenas interesses dos fracos e oprimidos, ou defender questões de interesse econômico do estado. Um estado democrático deve ser plural e como tal todos tem o direito de tomar um ponto de vista e defendê-lo.
    Mesmo que seja algo fútil ou inútil aos olhos de de muitos, se existe uma parcela grande da sociedade (um milhão de pessoas parece ser algo significativo) que está insatisfeita com uma situação é mais do que legítimo reclamar.
    Quanto a idéia em si, mesmo que não dê em nada, é um início de conversa, serve ao menos para alertar alguns desavisados que estão sendo roubados pelo governo. Que cobra além de inúmeros impostos, uma infinidade de contribuições, taxas, sem que ninguém reclame de nada e sem que isto entre no debate político de forma séria.
    Então, se maioria das pessoas estão quietas quando pagam 20% de icms em seus produtos do dia a dia, fora os impostos que incidem de forma indireta, é problema delas, não podem reclamar caso haja um insurreição de uma questão periférica a isso e que afeta determinado grupo de pessoas.
    Se eu estou insatisfeito com o preço dos produtos eletrônicos e acho que as alíquotas de impostos que incidem sobre eles são injustas tenho todo o direito de reclamar. Se alguém acha fútil ou mesquinho por não me preocupar com os pobres ou com o interesse do estado, que arrume uma causa para defender.
    Até porque hoje no Brasil só se pode defender pobres, movimentos sociais, interesse público, o meio ambiente e coisas politicamente corretas. Não se pode esquecer que a sociedade não é formada apenas por esses interesses.
    Estamos esquecendo das liberdades individuais, tão importante quanto os interesses coletivos, até porque quando se tenta proteger a coletividade a revelia do indivíduo acaba-se por não proteger nem um nem outro…

    • opinioso

      Victor, eu nunca questionei o direito de reclamar. Só advoguei em favor de reclamar por uma causa mais séria, justa e prioritária do ponto de vista social. Quanto aos desavisados sobre os impostos, que lhe parece sobre o grupo que acessa o vídeo, assina e apoia a causa? Que sejam um grupo de alienados sem acesso a informação? Ou pessoas que têm acesso e que já sabiam desse abuso dos impostos? Se já sabiam, de que servirá esse manifesto? O que ele diz? Para que ele vai servir? O que vocês assinaram?

      Quanto ao ICMS e os demais impostos cobrados internamente, concordo plenamente com o máximo de campanhas educativas possíveis. Mas não foi o que aconteceu no vídeo, né? Nem na explicação posterior. Para os desavisados que não entendem do assunto e assistiram ao vídeo, imposto absurdo só tem em produto importado.

      • victor l.

        Esse é o problema, hoje no Brasil só se pode defender pobres, movimentos sociais, interesse público, o meio ambiente e coisas politicamente corretas.
        O manifesto serve para expor aos governantes o nosso descontentamento com a situação. Não é responsabilidade do cidadão comum elaborar propostas complexas e discutir todos as peculiaridades e consequências de uma determinada reivindicação. Embora fosse muito proveitoso que todos se tomassem conhecimento da coisa pública. Porém esta função cabe principalmente aos nossos representantes, pois par isso foram eleitos, para representar nossos interesses. E o nosso interesse está consubstanciado, mesmo que em termos simplórios, naquele manifesto. O fato de ser simples não quer dizer que não seja legítimo ou justo…

  16. cara, concordo contigo

    discutir SOMENTE os impostos de produtos eletronicos importados dos EUA me parece um ativismo muito burgues..rs

    eu faço faculdade de Direito, e tenho uma noçao de como as coisas funcionam, basta ler o codigo tributario, qq um pode le-lo no site do planalto, mas os jovens internautas naum tem saco pra ler seu texto, q tem umas 3 pags, imagine o codigo tributario, q tem centenas de artigos !

    eh muito mais facil p esse ‘publico alvo” do felipe neto simplesmente concordar do que ver se realmente eh assim q a coisa anda, pois, qualquer pessoa q le a Constituiçao sabe que quem nao eh cidadao nao faz nada nesse país em relaçao aos tributos . nem pode cobrar.

    eh impressao minha ou o CPF naum adianta PORRA NENHUMA num abixo-assinado ? pelo que pesquisei, o correto seRia o TITULO DE ELEITOR (COISA Q 90 PORCENTO DOS SEGUIDORES DO FELIPE NETO NAO POSSUEM, DEVIDO A IDADE), alem do endereço e telefone.. procede ?

    abço
    boa sorte com sua explicaçao..

  17. Helena

    Olha, o guri começou um puta debate… Que pode dar em alguma coisa sim. Trabalho com contabilidade a alguns anos e sei beeeem a bárbarie que é a carga tributária nesse país. Eu calculo os impostos… O que me deixa emputecida é esse monte de gente criticando quem faz alguma coisa. “Mais alguma coisa”, não que os demais não façam nada… Se acha que o texto dele é insuficiente, que é ingenuo e tals, ajuda pô. Quem tem mais experiência na área, aproveita a chance, tem tanta gente de todas as idades discutindo a carga tributária do país… Poxa. Acrescenta. Levanta ainda mais, faz crescer, empurra pra frente. É um bom movimento, vale a pena continuar. Mas tem sempre um boicotando…

    • opinioso

      Eu também sei a barbárie que é a carga tributária no Brasil, Helena – eu pago impostos. E eu acho que o texto dele é insuficiente e ingênuo, e minha forma de ajudá-lo é discutindo os problemas e as falhas do manifesto. É mostrando o que eu (e muita gente) pensamos do manifesto e sobre como ele pode melhorar. O Felipe Neto pode acessar meus textos e ver o debate produzido aqui e pensar se não dá para aceitar uma sugestão. Isso seria uma forma de ajudar o manifesto a crescer e ir pra frente, não acha? Simplesmente aderir, com todos os defeitos que vi no texto e não desapareceram, seria hipocrisia da minha parte.

  18. Ai ai, sempre que tem algum hype na internet vem as attention whores pra ficar na volta. Esse texto grita o seguinte : “Eu sou revoltado, escrevo difícil, sou eloqüente e inteligente, mas ninguém gosta de mim, vou alfinetar esse cara até ele vir aqui me chingar pessoalmente para que eu possa ter meus 5 minutos de fama.”. Todo esse esquema de reforma tributária geral no Brasil, prioridade com a saude e educação todo mundo já esta careca de ouvir, falar e discutir, falar de voto consciente para classe média é bater em cachorro morto porra, vai lá na periferia tentar explicar para eles. Eu vim pulando de blog em blog nessa discução e em todos os comentários eu achei um particularmente interessante, pequeno e simples, o cara dizia algo do tipo:

    “Quem se importa quem tá certo ou errado, tá caro E PONTO!”

    • opinioso

      Acho engraçada essa coisa de “attention whores”. Meu blog, mesmo com todo esse hype que você diz, não teve meio por cento das visualizações que o vídeo da campanha teve. Se meu objetivo fosse esse, eu teria fracassado vigorosamente. Meu objetivo aqui, meu caro, foi simplesmente discutir um assunto. Assim como eu discuto jogos num fórum, ou notícias de jornal no Twitter.

      Não vi o Felipe Neto indo na periferia defender o ponto de vista dele sobre por que é importante que as pessoas assinem o manifesto dele pedindo a redução dos impostos de videogames e jogos. Me manda o vídeo?

      E tá caro mesmo, é verdade, mas concluir isso não resolve o problema, resolve? É abraçar o óbvio, e só.

  19. Tiago Peres

    “Causar rebuliço… chegar no congresso… repercussão entre os representantes políticos… chegar nas mãos da Dilma… gerar discussão sensata entre os jovens… acordá-los para um debate mais aprofundado e técnico e conhecer o funcionamento do nosso sistema político e governamental…”
    Se a intenção era essa o manifesto falhou totalmente, admitam jovens amadores das tendências elitistas e carismáticas da moda. Prova disso é que não vi simplesmente nenhuma declaração, notícia ou manifesto de qualquer representante político sobre o #preçojusto. Prova disso são as mais de 300mil assinaturas em um ritmo acelerado em menos de 2 dias, e agora com mais de 1 semana e alguns dias simplesmente desaceleraram em um nível ainda mais impressionante, tal qual uma criança que grita e esperneia no chão clamando por aquele incrível brinquedo e depois que consegue-o deixa de lado após 2 dias. Se a intenção do manifesto era essa que todos estão dizendo e que alguns ainda acreditam, falhou totalmente.

  20. Tiago Peres

    Só concluindo. A maioria da juventude assim como a maioria política, continuam uma bosta. Acordem molecada.

  21. Gabriela Andrade

    Li seu artigo e sinceramente?
    Tá caro sim! É um absurdo sim, pagarmos mais de 180% de imposto em um único produto. O Felipe Neto não foi a periferias fazer protestos, justamente porque não quer causar reboliço e desordem. E é LÓGICO que nenhum representante político se manifestou pelo “preço justo”. Isso seria dar IBOPE a algo que está crescendo e que os prejudicam diretamente.
    Acho que o Felipe está usando da internet, usando da alta visibilidade que o canal dele no You Tube tem para TENTAR, é isso que ele está fazendo, TENTANDO. Todos nós já sabemos da precariedade da saúde, educação e segurança, que obviamente são mais importantes que um manifesto para redução de impostos. Mas pelo menos o cara começou em algum ponto. Crítico? talvez não tanto. Mas que ofende todas as classes. O ser humano tem o direito do lazer, de ter um eletrodoméstico melhor, um video game legal. Não é porque o cara não tá lutando pela saúde que ele não possa tentar mudar alguma outra deficiência do nosso país. Em quanto ele tá tentando tem alguns ‘pseudos-intelectuais’ avacalhando um possível projeto de lei para o bem dos Brasileiros…
    E não, não sou fã do Felipe Neto. Sou fã do manifesto! 😉

    • opinioso

      Gabriela, pagar o imposto abusivo é um absurdo, e eu concordo com você. Só lamento ver criada a ilusão de que esse vídeo e um milhão de assinaturas mal direcionadas vá resolver a questão. Não é tão simples como ele quer fazer parecer e representação política não é algo feito de qualquer forma. E representantes políticos vivem falando desse assunto – só não vê quem não acompanha e só resolve se interessar quando chega aos assuntos do lazer da classe média.

  22. Pingback: #PreçoJusto « Press A Key

  23. Gustavo Amorim

    Não sei porque cobrar de Felipe Neto um video bloger adolescente da internet a responsabilidade de alertar as pessoas a “importância de uma reforma tributária completa” ou qualquer outra causa social. Seu pensamento é muito mesquinho. Quer que ele se torne um messias digital para redimir todas as chagas da nação?

    • opinioso

      Não quero que se ele se torne nenhum messias digital, pelo contrário. Personificações no poder não têm, historicamente, boas consequências. Só gostaria que o videobloger nada adolescente informasse o que exatamente ele fará com esse um milhão de assinaturas que ele espera recolher. Será algo útil para o sistema tributário como um todo ou apenas mais um paliativo prejudicial em longo prazo?

      E peço desculpas se meu pensamento parece mesquinho. Prefiro considerá-lo pragmático e avesso a idolatrias.

  24. Tiago Peres

    Quer dizer que o manifesto do Felipe Neto visa um “Possível projeto de lei…” ?! Já deu pra ver que você também não sabe de nada do que está falando. Eu hein. aheuaheua

  25. Ulysses

    Marcelinho cara, li seu artigo ontem e esqueci de comentar. Volto hoje para isso pq eu o achei sensacional e precisava dar os devidos créditos. Já recomendei o mesmo para amigos.
    Vale destacar tb os comentários de Amanda e Thiago Peres. Abraço!!

  26. Vandeilson

    Não precisamos de explicações…
    Precisamos de ações!!
    É por isso que o Brasil está essa bagunça toda. os políticos fazem oque querem com o suado dinnheiro do trabalhador e os brasileiros baixam a cabeça… já estão acostumados a serem lesados e não fazerem nada.
    Ninguem nunca toma uma atitude… e quando alguem tem a corajem de fazer isso, sempre aparece alguem pra criticar.
    Pra mim não importa se o debate é sobre o imposto de importação, oque importa pra mim é que finalmente algo foi feito.

    • opinioso

      O que exatamente foi feito, Vandeilson, além de um vídeo xingando muito na Internet? Me aponte uma ação efetiva. Esse recolhimento de assinaturas vai virar exatamente o que? Tudo que aconteceu até agora, e o próprio FN cita isso em seu texto, é lançar o debate. Se tiver alguma ação eu volto a falar sobre o tema. Se não é mais do mesmo e essa galera bacana que apoiou a ideia sem pensar jogou seus dados pessoais na web indiscriminadamente.

  27. Vandeilson

    Esse debate pode não ter o resultado esperado, mas pelo menos já é um começo… é mais um impulso para uma possivel revolução da população contra esse absurdo sistema de governo.
    Pra mim não importa se oque está sendo debatido é o imposto de importação, pra mim oque realmente importa é que alguem finalmente tomou uma atitude . os interesses do Felipe Neto não me importa, desde que beneficie a população, Eu apoio.

    • opinioso

      Absurdo sistema de governo? Qual? O republicano democraticamente escolhido em eleições diretas? Peço desculpas, mas ainda acredito que seja melhor do que as alternativas.

  28. Flash

    Você falou bonito… mas em uma linguagem em que o povo não compreende muito.
    Então vou dar minha opinião de um ponto de vista claro:
    Nesse país chamado de Brasil, onde impera a impunidade e a corrupção, onde políticos fazem festinhas com o dinheiro suado do trabalhador,
    Ninguem nunca tem coragem de tomar uma atitude, talvez com medo do governo, isso é porque vivemos numa “Democrácia” e com direito a liberdade de Expressão (PURA IMPOCRESIA)
    Então, quando alguem coloca a boca no tronbone, e relata tudo aquilo que o povo gostaria de expor em mídia pública, aparece alguem como você criticando.
    Você fala de saúde e educação, mas é engraçado que nunca ví um vídeo seu na internet defendendo esses direitos, ou falando a verdade sobre a pólitica no brasil.
    É por isso que esse País tá uma catástrofe: porque tem politicos ladrões e corruptos no poder, e também tem os “Opinioso” que são contra qualquer manifesto contra contra o governo, e que não fazem nada, além de opinar.

    • opinioso

      O Felipe Neto é um opinioso também. É tudo que ele faz: opinar. Ele ficou famoso fazendo isso. O vídeo é isso. Não acho que juntar assinaturas para esse manifesto conte como uma atitude de verdade se ele não for algo sério.

      Eu coloco a boca no trombone todo dia. Sou jornalista e acompanho erros e abusos governamentais diários. Sempre que possível, os acuso e busco uma solução do governo, que é obrigado a dá-la. Não faço vídeos na Internet para isso, é verdade, mas não acho que esteja sendo de todo inútil em minha função. E, sim, eu acredito em liberdade de expressão. Você está falando sem qualquer moderação ou censura neste espaço, não está? E se isso não parece liberdade, tente fazer o mesmo na China.

      Lugar de político corrupto é na cadeia. Mas quem os elege? Uma entidade mística qualquer ou o povo? De quem é a culpa?

  29. João Narii

    Vc é um merda

  30. Leonardo

    Eu iria usar o meu nick habitual para fazer este comentário, mas por respeito ao teor do debate não o farei desta vez.
    Este comentário, ou melhor, tese, é mais dirigido ao dono do blog. Espero que leia com atenção e reflita seriamente nos pontos que estou expondo.

    Estava lendo os comentários, mas parei de ler em Mateus Mattiazzo e sua frase de inicio “Eu acho que a educação (em longo prazo) é a solução para desenvolver todos os aspectos vitais para um bom crescimento de um país, seja ele a saúde pública ou a segurança etc.” (até iria ler o resto dos comentários antes de postar, mas ler algo assim depois de tantos pontos serem expostos me deixou revoltado).

    Acho que o ponto principal aqui é o que é educação afinal? Falar que a educação e o voto são os caminhos certos para se criar um Brasil desenvolvido é fácil. Mas eu volto a perguntar o que é essa educação que vocês estão falando? Da onde vem essa consciência cidadania e ética que vocês tanto estão defendendo?

    Pelos Deuses Antigos. Vocês não vêem que balbuciando deste jeito estão sendo mais vazios e inócuos que o próprio Felipe Neto? Será que não estão percebendo que estão chegando ao cumulo de serem irreais com esses argumentos?

    Eu baseio está minha critica na minha profissão.
    Estou me formando em ciência de tecnologia da computação por uma universidade paulista. Estou no centro das medias e seu uso, creio então que tenho alguma propriedade em falar sobre o assunto.
    (pois também leciono particularmente, para complemento de carga horária)

    Muito bem. Comecemos pelo básico. Pacote Microsoft Office Home, algo primariamente feito visando o publico geral (eu juro que pensei em começar pelo Menu Iniciar, mas iria ser muita humilhação).
    Esta famigerada suíte, que blogueiros como nós estão tão acostumados, pasmem, não faz parte da realidade da população geral. Isso parece absurdo, mas, é verdade, 90% dos pcs vendidos vêm com Office nativo (os dez restantes ou vem com Linux ou são de baixo custo), se estiver duvidando pode perguntar na Casas Bahia (… esse troço vem com Office, tio?…). apesar disso, a maioria nem sabe que algo assim se quer existe.
    Volto a perguntar o que é educação para vocês?
    Nossas queridas escolas (tanto publicas, quanto particulares), possuem aulas obrigatórias de informática no currículo de horário (pergunta ai pro teu filho, pergunta.) e provavelmente tem um laboratório de informática relativamente bem equipado, principalmente se você morar em um grande centro como São Paulo ou Campinas.
    Porém isso não vale nada. O computador é só uma calculadora enfeitada, é algo burro que não faz nada sozinho (ainda to pra ver um programa que auto concerte seus bugs), não adianta termos pcs e inclusão digital se as aulas são pautadas no Paint, alias, quando não ocorre como numa escola aqui perto que o professor (que é formado em Letras, diga-se de passagem) sai pra tomas café enquanto deixa a molecada papeando no orkut.
    Nos EUA, temos aulas planejadas em que alunos do primário têm que desenvolver trabalhos, junto com os pais. No Japão, temos aulas de programação básica para alunos que demonstram interesse (o famoso Clube de Computação que aparece de vez em quando em animes).
    Então da onde vem essa diferença? Seguindo o pensamento de vocês, respondam, porque as escolas colocam professores de português pra ensinar informática???
    Mas tudo bem, vamos incentivar o uso do Office pelos professores então. Certo, temos duas opções aqui. ou o professor paga R$1200 em um computador novo, ou. caraca. paga R$600 em um pacote Office Home. Véios, nenhum de vocês consegue ver que tem algo errado nessa historia?
    (não sei quanto a vocês, mas eu fico com o pc novo)
    Pagar R$600 reais num Office quando um OS Windows Home Basic sai por R$460.

    Volto a perguntar. Pra não perder o foco, que catzo de educação vocês querem nestas condições?

    Em media, se consegue comprar um pc com Windows 7 Ultimate por uns R$1600, dá pra conseguir por até uns R$1400 se for da Positivo.
    Mas se o sujeito já tem um equipamento bom e quer apenas o tal Windows, ele vai lá na loja pode adquiri-lo, aqui no Brasil pela bagatela de R$700,
    ( preço do site Submarino no dia de hoje, agora, acabei de ver ).
    Perai, num sou muito bom em calculo, mas deixa eu fazer as contas. 1600 – 700 = 1100.
    ( bonzinhos esses caras né, um pc parrudo só por R$1100 )
    Mas dai vem à pergunta, como esse computador pode custar R$1100 se só placa contida nele mais o processador custam no total R$1400 ( se comprados separadamente no próprio Submarino ).
    ….
    ( Sem falar na Geforce, que vem de brinde, por que só ela custa uns 3oo contos ).
    ….

    O raciocino que o Felipe Neto desenvolve é algo parecido com esse que eu acabei de desenvolver. Só não vê que tem algo errado, quem não quer.

    Muito bem, então voltemos à educação. Iremos mudar o pais com o voto. Todos podem seguir seu deputado, vereador e o escambau pela internet. Então vamos conscientizar a população nas escolas a votar direito e cobrar dos eleitos.

    Beeem, vamos com calma nisso ai também. Existe mais coelho nessa toca.

    Pra começo de conversa, um professor com formação básica em matemática não está qualificado para ensinar política, quanto mais ética e cidadania. ( professores e português e historia, isso vale para vocês também ). Então, antes desse plano mirabolante ser posto em pratica, teremos que empregar nas escolas os nossos milhares de recém formados em Ciências Políticas e Ciências Sociais.

    Mas o como fazer isso então se, cursos desse tipo nem temos direito no Brasil???

    ..é, bem…vamos contratar os psicólogos, eles tem uma formação que abrange essas áreas e…podem ensinar isso…..é acho que eles irão gostar de largar seus confortáveis salários de em media R$3000 para ensinar por R$600 em uma escola publica….
    ( derrepente eu acabei respondendo o porquê de não ter professores de informática nas escolas. Já que nosso salário de estagiário nessa área beira os R$1200 fácil, fácil ).

    Passando esse pequeno empecilho. Tem também outro pequeno probleminha. O povo, em geral, não sabe o que é um browser.
    Dai cês falam “Meus Deuses, esse cara enlouqueceu. Como alguém pode não saber algo tão básico assim?” , mas é isso verdade. O publico em geral, no Brasil, sabe que “existe um trocinho que se usa pra entrar na internets”, ou quando muito consegue “usar o guguis pra achar o orcuti”.
    Se você perguntar prece pessoal seriamente o que é uma Rede de Protocolos de Transferência ( ou Rede TCP/IP caso nem você tenha entendido ) eles não vão saber responder.
    Agora, levando em conta esses fatos, vocês continuam achando seriamente que esses sites de acompanhamento são realmente úteis para o povo em geral?

    Existem milhares de exemplos que eu poderia citar, exemplos absurdos que ocorrem no cotidiano desse pais bizarro. (pessoas comprando celulares touchscreen sem nem ao menos ter uma computador pra sincronizarem, gente que gasta R$1100 num gps de carro que nem sabe instalar. gente que tem CONTA NO LIVE e não faz nada além de usar o “MSN”, são tantos exemplos de absurdos que eu poderia escrever um livro…)

    A iniciativa do Felipe Neto pode ser inócua mesmo, pode não dar em nada ( provavelmente ele será barrado na porta do congresso ), mas ele pelo menos mostrou desespero e esta tentando gritar alguma coisa. Pelo menos está tentando ser um pouco Argentino ou Francês nesse pais de pés rapados bundôes. É isso que ele quer dizer com o “primeiro passo para algo maior”.
    É hora de parar de pensar, é hora de fazê-los entender que são nossos empregados, e não nossos patrões. É hora de pelo menos “Um Milhão de Pessoas Pensantes” serem ouvidas, e tem que ser na base do grito. E esse grito não é para ser ouvido pelos políticos, mais sim pela população geral. para esse “Um milhão” virar “Dois Milhões” e assim sucessivamente.

    Essa redução de impostos trará sim empresas para o pais ( caso não o fosse, empresas nacionais e internacionais não iriam apoiar projetos como Jogo Justo ). Algo assim tornará acessível à tecnologia que é usada comumente nos países desenvolvidos. Caso não fosse verdade, por que então grandes empresários nacionais comprariam maquinário lá fora? Isso fará nossos profissionais serem mais competitivos internacionalmente.
    Alem de forçar a população a aprender a usá-la de maneira correta.

    Impostos altos sobre tecnologia beneficiam única e exclusivamente o pessoal de Brasília, ninguém mais. E quem não vê isso, como vocês, eu sinto muito, mas não vivem no mesmo pais que eu, reflitam sobre isso.
    E obrigado pela atenção.

    • Ulysses

      Leonardo meu caro vou deixar minha opinião sobre o caso e já sou formado em ciência da computação.
      Primeiro a maneira como você iniciou seu texto: “Muito bem. Comecemos pelo básico. Pacote Microsoft Office Home,…”
      Colega, quando se fala em educação é de uma maneira geral. Você restringe seus argumentos à todo momento em aulas de tecnologia. Computadores na educação básica são FACILITADORES, um acesso à informação. Como você mesmo disse, ele não faz nada sozinho e é necessário que o indivíduo ou estudante seja movido pelo interesse.
      Mas o que seria falar de educação de modo geral? Você, universitário, já convive com a política de cotas em sua instituição, isso considerando que a mesma é uma instituição pública pq, se o caso for contrário a isso, passo a entender completamente seu raciocínio.
      Estudantes de escolas públicas detém um desempenho inferior de aprovações em vestibulares. Isto é em decorrência da falta de interesse ou falta de tecnologia nas escolas? Infelizmente as políticas educacionais em nosso país são precárias e os que escolhem educar estas mentes não são devidamente valorizados. A alternativa do governo foi adicionar uma política de cotas nas universidades e jogar pessoas à todo custo nas universidades. Isto infelizmente não muda o quadro da educação básica, apenas os números de alunos a entrar na universidade. Esta ação trará consequências no futuro, como uma maior desvalorização de um profissional graduado, já que hoje já são necessárias milhões de especializações em pós ou mestrados para torna-lo um diferencial no mercado.
      Uma atitude tomada sem análise das consequências pode gerar consequancias desastrosas no futuro. Antes de pensar no quão bom seria ter eletrônicos baratos no Brasil e como isso ajudar certas áreas em particular, procure saber como funciona a política de importação de país e as estratégias de incentivo que procuram ajudar todas as áreas, pensando na sociedade como um todo.
      A carga tributária é sim abusiva, mas como Raphael Gaudio falou em seu texto, as coisas não devem ser levadas por este caminho.

  31. Guilherme

    Alem do seu post eu tbm li todos os comentarios. Acho que realmente o manifesto iniciado pelo Felipe Neto é muito importante. Voce é jornalista escreve de uma forma, pensa de uma forma e tem seu publico. O FN tem a forma dele de expor seu ponto de vista e a forma dele de pensar. Não estou desmerecendo o trabalho de ninguem mas se a formalidade, a seriedade e a forma tecnica com que os jornalistas tratam as questões politicas fossem o suficiente, bastaria somente os jornais e as criticas neles contidas sobre o poder publico para resolvê-las. A questão do voto como voce disse é importante sim mas é um assunto que ja estamos cansados de tratar, no entanto a população brasileira infelizamente é ignorante. Por que nosso ex presidente Lula foi eleito? Pq ele era uma pessoa inteligente, alfabetizada, falava dificil e estava preparado pra governar? Pra vc ter uma ideia eu ouvi de algumas pessoas que eleger o Tiririca era um voto de protesto. Hããã???? O QUE?????? Que valor o voto tem pro brasileiro então?
    Esse manifesto é muito válido, é o primeiro passo pois é causando esse impacto, essa revolta na população que chamamos a atenção pra politica, e não so mostrando isso pois o jornal motra todos os dias mas falar OLHA EU ESTOU COMEÇANDO, ESTOU FAZENDO MINHA PARTE POIS FICAR INDIGNADO E COM OS BRAÇOS CRUZADOS NAO VAI MUDAR NADA! JUNTOS NOS PODEMOS!
    Assim mostramos ação, e o publico alvo do FN é que vai fazer a difereça nesse país, pois as mudanças sempre partem das revoltas da juventude, e com a participação ativa do jovem na vida política de seu país poderemos alcançar as outras questoes como educação, saude, saneamento e afins. Porem precisamos chamar atenção dos jovens pra isso, e se vc acha que vai conseguir chamar a atenção deles com textos dificeis, cheios de termos tecnicos, atentando burocracias, me desculpe mas é pra rir.

    • Tiago Peres

      Realmente, é pra rir, mas não dos termos técnicos e textos difíceis do autor, e sim da nossa educação, nunca vi tanta asneira e tantos erros de português juntos como os que li aqui nos comentários de pessoas que se dizem educadores, isso sim é inadmissível e para rir. Espera aí, uma pessoa que está se formando na área de Ciências de Tecnologia da Computação e leciona matemática básica e não é muito boa de cálculo? Isso sim é inadmissível e para rir, “1600 – 700 = 1100” isso sim é inadmissível e para rir. “Democrácia e com direito a liberdade de Expressão (PURA IMPOCRESIA)”, parei de ler depois disso. O mais importante para a evolução de uma boa educação sempre será a leitura, e sim de textos complicados e difíceis. Então não adianta tentar mostrar outros pensamentos e pontos de vista para pessoas que tem preguiça de ler, qualquer que seja o texto com palavras e termos difíceis estará além da educação delas, isso sim é triste. Por isso que devíamos estar falando da educação do nosso país, fazendo um manifesto de indignação pela precariedade do nosso ensino público. E acreditem, eu já tentei, quando comecei a escrever no jornalzinho da escola mas que nenhum dos meus coleguinhas davam a mínima, preferiam correr para o playground na hora do recreio e correr para o vídeogame quando chegavam em casa. E sem sombra de dúvidas, se alguém que “fala fácil” e tem fama suficiente para chamar a atenção dessa molecada e criasse um manifesto para atentá-los para a situação da nossa educação, eu tiraria o chapéu e apoiaria com o maior prazer.
      Eis um último comentário que li ali em cima: “você bem que podia ser mais objetivo em suas palavras, poucos tem saco para ler tudo isso”, e saber que infelizmente o comentário tem toda razão, disso sim eu rio, mas não pela razão do comentário, e sim das pessoas que tem consciência disso e ainda assim apoiam a pouca leitura, rio das pessoas que não incentivam seus filhos a uma boa leitura, rio dos pais que não leem historinhas para os filhos antes de dormir, rio dos pais que almoçam na mesa lendo a página policial do Jornal enquanto não dão a mínima para o filho que joga videogame no chão da sala com o prato de comida do lado, rio de todos que preferem primeiramente apoiar os preços baixos para comprarem mais joguinhos e videogame enquanto viram a cara para seus filhos e a boa educação. Rio da nossa educação!
      Existe um ditado sábio que diz: “Existem apenas dois tipos de pessoas: as bem sucedidas e as que não leram”. Se existe algo para refletirem, é disso.

      • Guilherme

        Realmente concordo com voce, inclusive como voce mesmo falou “E acreditem, eu já tentei, quando comecei a escrever no jornalzinho da escola mas que nenhum dos meus coleguinhas davam a mínima, preferiam correr para o playground na hora do recreio e correr para o vídeogame quando chegavam em casa”
        É ai que vemos como anda as coisas no nosso país, porem se a unica maneira que temos para chamar a atenção deles é falando a lingua deles e chamando a ateção para algo que lhes interessa é isso que temos que fazer. segundo dados do IBGE nos últimos cinco anos a classe C cresceu de 32% para 49%, reunindo hoje quase a metade dos eleitores do país -125 milhões de pessoas com mais de 16 anos, ou seja, o primeiro passo foi dado.
        Agora não sejamos hipócritas de somente criticar a acharmos que somos os donos da verdade. Vamos arregaçar as mangas e realmente fazer algo pois se isso der certo os olhos da população vão estar voltados pro meio político, e mais, vão estar ativos querendo mudar algo e ai entra saúde educação e por ai vai….

      • Guilherme

        Ah… eu me esqueci, achei isso também. http://www.marcoscintra.org/2010/conteudo.cfm?id_drop=62

  32. Leonardo

    Antes de mais nada, quero pedir desculpas por qualquer erro de português ou digitação (que foi o caso exposto acima), eu estava morrendo de sono e não tive paciência para revisar o texto inteiro, algumas coisas devem ter escapado paciência. :/

    Lol, Tiago Peres, eu estava sendo irônico quando disse que não era bom em calculo. Apesar de não ser mestre na matéria, sim eu me viro bem
    Como eu fui irônico em varias partes do texto, como no caso de contratar psicólogos, por exemplo.
    E a conta, por mais absurda que pareça, está correta sim. Como muitas outras contas absurdas que eu vejo por ai nessa área, para fazer a conta eu simplesmente peguei o preço dos respectivos pc, um com windows 7 e outro com uma distribuição Linux, e deduzi o preço do Windows 7, pode fazer o mesmo entrando no site da Submarino. Alias, existe lá uma conta que eles fizeram que é algo mais ou menos assim: kit completo R$1300. só que o jogo é R$230 e a guitarra é R$400, separados.
    (????, talvez tenha sido um estagiário né)
    Não sei se isso ainda ta lá ainda mas era algo parecido com isso, o game era algum Guitar Hero aleatório.
    Agora, se contas deste tipo fazem sentido para você quando feitas por lojas, paciência parte 2.

    Ulysses, eu me restringi sim, mas se não o fizesse , teria escrito um livro, alias, acho até que escrevi demais (fiquei umas três horas escrevendo aquela joça). O que eu expus, basicamente foi o seguinte:
    “Querem melhorar a educação, beleza, concordo. Mas então tem que ser algo voltado para a realidade mundial, não a realidade brasileira.
    Mas “como fazer isso se o povão, em geral, não sabe nem navegar, nem sabe usar a bodega do Word direito”
    E quando eu me refiro a “povo”, falo do povo mesmo, do professor de faculdade a lixeiro.
    Não dos coitados dos alunos (eles não tem culpa).
    Se realmente é formado, sabe tanto quanto eu que engenheiros, arquitetos e cientistas em geral, trabalham em .bash (isso lá fora claro). E esses que eu citei são só alguns exemplos, você também deve saber e concordar que o campo de pesquisas no Brasil é pífio. Reduzir impostos e fomentar tecnologia em peso ajudaria muito no desenvolvimento do pais, tecnologia real e não produtos descartado do Tio San (ref Info desse mês), ter Iphone ou Blackbarry e não uma copia mal feita de origem duvidosa, ter maquinas ressonância avançadas em hospitais públicos (maquinas estas, que mal são encontradas em hospitais particulares), ter professores capacitados a ensinar suas matérias com base nos últimos avanços das mesmas, e não ter um delay de cinco anos para a atualização do material didático.
    O novo ensino, quer queiram quer não, é global, e o Brasil ainda ensina seus alunos como na década de 1970 ou 1980.
    O que o governo está fazendo agora, atochar o rabo dos alunos com um monte de pcs Linux que os professores mal tem noção do que são, isso sim é muito mais errado que minha desatenção e meus pobres erros de digitação deste tosco texto sem revisão. (mentira, vou passar ele no Word antes do postar desta vez, :P).
    Como você bem notou, sim, sou de uma faculdade particular, porém, estudei minha vida inteira em escolas publicas (inclusive aquela perto de casa que eu citei no meu primeiro texto). O ensino não é tão melhor em escolas particulares (podia ser no passado, mas hoje não é mais). porém, a diferença de mundos que vi quando foi aprovado foi gritante, eu me asssustei.
    Essa diferença se dá pelo fato de que a instituição de ensino básico e médio não preparam o aluno para a faculdade (caso o aluno tenha feito um cursinho talvez ele esteja melhor preparado). Porém, a faculdade também péca por preparar o aluno para um mercado de trabalho idealizado e não real.
    (para você ter uma idéia, na FCI temos aulas de Física no primeiro e segundo semestres, quando na verdade isso deveria ser, no maximo, um curso opcional para o quarto ou quinto semestre).
    São três mundos que se chocam e não se entendem nem um pouco. Coisa que não acontece em países desenvolvidos e não poderia acontecer jamais num pais do tamanho do Brasil.
    Acho que deixei bem claro agora meu ponto de vista. Não acho que a atitude do Felipe dará em algo, porém, aprovo atitudes deste tipo, o povo precisa acordar e reagir a essa palhaçada toda.

    Apropósito, ontem foi noticiado a “aparente” resposta do governo aos movimentos de redução de impostos que estão circulando.
    Os caras de pau irão pagar as contas das campanhas DELES de 2010 com o NOSSO dinheiro, mais de 20 milhões irão para os cofres dos partidos. Eu gostaria de perguntar ao “Tiriaca e companhia” por que essa conta escalafobética não pode ser paga com o próprio salário deles (afinal, se estou numa empresa e faço uma cagada dessas, terei que pagar com meu salário). Mas o que eu sei afinal, deve haver em algum lugar alguma explicação mirabolante de economia para eles fazerem isso, tenho fé. Acho que irei falar com os caras de Sistemas, talvez eles saibam me explicar.

    (para quem não entender a piada, Sistemas de Informação mexe, também, com matemática financeira)

  33. Pingback: A campanha preço justo e a questão da carga tributária – Karen Barbarini

  34. marcelo cerezer

    Poizeh amigo opinioso,concordo com voce em alguns pontos sim,por exemplo,nao existe um espaço no site 247 do FN para discutir assuntos a respeito para elaborar um projeto ou reunir a galera,ja estou a 1 mes enviado recados no #PrecoJusto pedindo para FN convocar a galera e todos os interessados em mudar algo eu o opinioso,movimento brasil eficiente,DIFUDE,Joaorevolta,Precojusto…,tem muitas pessoas interessadas no assunto e querem mudar algo,porque nao convocar todos?o movimento brasil eficiente por exemplo ja tem seus projetos elaborados inclusive ja apresentaram ao governo,mas o que realmente o brasil precisa e UNIAO,reunir todos os interessados com o projeto em maos e as assinaturas e partir para brasilia!desculpe meu caro,mas no brasil nao acredito que o voto vai fazer a diferença e esperar ja pagamos muito caro por isso!o fato e que Felipe Neto em nenhum momento respondeu que vai reunir sua galera e apresentar um projeto e partir para brasilia!como vc mesmo disse FN entregar a dilma sozinho?em um pais corrupto como o nosso e o pt no poder,muito provavelmente as assinaturas irao para o lixo e abafado o caso,por outro lado FN ja conseguiu seus minutos de fama,ja esta participando tv globo e por ai vai!ou seja parece-me que esse manifesto esta mais voltado a interesses proprios,em usar a popularidade em beneficio proprio!estou errado?entao reuna a galera e todos juntos por direitos em brasilia porra!

    obs>desculpe-me a falta de acentos e outros erros de portugues,se todos entenderam esta valendo!

  35. Pingback: O Sofativista

  36. Pingback: Blog do Lucho

  37. Quatro anos depois que foi lançada essa vergonha alheia, a campanha conseguiu o seu objetivo: Fazer o Felipinho Neto ser um famosinho de Internet.

    E só. Pois a porcaria do abaixo-assinado e o site da campanha sequer existem mais. Foi feito alguma coisa com elas? Não soube.

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