Por que Felipe Neto está errado

Toda vez que surgia um problema no trabalho, eu procurava o chefe para avisá-lo. Após o meu diagnóstico da situação, a resposta era sempre a mesma: “e o que faremos?” Eu ficava indignado com a pergunta (ELE é o chefe, ELE deveria me dizer o que faríamos), mas um dia ele me explicou a lógica. “Você é um integrante da equipe”, ele disse, “e como tal eu precisarei de você em qualquer solução pensada. Se você não for capaz de sugerir algo a se fazer nesse caso, você não pode me ajudar como eu espero”. Em síntese: ou você pensa em uma solução para o problema ou você é mais uma parte dele.

Lembrei disso quando assisti o vídeo abaixo. Para quem não reconhece o protagonista, o nome é Felipe Neto (@felipeneto), vlogueiro famoso de um ano pra cá. O moço caiu nas graças de uma parte do Twitter e se cacifou suficientemente para garantir espaço na TV e algum dinheiro. Nenhuma surpresa: o que ele faz é basicamente pegar assuntos do cotidiano ou personalidades e traçar comentários engraçados/revoltados repletos de palavrões sobre o tema. Ou seja, stand-up comedy para uma câmera. E não chega a ser ruim nisso não.

O tema da vez foi a campanha #PrecoJusto. Aqui você pode ler o manifesto da campanha. Eu poderia analisar trecho por trecho o texto, mas prefiro acreditar que os leitores são capazes de fazer isso sozinhos. Já quanto ao assunto e à abordagem, principalmente no vídeo, faço questão de me manifestar devido à repercussão que obteve na rede.

Todo mundo quer impostos mais baixos? É claro. Ninguém gosta de pagar imposto. É provável que seja esse o motivo do nome – se se chamasse “voluntário” o governo provavelmente iria à bancarrota. Você não vê ninguém defendendo a quantidade de impostos cobrada hoje, ninguém argumentando que a carga tributária nacional é baixa. Mas, convenhamos, xingar muito no twitter não resolveu problemas públicos recentes (quem se lembra do #forasarney?) e não vai resolver agora. Gritaria e petição online por “menos impostos” são uma pseudosolução infantil e simplista. O Ficha Limpa começou assim, é verdade, mas contou com muito mais movimentação real e com objetivos claros e específicos desde o início. Não vi em lugar algum do site sequer uma sugestão de o que as pessoas que apoiam a causa estão defendendo na prática. Só falam em “medidas necessárias para que enxerguem a manifestação” e um possível futuro projeto de lei. Que vai dizer o que? “Ficam cancelados os impostos sobre jogos de videogame importados”? Sério?

Reduzir simplesmente os impostos aplicados sobre produtos importados (proposta deste surreal protesto) como videogames e jogos seria abrir as pernas do país à indústria exterior e um direto enfraquecimento da indústria interna. Você pode não querer comprar nada feito aqui e ficar feliz com o que vem de fora, mas aquela indústria que fecha por não conseguir competir com o produto estrangeiro significa menos empregos, menos arrecadação, menos crescimento. É um círculo vicioso e destrutivo para a economia. Reduzir as barreiras a uma importação maciça sem contrapartida de fortalecimento da competitividade interna é caminho rápido para um suicídio econômico.

Impostos têm um motivo para existir: a sobrevivência do Estado. O Estado também tem um motivo para existir, e seria ousadia minha reduzir toda uma literatura de séculos sobre o assunto em uma frase simplória. Mas todo mundo sabe que são os impostos que permitem o investimento público em áreas como educação, saúde e segurança. São setores precários no Brasil? Certamente. A corrupção e os desvios têm sua parte de culpa nisso? Sem dúvida. Então podemos pagar menos impostos, já que não serão mesmo investidos? Nem de perto.

(Foto: Arquivo - Câmara dos Deputados)

Você sabe o que os parlamentares que você elegeu pensam da reforma tributária?

O que prejudica a aplicação dos nossos impostos, tanto quanto os desvios que devem ser combatidos, são os problemas estruturais. Nossa legislação tributária consegue ser ao mesmo tempo redundante e falha, nossa fiscalização para evitar a sonegação só começou a melhorar recentemente, setores importantes são bitributados, entre outros problemas. Mesmo assim, a famosa reforma tributária nunca engrenou por um misto de miopia dos governos estaduais, preguiça do governo federal e desinteresse do Legislativo. Isso sim merecia uma revolta e protestos, mas quem quer se arriscar em um assunto complexo como esse quando você pode simplesmente maldizer os políticos e babar pelos cantos?

A mensagem, depois de tanto economês: não se coloque no papel de uma criança mimada que pede algo aos pais e, diante da impossibilidade, esperneia e grita. Seja o adulto que, diante de uma negativa, pensa e argumenta. Gritar pelo motivo errado não só é inútil como prejudicial, porque desperdiça força que poderia ser aplicada à causa certa. Quer menos impostos em seus produtos? Vote em quem defenda e lute por uma reforma tributária, acompanhe o trabalho de seu representante, faça campanhas de esclarecimento. Exija que os impostos hoje cobrados sejam devidamente empregados, principalmente na educação – gente educada é gente informada que sabe contra o que gritar e por isso tem muito mais força. Faça isso mesmo que você não possa (ou não queira) sair da frente do computador – o Brasil progrediu muito nos recursos virtuais de transparência governamental. Monitore. Denuncie.

Acredite: só isso já faria que aos poucos todos os impostos (não só os de produtos supérfluos como jogos e videogames) caiam e, mesmo que não diminuam muito, possam ser pagos por todas as camadas da sociedade com mais tranquilidade. E isso, meus amigos, é ser parte da solução.

Atualização de 03/05: àqueles que leram o artigo dele sobre as críticas ao manifesto no Papo de Homem, minha análise está aqui.

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111 Comentários

Arquivado em Desabafo, O Opinioso comenta

111 Respostas para “Por que Felipe Neto está errado

  1. Leandro Dias Saraiva

    Concordo com boa parte do que foi escrito, não adianta ter a assinatura de milhares sendo que a maioria não sabe nem direito do que se trata, as consequências do ato, motivações e tudo mais…

    Só que tem algo que você se equivocou… A intenção do Preço Justo não é acabar com o imposto de uma vez, muito menos ´Só de Jogos´.
    A intenção é deixar os impostos de vários produtos a níveis aceitáveis, de forma que alguém que recebe um salário mínimo por exemplo, tenha a dignidade de poder comprar tranquilamente..

    O Brasil não sairia perdendo na economia, muito pelo contrário.. Aumentaria e muito o consumo dos produtos, em números o Brasil ia sair com maior lucro do que se simplesmente deixasse os impostos como estão…

    Não é novidade pra ninguém o absurdo nos impostos de combustíveis (uma vergonha, já que investem na exploração mas não investem na refinagem do Petróleo no País), o absurdo no preço de automóveis e diversas outros setores…

    É melhor ter ”UM” motivando vários a agir, do que ter vários sentados sem motivação nenhuma de fazer algo.. Por isso que sou a favor do Felipe Neto no que ele fez e faz, usar sua ”imagem” pra tentar pelo menos representar a maioria brasileira inconformada.
    Já tá na hora dos governantes começarem a ouvir uma mídia diferente que é a internet e valorizar do mesmo tanto que valorizava quem saia na rua de peito aberto, muitas vezes tendo que enfrentar repreensão da polícia e tudo mais.. Gostaria muito que você respondesse este. Desde já grato, agradeço pela atenção.

    • opinioso

      Nunca discordei da intenção de reduzir impostos. A carga tributária brasileira não se justifica pelos serviços prestados, mas o Brasil ainda depende muito da atuação do Estado em setores-chave. É necessário levar serviços como educação, saúde e segurança ao nível que os impostos permitem, e não incapacitar o governo de oferecê-los a quem não pode arcar com as alternativas privadas. O nível de desigualdade que existe hoje ainda torna obrigatória essa atuação do Estado.

      Meu problema com o #PreçoJusto é na execução. Reforma tributária é um assunto complexo porque tem etapas graduais e etapas simultâneas. Reduzir os impostos de importação como um todo pode gerar uma entrada brutal de produtos. Sem uma preocupação paralela, simultânea em ampliar a competitividade interna, seria um massacre sem precedentes na indústria nacional. Não houve nenhuma preocupação nesse sentido. Mais: o Brasil carece de educação como um todo, o que inclui uma educação tributária. Entender a importância dos impostos e sua aplicação permitiria, sem sombra de dúvidas, um acompanhamento mais cuidadoso e uma cobrança maior. Por fim, me parece sempre simplista qualquer reclamação e chiadeira contra “O GOVERNO”, como se Legislativo e Executivo não fossem eleitos pelo povo. Eles não são eles, eles somos nós. Se eles estão fazendo errado é porque nós também erramos. É uma responsabilidade solidária.

      Quanto à pessoa que recebe um salário mínimo: alguém recebe salário mínimo não deve estar muito chateada com não poder comprar um Ipad ou um Call of Duty. Ela provavelmente está mais preocupada em não conseguir pagar um plano de saúde, já que o SUS é péssimo, ou ralando para pagar uma escola particular, porque na pública o filho não aprende e ainda apanha de traficantes. Ainda temos números medievais em vários aspectos sociais, e vamos realmente ficar preocupados com a aquisição de produtos importados de luxo?

      Por fim, quanto à força da Internet… Como eu disse: causa errada é desperdício de força. Não adianta juntar 1 milhão de assinaturas pelo “fim dos impostos”. Isso não vai acontecer enquanto eu não der uma solução para como sustentar o governo nas tarefas que lhe são exigidas pela sociedade. Que fim prático têm essas assinaturas? Um projeto de lei ou o que? Sem um objetivo prático definido é só mais uma gritaria no Twitter, fadada a morrer com a velocidade habitual da Internet.

      Obrigado pela visita e pelo comentário, é sempre bom debater com quem tem argumentos. Abraços!

      • Leandro Dias Saraiva

        Mas você tem que concordar comigo que cada um se defende daquilo que mais é atacado…
        Uma pessoa qualquer que não seja governante, que nunca enfrentou uma fila no SUS por exemplo, tendo sempre a opção de hospital particular presente, provavelmente não terá motivação suficiente pra começar um protesto a favor de melhorias na saúde… Da mesma forma que pessoas de classe média alta ou ´ricas´ dificilmente vão sair na rua para protestar contra a fome, cada um protesta naquilo que é mais atingido.
        Não é porque uma pessoa não está protestando contra a saúde e educação precárias por exemplo, que vai ser errôneo protestar contra o alto imposto do petróleo (que é algo que afeta todos diretamente, afeta o transporte público, afeta matérias-primas, fabricantes de eletrodomésticos, veículos, eletroportáteis, máquinas e etc..).
        Sem contar que ninguém quer pagar 70% de alíquota pra um governo que dificilmente dá algum retorno em coisas básicas como saúde e educação.
        E o que você diz dá a entender que se a pessoa está se preocupando mais em protestar contra o alto preço de produtos importados ao invés de estar protestando contra os problemas de aspecto social, ela está errada, e isso está longe de ser verdade…
        O que é certo é que quando uma pessoa se levanta, para, das formas possíveis ao alcançe dela, protestar contra algo que não está certo e pode ser corrigido, independente do que seja, outras pessoas em outros setores também se motivam a se levantarem e protestarem contra outras coisas que elas tem conhecimento que não estão certas e podem ser corrigidas.
        O que quero dizer com isso tudo, é que não é por que alguém prioriza algo ao invés de outro para protestar, que esse protesto vai estar errado. É nisso que não concordo no que você diz.

      • Gostei muito do post e dos comments. Eles conseguiram mostrar um lado muitas vezes escondido à percepção da maioria.

        Começo dizendo que não sou fã de Felipe Neto, mas apoiei e continuo apoiando o #precojusto mesmo sabendo que as consequências descritas pelo O Opinoso são tangíveis e “perigosas” para um país corrupto e carente de infraestrutura como o Brasil.

        Por que o apoio? A internet é a língua da maioria. A “democracia” em que vivemos ficou “mais democrática” e acredito que a opinião pública possa sim mudar o rumo de como o país é levado.

        Não estou dizendo que se o Felipe Neto conseguir 1 milhão de assinaturas (provável) algo vá mudar, pois acredito que não vá. Mas o que me chama a atenção para essas campanhas é que o povo está ficando cada vez mais incômodo com a corrupção. Estamos indo de pouco em pouco. Uma hora (longo prazo) algo terá que acontecer. Somos bombardeados com notícias do Mensalão, intervenção do Estado em assuntos PRIVADOS (Roger Agnelli X Vale X PT), combustível com preços inimágináveis, etc.

        Essa campanha para mim, é muito mais um ato simbólico. Se trata de uma parte da população que se identifica com a proposta e que, mesmo não entendendo de planejamento e execução, sente, inconscientemente e/ou conscientemente que algo está muito errado. Essas pessoas, eu incluso, escolhem fazer o mínimo, ou seja, mostrar que estão inconformados e incomodados.

        E outra, tenta achar uma solução, cria um planejamento eficiente e manda para o governo. Quer apostar que sua ideia não será implantada? Acho que qualquer ação como a de Felipe Melo, mesmo que leviana, é válida. Pois aos poucos o inconformismo vai crescendo e vai explodir afetando o bolso de todos (incluso o dos políticos). Imagine a imagem do país se desgastando lá fora, menos investimento estrangeiro entrando e etc.

        Desculpe o radicalismo, mas os brasileiros vem pagando há muito tempo, vamos ver quando a “casa realmente cair” e os políticos começarem a pagar também (obviamente sei que se isso ocorrer a população “comum” pagará em triplo pelo menos), aí sim, talvez, eles percebam que a voz do povo significa poder e que esse poder não deve ser abafado, mas sim, respeitado.

    • Pense que uma campanha por reforma tributária é necessária, mas a proposta dessa campanha atual está cheia de falhas. Ou pelo menos pontos que merecem uma análise mais cuidadosa:
      – a execução, o excesso de palavrões prejudica a argumentação;
      – o apoio de um jornal que não acrescenta nenhuma credibilidade em virtude de seu óbvio interesse nos resultados; e
      – a exemplificação com produtos supérfluos, se ele comparasse, por exemplo, o preço de remédios importados, a impressão (e consequentemente o impacto) seria completamente diferente.

  2. Leandro Nest

    Concordo com boa parte, não adianta ter a assinatura de milhares sendo que a maioria não sabe nem direito as consequências do ato, motivação e tudo mais…

    Só que tem algo que esse redator da globo se equivocou… A intenção do Preço Justo não é acabar com o imposto, muito menos ´Só de Jogos´, e sim deixar os impostos de vários produtos a níveis aceitáveis, de forma que alguém que recebe um salário mínimo tenha a dignidade de comprar..

    O Brasil não sairia perdendo na economia, muito pelo contrário.. Aumentaria e muito o consumo, em números o Brasil ia sair com maior lucro do que simplesmente deixando os impostos como estão…

    Não é novidade pra ninguém o absurdo nos impostos de combustível (uma vergonha, já que investem na exploração mas não investem na refinagem do Petróleo), o absurdo no preço de automóveis e diversas outras coisas…

    É melhor ter UM motivando vários a agir, do que ter vários sentados sem motivação nenhuma de fazer algo.. Por isso que sou a favor do Felipe Neto usar sua ”imagem” pra tentar pelo menos representar a maioria brasileira inconformada.

  3. rafael

    O problema é que todo mundo só reclama da saúde, segurança, escolas, mais afinal, esses problemas nunca são resolvidos mesmo, e não é pq o Felipe Neto crio o programa preço justo que vai resolver justo agora. Cada pessoa tem seus objetivos, uns querem resolver problemas como de escolas, hospitais, outros querem pagar mais barato no IPAD, Xbox, PS3, qual o problema? agora pq não consegue resolver uns problemas do Brasil não pode tentar resolver outros? são problemas distintos.

    “Quanto à pessoa que recebe um salário mínimo: alguém recebe salário mínimo não deve estar muito chateada com não poder comprar um Ipad ou um Call of Duty. Ela provavelmente está mais preocupada em não conseguir pagar um plano de saúde, já que o SUS é péssimo”

    E se a pessoa ficar chateada em não poder comprar o jogo que ela quer jogar, ou o Ipad que ela sonha, em vez de ficar chateada por não tem convênio médico? qual o problema? agora ela é um mostro por não querer ter convênio particular em vez de um Ipad? cada um sabe da sua necessidade. Na minha opnião, ngm pode mudar todo o País, porem oq ele ta fazendo não é para prejudicar ngm e sim para trazer mais possibilidades para pessoas de baixa renda tbm ter uma tecnologia, sentir o prazer de se divertir sem ter que comprar pirata ou comprar algum produto e pegar 3x mais o valor que ele realmente é.

    • opinioso

      Quando eu falo uma pessoa não é algo específico, Raphael. Existem pessoas que podem dedicar seus salários mínimos ao pagamento de supérfluos, sem sombra de dúvidas. Mas também existe uma grande quantidade de pessoas que dependem do salário mínimo para sustentar toda uma família. Para essas pessoas, saúde e educação são a prioridade, é isso que eu disse. Uma pessoa dessas, ouso dizer, pode se ofender ao ver o vídeo da campanha, principalmente devido aos exemplos utilizados.

      E como eu disse: força aplicada errado é força desperdiçada. Por que não usar essa força com a opinião pública por algo válido? Não quer protestar por educação? Batalhe pela queda dos corruptos! Existem 116 bons projetos hoje na Câmara dos Deputados que complicam bastante a vida de quem for pego desviando dinheiro público – fato divulgado ontem por uma frente parlamentar anti-corrupção. Isso sim ajudaria a reduzir os impostos – em longo prazo e com responsabilidade. Xingar muito no Youtube não.

    • Meu caro Rafael, você está não está a olhar o real lado de quem de fato passa no mínimo três dias da semana com fome por que não sobra dinheiro para comprar o alimento, água, coisas de primeira necessidade (não estou usando de demagogia, este é um lado que conheço muito bem). Digo que você não deve estar habituado com a realidade dos que são tão pobres que nem se acham dignos do direito de sonhar por supérfluos.
      Nosso país enfrenta falta de coisas básicas. Eu tentei argumentar o rumo que esse protesto tomaria com o próprio Felipe Neto e nem uma resposta tive.
      Aviso que as (como você chama) “pessoas de baixa renda” não querem tecnologia como prioridade, um protesto desses não serve de nada, ou melhor, somente serve para dizer que os adolescentes querem protestar por Ipads e Iphones mais baratos… Fome? Que se dane, queremos tecnologia!
      Felipe Neto poderia começar esse protesto apoiando um projeto de lei que dá apoio para que os filhos dos servidores (deputados, senadores etc) estudem somente em colégios públicos.
      Queria ter a influência de Felipe Neto para apoiar que todos os deputados e outros somente pudessem utilizar do SUS, para que tivessem que pegar transportes públicos para ir aos seus trabalhos…
      Quero que os jovens tenham voz? Claro, mas quero que eles lutem por algo válido e não por uma coisa irresponsável que nos faz ter uma péssima imagem de quem somente se importa com futilidades.

  4. Letícia

    Pelo visto, a publicação rendeu muitas discussões xD

  5. Guilherme

    Não se pode ver a cena com “romantismo exacerbado”.

    E tudo precisa de um primeiro passo, e a opinião pública, nesse caso, é parte importante. Experimente fazer um vídeo explicando o que você diz aqui, e faça um site com o mesmo objetivo, você provavelmente nem sairia do seu círculo de amizades nas assinaturas.

    O Brasil é assim mesmo, precisa de símbolos mais “simples” para se chegar a um fim mais refinado. Somos em grande parte, um povo ignorante, e me incluo dentro dessa parcela. Um povo educado pela Televisão Aberta e sua oferta limitada de entretenimento, por falta de atitude do governo.

    Que se grite, seja lá pelo que for, desde que chegue nos ouvidos de alguém.

    Só de termos essas discussões em rodas de amigos e fóruns (de games ou não) o protesto já vale a pena.
    E se chegarem a divulgar isso na “grande mídia” melhor ainda, aos poucos o povo vai aprendendo a força que tem, e pode lutar posteriormente por coisas mais sérias.

    Parabéns pelo site, e por “pensar”, mas não deixe de apoiar, e assinar.

    • opinioso

      Essa é a questão, Guilherme. Tudo que esse protesto é é “romantismo exarcebado”. Falar que os impostos estão altos no Brasil e citar os produtos eletrônicos como foi feito é muito fácil – basta ser um consumidor que você percebe. Mas cadê a proposta de solução? Cadê o raciocínio para que esses impostos possam ser reduzidos com responsabilidade? Gritar por gritar é gastar energia sem objetivo – é desperdício. Se o Felipe Neto tem toda essa força de mobilização, por que não usá-la para algo realmente prático?

      E eu adoraria assinar uma petição, online ou não, para um projeto consistente de lei de reforma tributária de iniciativa popular a ser apresentado no Congresso. Foi o que foi feito com a Ficha Limpa. Mas colocar meu nome e CPF numa petição online qualquer sobre impostos sem saber exatamente qual será seu efeito no papel, me desculpe, não dá.

      Obrigado pela visita, leitura e colaboração.

  6. Ricardo Souza

    Marcelo, parabéns pelo texto! Enfim uma voz sensata se levanta contra essa histeria de jovens desocupados que adoram “pensar” alto no Twitter. Quem apoia essa tal campanha “preço justo” da forma como foi colocada, realmente não entende nada de impostos! No texto você citou uma função primordial dos impostos, sustentar o Estado, eu acrescentaria outra: redistribuir renda. Quem pode pagar por um PS3 ajuda a sustentar o SUS com mais impostos (mesmo que nunca precise do SUS), isso é o lógico e o correto a se fazer.

    • opinioso

      Obrigado pela visita e pela colaboração, Ricardo. É bom ver tanta mobilização – só precisa ser melhor direcionada. Abraços!

      • Luiskywalker

        Esse é justamente um dos problemas. As pessoas que podem pagar por estes produtos que aqui são absurdamente caros, e que supostamente ajudam a sustentar o SUS, não estão comprando mais estes aqui no Brasil. Ou seja, preferem se utilizar de outras formas, que não geram os impostos que são “necessários” para aplicação em saúde, saneamento, educação… porque o governo não da o braço a torcer na redução destes impostos. Portanto já estamos perdendo e muito com isso. O vídeo do Felipe Neto deixa bem claro esta situação e como já foi comentado várias vezes antes, temos que começas por algum lugar, nem que seja pelos vídeos games, jogos e tablets.
        Eu apóio.

  7. Pingback: #PreçoJusto. Esse manifesto não faz sentido. Saiba porquê. « Blog do Tiago

  8. Gustavo Amorim

    FELIPE NETO ESTA ERRADO! Logo você esta certo ok? Nenhum protesto deveria ser enxergado como desperdício. O que tem de errado em diminuir os impostos unitários e compensar a arrecadação na quantidade global? São esses pequenos absurdos (nas diversas áreas desde a política tributária, até as suas preferidas, sociais) que fazem o Brasil ser um país com um grande potencial eternamente represado.

    • opinioso

      Não falei que sou contra a causa da redução de impostos, pelo contrário. Passei todo o texto defendendo maneiras que acredito corretas de se fazer isso. Quando falo que o Felipe Neto está errado, assim como a causa, é porque acredito que ele está desperdiçando energia em um protesto vago, superficial e provavelmente infrutífero. Sem uma precisão no emprego dessas milhares de assinaturas, teremos um novo #forasarney, e só. Principalmente porque a política tributária é um apanhado de pequenos absurdos, como você disse, e corrigir seus erros não é simples como uma canetada única e definitiva de “liberem os impostos”.

      Quanto à questão da arrecadação global com impostos menores, não custa lembrar que estamos falando de impostos de importação. A redução destes só beneficiaria as empresas estrangeiras, criando empregos lá fora e mandando diretamente dinheiro nosso pra lá.

      • Gustavo Amorim

        Nosso dinheiro para lá, vejamos. O Brasil tem tecnologia para produzir ipads, celulares, câmeras digitais, laptops, video games? Se tivesse não estariamos comprando lá fora. Porém conheço dúzias de Brasileiros que trabalham em empresas de tecnologia em geral de video games a celulares que trabalham lá fora porque aqui não há oportunidades nem ambiente favorável para o desenvolvimento da tecnologia justamente por causa dos impostos. Se Bill Gates tivesse nascido no Brasil estaria na Av. Paulista vendendo cd´s piratas ou trabalhando numa empresa lá fora. Estamos mandando mais mentes do que dinheiro lá pra fora.

  9. André Ricardo Voidelo

    Foda-se os outros videogames e coisas importadas, comprem Zeebo e sejam infelizes.

    • André Ricardo Voidelo

      PS: Tentei descontrair, porque em todo e qualquer discussão sobre Política ou Religião todos acham que estão certos, o que não é verdade, por exemplo:
      Nessa o Felipe Neto está errado até certo ponto pois a idéia de diminuir somente o imposto sobre importação vai acabar com qualquer produtora de eletrônicos brasileira (que convenhamos, ja não é muita coisa [Oi CCE :)]) mas também é verdade que “Blu-Rays” produzidos aqui saem mais caro para os Brasileiros do que para os Americanos e, mesmo que a empresa que produz os filmes não seja nativa, ela está no Brasil e deveria ajudar o Brasileiro.
      Néh?

      • opinioso

        Não acho que existam muitas pessoas que entrem em uma discussão sabendo ou pensando estar erradas, André. Talvez só advogados, mas por motivos profissionais. De resto, você só se arrisca num debate se acredita na própria opinião, não?

        Concordo que é um absurdo o produto feito no Brasil ser mais barato fora do país do que aqui. Sabe como se resolve isso? Reforma tributária. Não tem jeito.

  10. Ok, pode ser que conseguir trocentas assinaturas e o Felipe Neto entregar o projeto nas mãos da Dilma não resolva imediatamente o problema. Mas será que essa solução “infantil”, não seria uma forma de chamar a atenção para algo que vem acontecendo há tempos e que a maioria desconhece? Será que, a partir disso, não seria possível pensar em outras soluções para resolver o problema? Cheguei a um ponto que converge no seguinte: o povo brasileiro em geral, é tão acomodado, mas tão acomodado (e eu não me excluo disso, sou brasileira tb, certo?) que QUALQUER coisa, QUALQUER MOVIMENTO pode significar algo. Ou não. Mas espero que sim. A esperança é a última morre, eu acho. Decretar derrota sem lutar é covardia. Deixa a molecada tentar. O Felipe Neto é um ícone importante com esse jeito revoltado, esse monte de palavrões. De alguma forma ele representa o pensamento dos poucos que ainda mantém um pensamento de que é preciso lutar para que as coisas mudem, o que em vista dos sei lá quantos milhões de almofadinhas de sofá que deixam os outros sentarem em cima (é pra isso que almofadinhas servem) acaba virando uma tachinha na cadeira. Deixa ela (Felipe “tachinha” Neto) lá. Incomoda. Deixa ela lá. Quem sabe, alguma coisa muda, né?

    • opinioso

      Desculpe, milady, mas que projeto ele vai entregar? Cadê o texto dessa proposta? O que ela diz? Não são detalhes irrelevantes – se hoje estamos nessa desagradável situação é porque nossos advogados são especialistas em achar brechas em leis de redação completamente esburacada. O texto de um projeto de lei de um tema importante desses tem que ser claro e límpido como água. Não dá para concordar com o apoio a um texto genérico baseado somente em um clima de revolta.

      Não vejo como essa tachinha pode fazer alguém se levantar, milady, se nem ela mesma sabe porque incomoda. Ou se incomoda pelo lado errado. Vou dar só um exemplo, um exagero retórico para argumentação: ele poderia fazer um vídeo defendendo mais vagas nas universidades públicas e pedindo assinaturas. Dali a pouco essas assinaturas são usadas para apoiar, por exemplo, uma lei que proíbe cotas raciais ou sociais nas universidades. Será que todo mundo que assinou apoiaria a iniciativa? É uma questão de método, não só de causa.

      • Sim, eu entendo o que vc quer dizer. Faz sentido. Mas a questão que coloquei é um pouco mais ampla. Pode ser que não haja um projeto específico, pode ser que não há um texto que tenha as diretrizes de uma lei que possa validar a argumentação que a “tachinha” expôs no vídeo. Mas eu acho um pouco exagerado que a gente queira (eu me encaixo nisso) que todos possam apresentar um projeto de lei que seja coerente e consistente a ponto de passar assim, de primeira. O que eu penso é sobre as possibilidades. Quem sabe algum deputado não se sinta tocado pela causa ao ver jovens (que, penso eu, serem os maiores interessados num projeto como esse) e de repente possa auxiliar na criação desse projeto de lei. É muito ingênuo, eu sei, acreditar que o Felipe Neto apenas por ser uma pessoa pública (ou talvez eu deveria dizer “pessoa virtualmente pública”, já que ele é reconhecido mais aqui que em qualquer lugar que esteja pessoalmente) possa encabeçar um grande projeto para “mudar o mundo” (tô exagerando de propósito).
        Sei lá, é muito complexo. Mas eu acho bacana a tentativa. Pelo menos não será mais um que sairá reclamando por aí sem nem ter tentado nada. Falo isso por experiência própria. Tive professores que não poupavam esforços para criticar em sala de aula, as decisões dos governantes. Ok, opinião é opinião, mas vi muitos que nunca se preocuparam com algo além de eles mesmos e suas vidas, detonando projetos diversos (até o ficha limpa, acredite). É bem por aí que eu penso, deixa os meninos tentarem… Já sabemos que se não for interesse da maioria, nada vai acontecer, mas a união faz a força, quem sabe algo surja a partir daí.

  11. Você tem sua parcelo de razão como o Felipe tem a dele… mais infelizmente oque eu vejo nas suas respostas é você simplesmente batendo o pé na sua opinião sem reconhecer o que ele está fazendo.

    Ele pode ter feito da forma errada, ele pode não ter noção do que ele está fazendo mais o fato é que ele está fazendo alguma coisa, só isso já é uma pequena vitória.

    Acho que o ideal seria você contribuir com o movimento e não simplesmente falar que ele está errado. Se você acha que falta um plano porque você não ajuda ele a fazer um?

    Provavelmente o Felipe Neto não conhece muito sobre impostos, afinal ele é ator… mais o Brasil está precisando de pessoas que dêem a cara a tapa e não pensadores que não botam suas idéias em prática.

    Porque você não ajuda o Felipe Neto em vez de simplesmente criticá-lo? Dê sua contribuição, entre em contato com ele… você estaria ajudando bem mais do que está fazendo agora.

    Ele está tentando mudar algo, e você?

    • opinioso

      Eu enviei o link desse texto a ele no Twitter. Ele pode ler e ver minhas sugestões para o tema, e eu imagino que isso já seja alguma forma de colaborar com o plano dele, não? Se ele achar que minhas opiniões são válidas pode incluí-las em algum vídeo futuro, sei lá, ou cobrar do jornal que o apoia uma definição melhor sobre a proposta deles.

      Quanto a estar simplesmente criticando enquanto ele está fazendo algo: meu ponto é justamente sobre ele estar fazendo algo errado. Fazer algo errado é pior do que não fazer nada, na minha opinião, mesmo que a intenção seja boa. Gritar como ele está gritando sem um foco, sem um objetivo claro, só por gritar, pode ser mais prejudicial pelo desperdício de energia do que não gritar, não acha?

      Eu bato o pé em defesa da minha opinião porque a acredito correta e ainda não vi motivo para mudá-la. E o faria no momento em que me visse errado. Enquanto não acontecer, não tenho porque mudar de ideia. E é por isso que me coloco no debate: para ver argumentos contrários a minha opinião. É assim que hipóteses viram teses e depois viram fatos: sendo colocadas à prova e confirmadas obstáculo após obstáculo.

  12. Você tem sua parcelo de razão como o Felipe tem a dele… mais infelizmente oque eu vejo nas suas respostas é você simplesmente batendo o pé na sua opinião sem reconhecer o que ele está fazendo.

    Ele pode ter feito da forma errada, ele pode não ter noção do que ele está fazendo mais o fato é que ele está fazendo alguma coisa, só isso já é uma pequena vitória.

    Acho que o ideal seria você contribuir com o movimento e não simplesmente falar que ele está errado. Se você acha que falta um plano porque você não ajuda ele a fazer um?

    Provavelmente o Felipe Neto não conhece muito sobre impostos, afinal ele é ator… mais o Brasil está precisando de pessoas que dêem a cara a tapa e não pensadores que não botam suas idéias em prática.

    Porque você não ajuda o Felipe Neto em vez de simplesmente criticá-lo? Dê sua contribuição, entre em contato com ele… você estaria ajudando bem mais do que está fazendo agora.

    Ele está tentando mudar algo, e você?

  13. Ahhh, queria te dar parabéns pelo post também.

  14. Caio

    Concordo com o comentário acima, a questão não é só pensar nos produtos considerados supérfluos aos quais ele pede a queda de impostos, mas sim na essência de estar, ao menos, imobilizando parcela da população a se indignar com algo que não se concorda. Acredito que pessoas mais sábias e conceituadas atreladas à alguém que consiga uma certa mobilização e atenção da população, como o Felipe Neto, podem vir a ser sim a solução para certos problemas brasileiros.

  15. Rafael

    Cara, acho que agente tem que deixar a inércia e começar a agir primeiro. Acho que o brasileiro é o povo mais acomodado do mundo, porque pagamos muito mais do que muitos países por coisas triviais e a matéria prima, que sai daqui e vai a preço de banana lá pra fora, volta em forma de produtos muito mais caros. Realmente, temos que resolver, realmente temos que sugerir uma alternativa para diminuição de impostos. Mas por que devemos aceitar uma tributação tão alta? Se fosse justificada realmente, se esse dinheiro fosse pra investimentos nas áreas de onde são tributadas para desenvolvimento de tecnologia, eu pagaria feliz o preço que é cobrado em um produto fabricado aqui. Mas… boa parte dos blu-rays é fabricada na zona franca de manaus, então porque o preço sobe tanto? Se não temos uma indústria produtora de videogames verdadeiramente nacionais, a quem estamos ‘protegendo’ com tanta tributação? Por que temos que embarreirar com tantas taxas e impostos a entrada no país de empresas, fabricas e montadoras de produtos que não fazemos aqui mas temos mercado consumidor? Eu tenho conhecimento do projeto original de fabricação dos primeiros Playstation (como exemplo, minha fonte trabalhava na fábrica da Sony Music Brasil, na época em Fazenda Botafogo, no RJ) e de seus jogos em cd em 1996, e foi tudo cancelado justamente por conta de tributações e custos altos que a Sony não tinha em qualquer outro país. Agora, qual o motivo real disso? Por que impedir a fabricação desses produtos no Brasil? Lá se vão 15 anos e só agora a Sony tenta novamente entrar no mercado nacional “oficialmente” (pois sempre esteve, através da importação) e justamente isso faz com que o preço de um Playstation 3 suba de 1200 para 2000 reais.

    Acho que o felipe neto só erra ao fazer a campanha no mesmo formato do vlog dele (ou será que não? marketing é saber atingir público alvo com a sua mensagem…), e não ter realmente uma proposta para resolver a carga tributária. Mas acho que é complicado isso, pois não somos todos economistas, da mesma forma como não sabemos como resolver também não sabemos como funciona! E não é tão transparente assim. O que vai a público é diferente muitas vezes do que passou por detrás da cortina. Agora, como resolver um problema que nos afeta a todos e que não é de nossa área profissional? Como garantir que os políticos que elegemos realmente vão fazer o que prometem ou o que nós pedimos? Será que esses impostos todos vão realmente para onde deve? Por que demora-se cerca de 3 meses para aumentar o salário mínimo (irrisório, diga-se de passagem) do Brasil para 540 reais, com falas como “Se passar de 540, vamos votar contra” e a proposta de aumentar o salário de todos os parlamentares, senadores, do presidente, todos para cerca de 26 mil, é votada em caráter de urgência e é aprovada em tempo recorde? Com um custo mensal de cada parlamentar, membros da câmara e senadores passando dos 150 mil por cabeça, por que devemos pagar o ‘auxílio paletó’, auxílio moradia, assessores, viagens (usadas muitas vezes pela família, como casos já mostrados em jornais e telejornais de grande circulação/audiência) deles se nossos uniformes, ferramentas, moradia e transporte são pagos de nosso bolso e ainda são tributados?

    Acho que realmente ele está errado em parecer uma criança mimada, mas acho muito certo ter ALGUM tipo de mobilização, que faz com que as pessoas parem, pensem, reflitam e até possivelmente tomem uma atitude. Afinal, se temos tanta gente nesse nosso país revoltada com a situação, não é possível que isso não chegue no ouvido de alguém que realmente possa ajudar.

    • opinioso

      Eu não poderia concordar mais com você, Raphael, em vários aspectos. Só temos um problema de entendimento. Se não temos Sony aqui, ou outras empresas estrangeiras grandes de eletrônicos, isso não está relacionado ao imposto de importação, mas a uma legislação tributária e trabalhista muito precária. É o que falo no texto sobre a contrapartida da competitividade interna. Nossas empresas não têm condição de concorrer com produtos semelhantes estrangeiros porque pagam mais imposto sobre matéria-prima, mais imposto para contratar, mais imposto na venda e ainda precisam arcar com um contador dos bons para não deixar nada disso passar. Por isso defendo tanto uma reforma tributária séria, que abarque tudo isso, porque não podem ser coisas desconectadas. Elas precisam ser feitas ao mesmo tempo. Gritar pela redução absoluta é simplificar demais um tema complexo.

      Nós não somos todos economistas, é verdade. Mais: muitos de nós não têm a menor noção sobre como funcionam os impostos, sua importância e utilidade. Isso é o que chamei de educação tributária, e ela é fundamental. O problema é que essas pessoas estão assinando esse protesto sem pensar no que ele defende direito, mesmo porque o próprio protesto não deixa claro.

      Quanto aos nossos políticos, falei mais cedo em outro comentário: o governo não são eles, o governo somos nós. Com exceção de alguns suplentes, nenhum dos parlamentares chegou ali por mágica, mas pelo nosso voto. Se eles estão fazendo algo errado de forma impune, a culpa é nossa. Nós temos a responsabilidade, o direito e o dever de vigiar e punir nossos representantes.

      Por fim, mantenho o raciocínio: é melhor mobilização nenhuma do que mobilização errada, porque desperdiça tempo e recursos. Se eu quero mover uma caixa, empurrá-la sozinho contra uma parede é desperdício de energia: ela não vai se mover. Já para o lado…

      Obrigado pela participação, foi ótimo debater com você =D

  16. Rafael

    Marcelo, parabéns pelo post!
    Achei muito bem escrito e de uma sobriedade singular.
    Concordo com quase tudo, mas acho que você se enganou em uma parte quando disse “Impostos têm um motivo para existir: a sobrevivência do Estado. “. Nesse ponto eu discordo, o Estado é uma forma de governo que se estabelece em uma sociedade em um determinado território, ele não depende dos impostos para sobreviver, ele depende da sociedade e do território. O Estado é a única empresa que não fali, pois é formado pela própria população. Deve-se saber que existe uma diferença bem grande entre economia e estado. Os impostos tem sim um papel fundamental para manter a economia estável e equilibrada, mas de forma alguma eles garantem a sobrevivencia do estado, pelo contrário, em governos totalitários é o estado é quem garante a sobrevivencia da economia.
    Os impostos são apenas uma arrecadação governamental para investimentos na própria sociedade, inclusive em balanços para manter a moeda internacional alta, tornando lucrativos e vantajosos investimentos internacionais. Em resumo os impostos não tem papel direto na sobrevivencia do estado, mas sim na estabilidade economica.

    • opinioso

      Quando falei da sobrevivência do Estado, disse no sentido de manutenção de todo o aparato governamental. Sei da diferença entre governo e Estado, mas achei que não precisaria fazer distinção tão forte no texto. Minha intenção foi falar especificamente dos gastos de custeio e manutenção de pessoal e estrutura de escolas, hospitais, serviços de segurança pública, etc. Foi nesse sentido. Se lhe pareceu errado, faço mea culpa.

  17. e ele é contra a reforma tributária?
    Pior seria ficar de braços cruzados ou apenas criticar pra se promover um pouquinho (não distribuí carapuças).
    Discordo completamente que “Reduzir simplesmente os impostos aplicados … seria abrir as pernas do país à indústria exterior e um direto enfraquecimento da indústria interna. ” você dá a entender que #preçojusto NÃO É JUSTO!!! Que o estado vai falir se não nos enviar a faca.
    Sinceramente, é nítido que entende menos de economia que o “garoto mimado” que você critica. Se o conhecesse melhor (e nen sou fã dele…) veria que tem uma boa formação.

    • opinioso

      Nunca falei que o preço aplicado hoje é justo, Rogério. Sofro tanto quanto qualquer um na hora de adquirir produtos eletrônicos importados. O que não quer dizer que a solução sugerida seja boa. O que eu disse sobre a redução absoluta é que ela seria danosa à economia, como de fato o é, sem uma contrapartida de defesa da estrutura nacional de produção. Só isso. E também não disse que ele é contra a reforma tributária: só apontei que o raciocínio usado acaba simplório diante da complexidade de um tema que exige uma reforma mais abrangente.

      Quanto à comparação entre meus conhecimentos de economia e os dele, eu não tenho sinceramente como avaliar, e peço desculpas.

      Obrigado pela visita, sinta-se sempre à vontade para voltar!

  18. Bruno Inácio

    Marcelo Parreira
    Gostaria de saber se você conseguiria sobreviver com um salário mínimo de
    545,00 R$ ?

    • opinioso

      Confesso que não sei, Bruno. Tive a sorte de ser um legítimo integrante da classe média, bem ali na faixa do meio. Isso significa que não vivo no luxo (a menos que planeje muito bem o uso de financiamentos e 13º…), mas também não no desespero de quem ganha um mínimo no país. Mas não reconheço a relação com o tema aqui discutido, já que não estamos debatendo a questão da desigualdade de renda ou os impostos que afetam serviços primários, mas os aplicados sobre importação de bens de consumo supérfluos, não é isso?

      Abraços.

  19. Jeferson

    Li o seu texto numa comunidade do Orkut e achei muito sensato, muito coerente e racional.

    Poderíamos juntar o seu lado racional com o lado emocional de Felipe Neto, aproveitando os milhares de seguidores que ele tem no Twitter e You Tube, aí sim teríamos um protesto mais completo no que diz respeito aos argumentos e não apenas a causa em si.

    Parabéns pelo texto, dá até gosto de ler.

    • opinioso

      Fico muito honrado pela deferência, Jefferson. Enviei uma reply para ele no Twitter com o link para o texto, mas não tenho o caminho para tentar ajudar além disso. Ficaria muito feliz em ser o primeiro a aderir a um protesto como esse, desde que a causa fosse válida, específica e objetiva.

      Obrigado pela visita, sinta-se à vontade para voltar quando quiser!

  20. Felippe Monteiro

    Concordo com algumas coisas q vc fala. Na verdade vc pegou uma aula de Macroeconomia e resumiu…
    Mas no Brasil não temos competidores para uma Sony, Nintendo, Apple ou Microsoft da vida para q seja justificado os altos impostos como uma barreira protecionista para os produtos nacionais.
    Outra coisa…pagaria com todo o prazer os altíssimos impostos que pagamos se nós tivéssemos saúde e educação descente (entre outras coisas) para todos. Mas até q as verbas sejam usadas de forma consciente, sem superfaturamentos de tudo o q é feito, e corrupção com enriquecimentos ilícitos aos montes no Brasil, ninguém vai ficar satisfeito de pagar o q paga e não ter nada em troca.
    Acho q mesmo q o protesto não vá baixar os impostos cobrados no q se pede, acho q vale como forma de protesto em relação aos impostos em geral, para que vejam q cada vez mais as pessoas estão menos satisfeitas de serem usurpadas pelo governo.

    • opinioso

      O que impede o Brasil de ter uma fábrica da Apple, daSony, na Nintendo por aqui não são os impostos de importação, Felippe, mas as barreiras internas À produção. O Brasil é um dos países com a maior burocracia no setor de abertura de empresas, sem falar nos impostos e custos trabalhistas. É por isso que o nosso chamado Custo Brasil é alto, e não por causa dos impostos de importação. Esse tipo de situação precisa ser resolvida com uma adequação global (que poderia tranquilamente ser uma reforma tributária), não com uma simples e brutal redução de impostos em um único setor, como proposto no vídeo.

      Quanto à questão dos serviços, concordo contigo. Tanto que citei no texto a necessidade de brigarmos para que eles se adequem ao imposto que pagamos, que certamente nos permitiria condições melhores com a administração adequada. Só que reduzir os impostos sem se preocupar com uma eficiência na gestão é simplesmente cortar recursos já escassos de áreas-chave. E isso pode parecer ótimo para quem tem condições de se virar, mas as pessoas que precisam do hospital e da escola pública tendem a discordar de você.

      Quanto ao último ponto, eu concordo em você sobre o valor do protesto como protesto. O Felipe Neto não estaria mentindo de forma alguma se tivesse feito um vídeo honesto de críticas ao imposto no Brasil, até mesmo mostrando os absurdos. Mas certamente teria desempenhado um papel muito mais digno ao apontar as deficiências de coisas realmente importantes, como segurança e transporte, no lugar da aquisição de itens supérfluos, não acha? E mais: teria meu total apoio (e, acredito, de muita gente) se tivesse feito uma proposta séria e coerente de o que mudar.

      Valeu pela visita e pelas ideias. Tenho certeza que debates assim podem ajudar a não precisarmos de protestos exarcebados no futuro.

  21. Eu fico imaginando o Felipe Neto com um milhão de assinaturas embaixo do braço, sem saber para onde ir. O movimento, para mim, é só o maior mimimi do Brasil. Uma pena mobilizar tanta gente ao redor de… de que mesmo?

    Grande texto.

    Abs

    • opinioso

      Um dos meus pontos, Lucas. O que esse povo que assina está apoiando? Qual é o projeto desse pessoal? O que eles têm a dizer sobre guerra fiscal? E a Zona Franca de Manaus? E a bitributação? Ou é tudo um grito “bauhausiano” (neologizo, acredito) de “menos é mais”?

  22. Thiago

    Tudo bem que as tarifas protecionistas e impostos são importantes e devem sim ser colocadas, mas vamos ser francos:

    -O Brasil está entra as nações que mais cobram impostos no mundo.
    -Os EUA cobram quase a metade dos impostos cobrados aqui no Brasil e os americanos tem toda a infra-estrutra necessária de ponta como:

    -Educação de qualidade
    -Transporte
    -Saúde
    -Saneamento básico
    -e etc.
    -E até mesmo Programa espacial (NASA) é usado dinheiro público para manter ônibus espacial, satelites e plataformas de lançamento.

    Aqui a gente paga o quase ou até mesmo mais que o dobro de impostos e não temos nem metade do que os americanos tem em infra-estrutura.

    E detalhe: Nos EUA a maioria das coisas que vc compra na notinha vem amostrando com transparência o valor do imposto descontado no produto. Vi isso em uma matéria no Jornal hoje quando estavam falando na época em um quadro sobre Nova York e o modo de vida dos novayorquinos.

    Pq eles não fazem isso aqui? Estranho não? Temos que saber quanto estamos pagando de impostos.

    E outra: Não faz Sentido uma tarifa protecionista para certos produtos se nem tem indústria para certos setores como equipamentos eletrônicos:

    Existe algum video-game Brasileiro? Não.
    Existe alguma televisão Brasileira? Não
    Existe algum sistema operacional Brasileiro? Não
    Existe algum notebook Brasileiro? Não

    Então para que tarifa protecionista? Se existisse um projeto do governo para incentivar o desenvolvimento tecnológico e industrial no País tudo bem, mas como isso também não existe, então é inútil. Isso sem contar que as tarifas protecionistsa desse país são exorbitante. Vamos ser francos gente. e outra:

    Imposto, tarifa protecionista e outras taxas são importantes para o país, mas o problema é que isso é cobrado de forma absurda e o retorno é incompatível com o valor dos impostos que são cobrados aqui.

    Tem que haver uma redução e uma eliminação de algumas taxas e de alguns impostos desnecessárias.

    • opinioso

      Não preciso lhe mostrar as diferenças claras entre os Estados Unidos e o Brasil, certo? Em todos os aspectos? Uma comparação direta assim, sem as devidas ressalvas, padece de um embasamento claro. Os dois lados têm problemas e virtudes, modernos e antigos, completamente diferentes. Poderia citar toda uma legislação de direitos civis, por exemplo, para mostrar a diferença, mas não acho que vem ao caso.

      Não contesto a questão da educação tributária. O brasileiro não sabe mesmo quanto paga de imposto, não sabe para que serve, não sabe pra onde vai. Saber isso provavelmente é mais importante do que bater o pé pela quantidade, acredite, porque permite um controle muito melhor. E isso é uma diferença clara entre a nossa sociedade e a americana, só para ficar no seu exemplo.

      Quanto à inexistência de uma indústria pujante de eletrônicos no Brasil e a falta de esforço do governo brasileiro nesse sentido, concordo em parte. Não existe? Não existe. Qual deve ser nosso procedimento então? Simplesmente abrir nosso fortalecido mercado consumidor à produção estrangeira e pronto? Nos restringirmos à nossa insignificância da produção de matéria-prima básica para sempre? É o que foi feito em outros momentos na história brasileira, e não é difícil lembrar as péssimas consequências em longo prazo. Insisto no ponto: precisamos ampliar a competitividade da nossa indústria, permitir que essas empresas tragam suas fábricas e seu know-how para nosso mercado, investirem aqui. Isso é bom para o país em longo prazo, não chutar o balde e deixar qualquer planejamento de lado. E sim, isso é feito com a redução e eliminação de taxas e impostos desnecessários. Mas com cuidado e planejamento, levando toda uma conjuntura em conta, e não no susto.

    • Carol

      Ai, posso ser muito chata agora?

      Os EUA não cobram só a metade dos impostos cobrados no Brasil, viu?
      O Brasil cobra mais sim, mas não chega nem a 20% acima do que é cobrado pelo governo norte-americano.

      Fonte?

      Inté!

  23. Rafael

    Menos impostos = mais empresas investindo = mais empregos

    Menos impostos = consumo maior = arrecadação não diminui

    Mais impostos = aumentar salário de políticos? = restringir consumo de classe média e pobres?

    Para, né?

    • opinioso

      Desculpe, mas em momento algum eu disse que o Brasil precisava de mais impostos. O que fiz foi defender uma redução planejada e gradual da carga tributária, levando em conta toda a conjuntura econômica, necessidades da indústria e não apenas a necessidade de uma parcela da população adquirir produtos supérfluos. Concorda?

  24. Thiago

    E outra por mais que seja pelo Youtube, pelo menos alguém está tentando fazer alguma coisa. Tem gente que está falando que nisso faz.

    Se não faz nada, tenho 2 respostas: ou é ignorante ou está conformado com a derrota!

    • opinioso

      De que me serviria um ano de protesto para angariar um milhão de assinaturas “a favor de mais vagas em universidades e escolas públicas” sem uma ideia de como fazer isso ou levando em conta as possibilidades disso acontecer? Não vou cansar de repetir: força usada errado é força desperdiçada.

      E me permito um exagero: existe um terceiro motivo para não fazer nada. É a acomodação envolta em “fiz minha parte assinando uma petição online, posso dormir em paz esperando que o amigo do meu tio que me ofereceu emprego se for eleito cumpra a promessa agora que está na Câmara”.

  25. Hygor

    Olha, gostei do seu texto. Não tenho um conhecimento grande sobre o assunto mas tem algumas partes que não concordo. Como por exemplo o de proteger o mercado interno. Não há produtoras de jogos aqui no Brasil, então não vejo o porque de não reduzir os impostos, assim como não há empresas de certas áreas aqui no Brasil, então não vejo do que proteger. O Brasil só está assim por nossa culpa. Pelo simples fato do voto ser “obrigatório”, tecnicamente. O comparecimento no local é obrigatório, mas há muitas pessoas ignorantes que votam em qualquer pessoa mesmo não sabendo quem é ela, o seu passado ou suas propostas. Apenas por ter pego um panfleto na rua, por ter ganho algo em troca, por ser famoso ou então por ter uma campanha engraçada ou que chame a atenção. Quando o povo acordar e começar a ligar mais para política, o Brasil ira melhorar. Não vai adiantar muito fazer protestos a parte, e sim mudar o nosso pensamento, porque hoje em dia, fazer protestos não está resolvendo muito. Claro que protestos para melhorar a saúde e educação também são importantes, mas não vejo o problema de querer também fazer protestos para a redução de impostos. Pessoas de classe média, que são dependentes ou não, também querem se divertir e ter alguma diversão, mas não é porque tem um dinheiro a mais que tem que ser essa facada. Em fim, na minha opinião, o Brasil só vai mudar quando mudarmos nosso pensamento sobre comparecimento obrigatório, e começarmos a dar mais importância para a política.

    • opinioso

      Deixando de lado a questão do voto obrigatório (que mereceria um texto próprio), eu não poderia concordar mais com você, Hygor, no que se refere à importância da conscientização. Um país educado pode até votar errado, mas vai perceber o erro, fazer o possível para minimizar as consequências e acelerar a correção. Um país sem educação assina uma petição e reclama na Internet enquanto espera a próxima eleição chegar sem saber o que seu parlamentar eleito está fazendo durante quatro anos de mandato. Aproveito seu comentário para me arriscar: alguém que leia isso aqui se importaria de me responder, sem pesquisar, o que o deputado e senador em que você votou fizeram nos quatro primeiros meses de mandato?

      Quanto à questão da ausência de uma indústria interna, me repito mais uma vez (peço desculpas pelo aparente enfado, mas estou fazendo questão de responder a todos os comentários, pelo prazer do debate): reduzir imposto de importação não é solução. Solução é aumentar a competividade interna com a adequação da legislação. Isso não é coisa que se faz em uma semana, mas meses e até anos. É, no entanto, solução de longo prazo, com efeitos duradouros e benéficos, ao contrário de uma paliativa redução de impostos feita sem planejamento.

      Obrigado por ler e se interessar pelo assunto. Não há solução fora da educação, e ler e contestar é um passo fundamental, cara.

    • opinioso

      Interessante matéria. Me absterei até de comentar o fato de ter sido publicada pelo jornal que apoia a causa sem se preocupar em um possível outro lado.

      Note, Thiago, que o entrevistado começa com uma visão completamente diferente do manifesto. O próprio repórter fala, e cito as aspas: “Embora o absurdo esteja na exorbitante diferença entre o preço cobrado lá fora e o custo pago pelos consumidores brasileiros (…) o presidente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Humberto Barbato, quer ver taxas menores para a produção local.” Não vejo nenhuma diferença entre a contrapartida de aumento da competitividade interna que defendi e as alegações que seguem por parte do sr. Barbato. Ele critica os impostos que incidem sobre a produção interna, cita a Lei do Bem (que beneficia quem investe AQUI em desenvolvimento tecnológico) e diz que eletrônicos aqui podem ser competitivos com as alterações corretas. Eu e o sr. Barbato temos a mesma visão de parte da solução, não acha?

  26. Post bem equivocado. Quem escreveu isso não sabe o verdadeiro significado de “fazer política”. FAZER POLÍTICA é lutar por uma demanda. Comprar iPads e outros produtos eletrônicos a preço justo não é uma demanda? Não é só porque saúde e educação também são demandas, que tiram a importância da outra demanda, porque cada um é cada um. Não se pode julgar a demanda dos outros.

    Já que está criticando quem está tentando sair da passividade, da morosidade que atinge o brasileiro (eu graças a Deus não sou assim, porque faço minha parte, orientando meus alunos a não pensarem que fazer política é só votar lá, em outubro, como muitos pensam), faça o favor de dar uma solução convincente ou então nem fale nada. “Quem não ajuda, que também não atrapalhe”… nunca ouviu esse ditado?

    E é muito possível sim DIRECIONAR os tributos para quem realmente deve pagar. Assim como é na Europa e nos EUA. Nem é preciso reduzir a quantidade, basta cobrar de quem PODE pagar mais. A igualdade da Constituição tem que levar em consideração a desigualdade que há entre as pessoas.

    • opinioso

      Minha cara becky, existe um conceito econômico chamado trade-off, que se aplica a praticamente tudo na vida. Sintetizo, leigo que sou, da seguinte forma: se você não tem recursos infinitos, precisa escolher bem como utilizá-los, porque uma demanda será prejudicada pelo investimento na outra. Ou seja, sim, podemos julgar demandas. E você dificilmente vai me convencer (ou a maioria das pessoas, acredito) que a aquisição de bens supérfluos é mais importante do ponto de vista da sociedade do que educação e saúde.

      Quem não ajuda não deve atrapalhar, é verdade, mas quem ajuda da forma errada pode atrapalhar, e muito. Tente ajudar alguém que quer mover uma caixa empurrando no sentido contrário à pessoa e você compreenderá isso de forma visual. Felipe Neto quer ajudar, é verdade, mas defende uma pseudosolução infantil, vaga, superficial e imediatista. Para mim ele está, sim, atrapalhando mesmo que queira ajudar. Quanto a minha ajuda, concluí o texto com ideias e sugestões sobre como participar de um jeito bacana. Já não é suficiente? E, se não for, não é o equivalente a um vídeo na Internet com ideias vagas?

      Concordo em gênero, número e grau com o tratamento “desigual para os desiguais”. É, talvez, a interpretação mais complexa que existe da Constituição, e ainda assim muito esclarecedora. Propostas no sentido que você citou, por exemplo, até já existem, mas dificilmente progridem no Congresso. Talvez esteja aí um bom exemplo da importância da política de tempo integral que você alerta de forma exemplar a seus alunos.

  27. William

    alguem tenta fazer alguma e depois eu tenho que ler um texto cretino desse..
    faz o seguinte então:
    dê parte do seu dinheiro pra min que eu vou saber muito bem onde gastar.

  28. Eduardo Barroso

    Concordo EM partes mas na parte:

    “Você pode não querer comprar nada feito aqui e ficar feliz com o que vem de fora, mas aquela indústria que fecha por não conseguir competir com o produto estrangeiro significa menos empregos, menos arrecadação, menos crescimento. ”
    Muitos produtos “importados” na verdade são fabricados na Zona Franca de Manaus, ou seja, o produto não viria propriamente de fora, continuaria vindo do Polo de Manaus, porém com preços mais baixos, acho honrrosa a atitude de #FelipeNeto, baixando os impostos ao inves de 100 pessoas comprarem com um preço absurdo, 600, 700, 1000… comprariam com um preço bom, o lucro seia proporcional as vendas! hoje as operadoras cobram, 0,03, 0,06, 0,07 e 0,25 centavos por ligação ou por minuto, em meados de 2004 uma ligação custava em média 1,20! é isso! a união faz a força! quem não tá afim de ajudar ou não acredita, ou ver como SURREAL, fica caçado! e lembrem-se BARACK OBAMA GANHOU AS ELEIÇÕES COOM MARKETING VIRTUAL!

    • opinioso

      Nunca falei contra a redução de impostos. Nunca. Só pedi responsabilidade nos projetos que defendam isso, que não sejas feitos “nas coxas”, porque algo assim teria consequências. Concordo que a atual situação da Zona Franca de Manaus precisa urgentemente de uma revisão, mas isso não é algo simples e nem pode ser feito de forma imediata. Aliás, essa discussão está circulando há muito tempo dentro da reforma tributária no Congresso, sem um consenso. Não é nada inovador ou revolucionário pedir uma mudança nisso, acredite. É só se informar.

  29. Caronte

    Peraew, seguinte, pra incio de conversa eu não lembro do Felipe Neto ter falado de baixar os impostoso SOMENTE dos produtos eletronicos, sim, foram os unicos exemplos que ele citou, mas se ele falou para baixar SOMENTE esses impostos por favor, me mostra emj que trecho do video ou do site… e segundo, mesmo que baixe os impostoso SOMENTE dos produtos eletronicos, nenhuma empresa brasileira ou qualquer coisa do genero vai sair no prejuizo: mais gente vai consumir os produtos importados, gerando mais lucro e investimento no país, e talvez a partir daí possam surgir insustrias brasileiras nesse setor. E outra: cortando os impostos o custo de vida fica mais barato, a classe pobre diminui e nos aproximamos mais da lei no que diz respeito ao salario minimo (artigo 7 da constituição federal, sobre o direito dos trabalhadores, paragrafo 4: “Salario minimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua familia com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdencia social, com reajustes, periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”) e na boa, em NENHUMA cidade ou estado desse país (no maximo 1 e 2 se existir) alguem consegue SE SUSTENTAR com o salario minimo, quanto mais a fazer tudo isso que esta disposto em lei. Um dos motivos disso SÃO os impostos pagos: IPVA, IPTU, impostos em cima ate do pão que agente compra na padaria na esquina. E outra: você defende muito a ideia de que ele não trouxe nenhuma proposta ou coisa do genero para que ele possa apresentar para a presidente, mas não é assim que funciona. Não são os cidadões e nem os politicos que CRIAM a lei. O que eles criam são os PROJETOS de lei. Quem criam as leis são pessoas selecionadas, advogados de notório saber juridico. O dever do cidadão é reclamar, não apresentar a solução, se os impostos estão um absurdo e o povo não aceita isso, não é o povo que apresenta a solução e sim quem ta no poder. Ele não ta atrapalhando em nada, o Felipe Neto esta mobilizando um protesto que no minimo mostra pra muita gente que quem tem o poder é o povo, mesmo que num de em nada, pelo menos é o inicio de alguma coisa que ja deveria ter começado a muito tempo… enfim, falei, falei e falei aqui mas num to com muito tempo e ainda teria mais cosias pra falr, mas agora tenho que sair e to atrasado, qualquer coisa mais tarde eu continuo/respondo, abraços!

    • opinioso

      O que impede empresas estrangeiras de investirem na construção de fábricas no Brasil não são os impostos de importação, mas os internos. E se você observar bem o vídeo e o manifesto, eles falam dos impostos em termos vagos, é verdade, mas só citam exemplos de produtos importados. Mais: o próprio nome da campanha é #precojusto, e não #impostojusto. A preocupação é clara e notória com o preço final dos produtos importados, e não com uma válida discussão sobre impostos internos que permitiriam a instalação dessas empresas no país. A compra desses importados leva vantagens simplesmente para a empresa lá fora, com a criação de empregos lá fora e investimentos lá fora.

      Quanto ao corte de impostos: endosso e subscrevo qualquer proposta séria que defenda a redução de impostos, principalmente para as classes média e baixa. E o que eu entendo por proposta séria é simplesmente aquela que explique como sustentar os setores-chave para a sociedade, e principalmente os grupos que mais dependem dele, sem esses impostos. Sem o mínimo de preocupação com isso é o mesmo que xingar no Twitter.

      Quanto à criação das leis: o texto pode ser criado por “advogados de notório saber jurídico”, mas a serviço do Congresso e/ou do Executivo. E, mesmo que não fosse, os projetos precisam ser modificados e aprovados pelos parlamentares. Não é possível isentá-los de responsabilidade na criação de leis, mesmo porque é a principal atribuição do Legislativo! Por extensão: não é possível isentar o povo pelo trabalho dos parlamentares, já que nós os elegemos. Isso sem falar que também é obrigação nossa fiscalizá-los. Quem vota deveria saber disso. E saber disso já deter o poder.

      • Caronte

        A criação de leis é feita na assembleia legislativa, pelos deputados federais na esfera federal, estaduais na esfera estadual e vereadores na esfera municipal, eles DEVEM ouvir o povo, e é aquele velho exemplo: na camara dos deputados, aquele circulo é voltado para cima, para ouvir o povo, e voltado para baixo onde ficam os senadores, pq a discução é somente entre eles. Se um milhão de pessoas fazem qualquer protesto por algo que não gostem, não é obrigação nenhuma de NENHUMA dessas pessoas apresentem uma proposta com tudo resolvido. Se os impostos tão altos ou jogos caros, seja la o que for, é obrigação dos legisladores, deputados, senadores, não importa quem sejam, apresentarem uma solução, tanto faz desde que não prejudique o povo. e o felipe neto apresentar essa petição com um milhão de assinaturas, vai estar apresentando apenas a queixa, de resto é na assembleia legislativa que tentarão arranjar meios para achar a solução, o felipe neto não tem a menor obrigação de ele mesmo fazer isso.

  30. Pingback: Porque Felipe Neto está errado (via Marcelinho, o Opinioso) « Ideando

  31. Um louco

    “Impostos têm um motivo para existir: a sobrevivência do Estado.”

    Só se cueca cheia fosse chamada de estado –‘

    “Reduzir simplesmente os impostos aplicados sobre produtos importados (proposta deste surreal protesto) como videogames e jogos seria abrir as pernas do país à indústria exterior e um direto enfraquecimento da indústria interna. ”

    Mas, teria mais concorrencia então a maioria das industrias iriam investir mais na qualidade.Viriam mais industrias do exterior o que geraria mais empregos. Além do mais, como os EUA tem impostos tão baixos? Se não tem como abaixar impostos aumente o salário minimo como diz esse comentário.

    “Pera la, pra começar o felipe neto não falou dos impostos só dos video games, e outra, ele falou para BAIXAR os impostos, não pra elimina-los. Isso pode não acabar com todos nossos problemas, mas boa parte pelo menos diminui, afinal: cortando impostos ja diminui o custo de vida, alivia um pouco na pobreza e pelo menos chega mais perto do que diz a lei no Art. 7° da constituição federal, paragrafo IV que fala sobre os direitos de TODOS os trabalhadores: “Salario minimo fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua familia com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdencia social, com reajustes, periódicos que lhe preservemo poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;” agora me responde, EM QUE UNIVERSO aqui no brasil agente pode fazer tudo isos so com 540 mango mensal no bolso? Para isso ou o salario minimo sobe para 2000 reais (e ainda viver apertado se tiver filhos) ou abaixa os impostos. E acredite, se cortar os nossos impostos pela metade e todo dinheiro que deve ir pros hospitais, estradas, escolas e os caralho 4 realmente FOR pra onde deve ir agente passa a viver num paíz de primeiro mundo e ainda sobra dinheiro. Ta certo que esse video e essa petição não vão salvar o mundo nem nada, mas todo começo é um começo e acho que n um custa nada assinar la, ninguem tem nada a perder… cortar os nossos impostos num vai matar ninguem não xD” (http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=123225&tid=5600780548240113756&na=3&nst=11&nid=123225-5600780548240113756-5601044517248000125).

    Se eu estiver errado por favor me corrija.

    • opinioso

      Sobre o “Estado-Cueca”: peço que leia meu posto de hoje. Dou um exemplo claro sobre como dá para combater a corrupção e o desvio de recursos sem levantar da cadeira.

      Repito: indústria não vem para o país se cai imposto de importação, mas Custo Brasil. Ou seja, todas as leis ineficientes, impostos desnecessários e outros problemas que dificultam a vida da nossa indústria. Não vi o Felipe Neto minimamente preocupado com a condição das nossas indústrias no vídeo, você viu? Só o vi falando de impostos aplicados na importação de eletrônicos. Também não vi nada sobre isso no manifesto, você viu?

      Sabe quem recebe salário mínimo? Uma vasta quantidade de aposentados e pensionistas. Sabe quem paga esse pessoal? O governo. Agora adivinha de onde vem esse dinheiro… Um salário mínimo de 2000 reais seria realmente o ideal (o Dieese volta e meia calcula o quanto custaria um salário mínimo “constitucional de verdade”, e dá mais ou menos isso aí mesmo), mas quebraria o governo de um jeito irreversível. Ou exigiria impostos exorbitantes para sustentar – e voltaríamos, proporcionalmente, ao quadro original. É por isso que eu insisto – a economia de um país é um castelo de cartas: não dá para mover um elemento sem levar em conta o todo ou tudo desmorona. Não dá para mexer num só imposto – é preciso de uma reforma tributária. Assim como de uma reforma previdenciária.

      Por fim, o problema de sempre sobre a medida ser válida por si só e tal. Cito a famosa frase do gato de Alice no País das Maravilhas: “Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

  32. Enzo

    Nossa, tu falou igual a um político agora.
    Tá se achando o adulto, o mais sábio?
    Pela madrugada, nunca vi tanta besteira.
    1 – Não sei se você é um nerd daqueles que fica trancado no quartinho, mas se você foi numa loja, vai ver que a maioria dos produtos nacionais são ainda mais caros que os importados (e não deveria vir uma carga de impostos como se fosse).
    2 – Já saiu do Brasil? Já viu quanto custa os nossos produtos lá fora? É quase a metade do preço daqui.

    Ah meu, fica calado vai, só fala merda.

    Tu quer dar uma de politico sabichão, mas se brincar, se assumisse um cargo, tu era que ia fazer a festa com uns milhoezinhos no senado. ¬¬’

    • opinioso

      Vou ignorar os comentários cujo único objetivo foi ofender. Deixo apenas um conselho, que pode ser recebido ou não: se quer debater, apenas argumente. A ofensa enfraquece o discurso e descredencia o debatedor que opta por ela.

      Quanto aos argumentos: que produtos nacionais são mais caros do que os importados? Pode mencioná-los. Isso existe, é verdade, mas apenas em alguns setores específicos, e não de forma maciça na economia. Ademais, já salientei a questão do Custo Brasil e dos problemas que os impostos internos geram na nossa produção. Se tivesse lido o texto com mais cuidado – e não apenas o título, como aparenta – você teria percebido que o meu foco é justamente na causa da reforma tributária que desonere o setor interno, repleto de absurdos.

      E nossos produtos custam mais caro lá fora porque os impostos aplicados aqui são diferentes, lá fora são diferentes e o Brasil tem dado bastante importância à exportação. Só isso.

  33. pedruproductions

    Realmente, fazer algo simplesmente na frente do computador é meio que bobagem. Mas veja só… Sei que o mercado interno seria prejudicado com a irradicação dos impostos… Mas seria então mais justo DIMINUI-LOS do que irradicá-los.

    Não é justo você pagar R$ 2400,00 em algo que os americanos pagam pelo menos R$ 900,00. O Brasil é um dos países, se não o país, que mais cobra impostos no mundo, como diz o vídeo. Pelo menos 40% ou 60% do preço do produto é imposto e nem assim o país anda pra frente! O único exemplo que o Brasil pode dar é que nas eleições usa urna eletrônica, e quase nenhum país usa isso.

    Nem Argentina, nem Bolívia, nem Uruguai, nem Paraguai cobram tanto assim por um produto importado. Parece que uma loja da Apple abriria no Brasil, mas não abriu justamente pelo preço alto que seria cobrado pelos produtos. Isso não significaria um lucro pra Apple, mas pro governo, e pouquíssimas pessoas comprariam.

    Afinal, que produto eletrônico brasileiro presta MESMO?! Não tem porque ficar cobrando tanto assim por algo que não vai mudar nosso país… 20% de imposto tava mooorto de bom!

    • opinioso

      Concordo que dá para diminuir, certamente que dá. E como fazer isso sem quebrar a balança de pagamentos? Já temos problemas com o câmbio, que cai a olhos vistos, aumentou as importações e está derrubando a balança comercial brutalmente. Reduzir os impostos de importação hoje seria, sim, abrir as pernas às empresas estrangeiras e decretar o fim da indústria nacional, que agoniza em meio ao Custo Brasil. E veja bem: estou falando de todos os impostos de importação, e não apenas de eletrônicos como os citados no manifesto, porque não dá para fazer política econômica casuísta.

      É difícil comparar diretamente o Brasil com outros países assim. São modelos econômicos diferentes, fontes de renda diferentes… Quanto à vinda da loja da Apple, ainda está em discussão o investimento de US$ 12 bi da Foxconn na abertura de uma fábrica no país, que não necessariamente precisaria ficar restrita a produtos Apple. E sim, o Custo Brasil pode ser um problema. Ainda assim, com todos os problemas, deve ser vantajoso. Outras empresas, que estão fazendo o mesmo, estão de prova.

  34. Senhor (a),

    gostaria de sugerir um blogue que deverá ser de vosso interesse e de seu distinto público.

    Trata-se do Cemitério das Celebridades, um trabalho autoral, literário e debochado onde me proponho a desconstruir celebridades nacionais e a própria mídia incapaz de rever suas fórmulas desgastadas e idiotizantes.

    Apesar de seu tom irônico é espaço democrático onde nos desbruçamos sobre questões sociais pulsantes.

    O endereço é o seguinte: http://ocemiterio.wordpress.com

    Obrigado.

  35. Thiago

    tipica pessoa que quer embarcar na fama dos outros

  36. Pingback: Gasolina da Paz « Sátrapa

  37. Pingback: Preço Justo Já [Atualização: opiniões contrárias a campanha] « Tecnologia e etc.

  38. LA

    Um… vejamos…
    É certo que as questões sociais têm precedência. Educação tem precedência. No mundo atual, ter acesso melhor à educação requer meios tecnológicos eficazes…
    Não concordo com o tom do Neto. Ele errou no “chacoalha”. Ele deu enfoque maior em videogames ou jogos. Mas não falou só disso.
    Ele nos lembrou de que, na terra dos Patropís, conhecida como Brasil, tecnologia é tida como supérflua e desnecessária… Será que você estaria escrevendo seu blog sem “tecnologia”? Quem não se lembra da jurássica “Reserva de Mercado” que desgraçou-nos por décadas? Somos capazes de produzir esta tecnologia AGORA? Sem educação? Sem acesso que a tecnologia de informação permite a ela?
    Sistema operacional é supérfluo? Pois é tratado como se fosse. A menos que você seja “pinguim” como eu, você tem que pagar por ele. Se você usa o Windows – e eu respeito quem o usa, embora eu critique o Windows e a Microsoft – você tem todo o direito de adquiri-lo por preço justo, e não com o roubo de 100% de tributação. Imposto que não retorna para nós… Veja o preço que se paga nos “States” e aqui. Não falo mais nada. Ou você usa o Windows “Caribean Edition”, no camelô mais perto de você a R$ 10,00!
    “Mas”, talvez digam, “é só comprar um computador novo que vem com o Windows! Lá nas , tem um que é baratinho, e o Windows sai de graça!”. Primeiro Windows OEM é pago, não é de graça; segundo, ah, tá, cada vez que a Microsoft atualiza o SO, eu tenho que comprar um computador novo? E terceiro, geralmente essas configurações “populares” são produtos de nossa “indústria nacional”, que fabrica verdadeiras BOMBAS. Para citar, sei de um amigo que, insensato, quis valorizar a “indústria nacional”, comprou um notebook “nacional” e levou uma “estrela nova” para casa, quase 90ºC no chip por conta de um de um PÉSSIMO projeto de ventilação interna.
    Aliá, bem que esses “construtos”, que não passam de arremedos de computadores, combinam direitinho com o absurdo que se cobra aqui em banda larga… “que é supér…” NÃO, não é supérfluo. É direito de acesso à informação, a chance de melhorar o nível de educação (uma graduação, uma pós, um MBA, o povo TEM direito de algo melhor do só segundo grau…); e como você mesmo fala em vigiar como nossos representantes trabalham e aplicam nosso suado dinheirinho, a maioria destas informações é on-line. Imposto de renda agora, bem lembrado, é só on-line…
    É… não é mesmo fácil…

    • opinioso

      Veja bem, e eu tenho insistentemente repetido isso: eu não gosto de impostos. Eu também quero que eles diminuam para que eu possa comprar os eletrônicos que quero ou preciso por um preço justo, e não em 10 vezes com juros. O problema é a forma. Quando digo que Felipe Neto está errado, não digo que a causa dos impostos esteja errada. Só digo, como você mesmo disse que a abordagem foi ruim. E, para mim, ainda vou além: a proposta feita é superficial demais para ser levada a sério. Essa é a questão.

      Mais: essa industrialização forçada que já foi feita no Brasil pareceu uma solução no curto prazo, mas provavelmente mais atrasou a evolução da nossa indústria do que o contrário. Porque não pensou na necessidade de mudanças estruturais. É o mesmo caso, por exemplo, da atual situação da mão-de-obra especializada no Brasil. Temos um mercado consumidor crescendo de forma absurda (apesar dos impostos, veja bem) e uma indústria que não consegue atender a demanda porque o investimento em infraestrutura estava defasado e deve demorar a a valer. Mais: não nos preocupamos o suficiente com a formação de mão-de-obra, e o resultado são setores como Engenharia agonizando em busca de profissionais.

      Quanto à informática e a educação, concordo contigo. Mas isso são aspectos pontuais que podem ser solucionados com programas de incentivo que não prejudiquem a indústria nacional, não acha? Se nossos computadores são um lixo, vamos investir mais em P&D, facilitar a vida de quem queira investir nisso, e não simplesmente arrombar a economia em favor de meia dúzia de empresas estrangeiras.

  39. Tiago

    Na verdade infantil foi o autor desse artigo. Diminuir a causa do Felipe ao chamá-lo de infantil é que é infantil. E daí se ele exemplificou o manifesto com videogames e jogos? Foi um exemplo, se ele tivesse exemplificado com livros seria cdf? Ou com artigos eróticos seria pervertido? Chavão é dizer que simplesmente vote em candidatos que melhor representem o povo nessa questão… Diz UM candidato que enquadre nesse perfil? Pior do que se alienar como disse o escritor, é achar mil deméritos em algo que alguém se dispor a fazer. Não temos indústria de iPad e nossa indústria de games é praticamente inexistente, são mais especializados em games infantis e EAD.

    • opinioso

      Quando chamei o manifesto (veja bem, o manifesto, não o autor) de infantil, não foi por considerar o objeto algo infantil. Já passei da adolescência, mas continuo com meu gosto por jogos e tablets, então seria o último a criticar isso. Meu conceito de infantil nesse caso foi comparativo: crianças querem o que querem na hora que querem, sem avaliar direito o preço a pagar e as consequências de seus atos. Por isso, para mim, o manifesto foi infantil.

      Se pedir mais monitoramentos dos nossos políticos é chavão, gritar por menos impostos sem refletir direito sobre o assunto é o que? Poderiae dizer várias pessoas que estão preocupadas com o aspecto do imposto há muito tempo e trabalham ou já trabalharam em projetos de reforma tributária, mas ficarei em um só, a pedido: Francisco Dornelles. Não estou discutindo méritos políticos ou partidários do mesmo, só dei o exemplo.

      Qual sua sugestão para que nossa indústria possa produzir iPads e não só games infantis?

  40. Thiago

    Na minha opinião, o governo não ta sabendo ‘investir’ o dinheiro que ganha com os impostos. Quantia que chega a ser absurda! Quantas ampliações, melhoramentos de hospitais, escolas e tudo mais você vê em sua cidade? Só quando a coisa ta muito feia.
    Pagando menos impostos, sobraria mais dinheiro para a família e assim ela poderia cuidar mais da sua saúde e comprar materiais escolares.
    Eu não me importaria nem um pouco de pagar impostos se eu soubesse para onde tanto dinheiro vai e visse resultados.

    • opinioso

      Concordo com tudo que você disse. E dá para reduzir os impostos sim, só precisamos fazer com cuidado e planejamento, e não no susto. Quanto ao último ponto, sabe como você consegue isso, Thiago? Com política permanente. Se o brasileiro médio parasse de se preocupar com política só na hora da eleição, mas acompanhasse de verdade o trabalho das pessoas que elegeu, isso mudaria, com toda a certeza.

  41. Rafael Veronezi

    Eu parei de ler na parte em que dizia “Reduzir simplesmente os impostos aplicados sobre produtos importados (proposta deste surreal protesto) como videogames e jogos seria abrir as pernas do país à indústria exterior e um direto enfraquecimento da indústria interna.”

    Pergunto, que industria interna meu amigo? O Brasil não produz esse tipo de coisa, e além disso, o que é produzido internamente também sofre da mesma sobretaxação!

    • opinioso

      Eu poderia simplesmente dizer que parei de ler na parte em que você diz “Eu parei de ler na parte…”, mas isso seria hipocrisia da minha parte e descredenciaria meu comentário, não acha? Como vou saber seu raciocínio completo sem ler tudo?

      Se tivesse optado por ler tudo, você teria visto que eu critiquei nosso modelo tributária, que sobretaxa absurdamente nossa produção, a dificulta e até impede em muitos casos. Inclusive defendi como prioridade combater isso acima dos impostos de importação, que têm pouco impacto na economia nacional em termos relativos.

      De resto, me diz uma coisa: se uma empresa estrangeira pode vender seus produtos para a gente pelo mesmo preço produzindo lá fora, para que eles investiriam aqui no país, gerando empregos? me explica de que foram reduzir o imposto de importação aplicado sobre Ipads e “Call of Duty”s permitiria a vinda dessas fábricas em um futuro próximo?

  42. Pingback: #PreçoJusto. Esse manifesto não faz sentido – Parte 2 « Blog do Tiago

  43. Felipe Neto nao esta errado de maneira nenhuma, a pessoa que publicou o comentario talvez nao saiba que o governo e pago para pensar em soluçoes e aplica-las, eh assim que os governos funcionam.

    Indo um pouco alem ele nao esta errado nem certo, esta criando uma manifestaçao pelo interesse de muitas pessoas inclusive ele mesmo. Esta fazendo POLITICA da maneira mais legitima. Dou enfase a isso pois nao existe certo e errado quando falamos em sociedade, cada pessoa tem suas proprias necessidades e nao existe isso de, por exemplo, educaçao e saude ser mais certo do que jogos e eletronicos, portanto protestar por impostos de importaçao ser um erro.

    O titulo desse texto eh completamente invalido nam inha humilde opiniao, e olhe que eu nunca tive respeito pelo FN, eu acho ele um babaca querendo aparecer. E vejam so minha surpresa ao ver um babaca querendo aparecer, usando seu estrelismo para fazer algo que preste.

    • opinioso

      “O governo é pago para pensar em soluções e aplicá-las” – Sim e não. Sim, é responsabilidade do governo (incluindo todos os poderes) dar solução aos assuntos de caráter público, até certo limite. Mas não, não é só responsabilidade deles. Em uma democracia, você não elege um pai ou um dono do país, mas um representante popular. E, como representante, ele significa você lá. Um dos problemas educacionais do país é a noção de que participação política é só eleger alguém a cada 4 anos e dane-se, o que ele faz daí em diante só vai me afetar daqui a outros 4 anos. Por que não cobrar durante o governo que as promessas de campanha sejam cumpridas?

      Quanto a cada pessoa ter suas necessidades, não discordo. Quanto a “não existe isso de educação e saíde ser mais certo do que jogos e eletrônicos”, bato o pé. E aproveito para pedir que leia o meu post postado após esse, explicando porque educação e saúde são prioridades sociais e, como prioridades, têm obrigatoriamente que ser foco principal da atenção governamental, independente do que os próprios interesses egoístas de alguns grupos populares pensem.

      Abraços.

  44. Fabiano AS Pinto

    eu gostaria de saber que industria nacional seria atingida com isso?
    proteger oq? quer dizer que temos que pagar nosso IPAD mais caro,
    pra proteger o nosso suco de laranja?
    pq até onde sei, não produzimos nada de eletrônicos, no máximo,
    são montados na zona franca de manaus, e custam mais caro do que
    comprar direto da china, pois as peças sofrem imposto (monstro).
    É ridiculo pensar, que se eu for até o Chile,
    ida e volta, passo o final de semana em um hotel, compro um IPAD,
    e ainda por cima pago menos do que se for encomendar da Aplestore do Brasil. e isso que é o Chile, nem falei do Paraguai, pq seria covardia.
    pelo que sei, o chile não está pior que o Brasil, por cobrar menos impostos
    em produtos que eles não produzem.
    gente como vc, engole as velhas desculpas que o governo dá sobre tributação, que a gente vê, que não são bem assim.
    o primeiro passo é exigir a redução de impostos sim, afinal se vc paga pra ter alguma coisa, vc quer que ela funcione, e caso vc isso não aconteça, é seu direito exigir o dinheiro de volta, com os impostos deveria ser a mesma coisa: não ta funcionando a maquina pública, blz, devolve meu dinheiro dos impostos, que eu pago tudo oq vc (governo) deveria me prover, e ainda sobra troco. quem sabe assim, eles conseguem fazer o nosso dinheiro render mais?

    • opinioso

      Fabiano, é verdade que não temos hoje uma forte indústria nacional de eletrônicos. Quer saber qual é um dos principais motivos? A abertura econômica feita nas coxas no governo Collor, apressada para tentar segurar o tranco da inflação. Consegue ver a semelhança das situações? Abrir as pernas de maneira descuidada agora seria, a longo prazo, um fator determinante para que isso se repita e continuemos por ainda mais tempo dependendo de menos impostos para ter esses produtos. Muito melhor seria que mudar nossa legislação até nos tornarmos atrativos para a vinda de fábricas dessas empresas, não acha?

      Eu não engulo nem as velhas desculpas nem as novas bobagens. Eu questiono de forma responsável, e foi isso que fiz aqui. O primeiro passo é exigir a revisão tributária geral, e não apenas a de um pequeno ponto. Se a máquina pública não está funcionando, ela precisa ser corrigida, e não simplesmente devolver o dinheiro. Afinal, existem muitas e muitas coisas mais sérias, e muitas pessoas, que dependem dessa máquina.

  45. Luciano Ferraz

    Para todos que discordam do manifesto, abre a mente ! É impossível resolver TODOS OS PROBLEMAS desse pais em uma unica atitude,temos que impor nossa vontade de pouco em pouco.Não tem como nosso pais se torna uma super potência mundial de um dia para o outro. O pais não precisa de vídeo games mais baratos,ele precisa de PESSOAS QUE TOMEM ATITUDES CABÍVEIS,que se manifestem para nosso brasil ir pra frente. temos que mostrar pra esses vermes governantes que quem manda nessa pais é agente! É isso aew Felipe!

    • opinioso

      E por que não usar essa atitude por algo realmente importante prioritário? Ou ele realmente acredita que não há nada mais relevante em termos de problemas nacionais? Não dá para ir resolvendo os mais importantes primeiro?

      PS: Esses “vermes governantes” são eleitos pela gente. Eles sabem que somos nós que mandamos no país, que somos nós que mandamos neles. Só que tem regras sobre isso – e gritar na hora errada, pelo motivo errado, não é a melhor forma de fazer isso. Votar é.

  46. Daniela

    Você tem todo o direito de opinar e defender a proteção das empresas nacionais… Não vou perder meu tempo tentando te convencer de algo que eu sei que você não vai concordar…Mas, por favor, seus leitores têm o DIREITO de ler algo escrito com o Português correto. Só pra constar, é POR QUE Felipe Neto está errado. Consulta a sua gramática e vê se não está certo, ok flor?

    • opinioso

      Agradeço a correção, Daniela, admito o erro e corrijo. Fiz confusão com o “porque” tradicionalmente usado em respostas, e esqueci que em casos que signifiquem “por qual motivo” o correto é “por que”. Admito o golpe, posto que vivo disso e deveria ter feito a revisão adequada. Deixarei o comentário para não ser acusado posteriormente de ter mudado sem aviso, tentando esconder minha mancada.

      Quanto à sua opção por não participar da discussão, posso apenas lamentar e manter o espaço aberto. Abraços, e obrigado pela visita!

  47. Mario Battistotti

    Concordo com você, mas sou a favor do Proeto. O fato principal do Jogo Justo é diminuir a carta tributária EXTREMAMENTE ALTA em jogos (considere os de video-game, pois os de computadores já estão em patamares aceitáveis, por volta de R$100,00 um lançamento). Por que pagar pelo mesmo jogo em um Playstation 3 por exemplo, por volta de R$200,00? Defender a indústria? Qual? Não temos ninguém que desenvolva games para os consoles da última geração, os poucos que tem ou vão trabalhar fora ou fazem gadgets e minigames no máximo.

    Já avançamos muito na área de informática nos últimos anos, eu mesmo moro em Florianópolis e aqui tem a Hoplon, criadora do rpg espacial Taikodum, sem falar em outras empresas, centros de pesquisa, incubadoras e cursos relacionados a essas áreas. Mas se quisermos ATRAIR empresas desse setor e diversificar nossa economia, desenvolvendo e fabricando os jogos aqui, o projeto é válido. Ou será que vamos viver de commodities a vida toda?

    Um grande abraço

    • Mario Battistotti

      *projeto ;D

    • opinioso

      Mário, obrigado pela visita e pelo comentário. Me diz uma coisa: se a empresa de fora pode vender baratinho seus produtos para a gente, porque montaria uma indústria aqui que deixasse ainda mais barato. O incremento nas vendas dificilmente compensaria o investimento, já que outros problemas, como os impostos internos e o Custo Brasil não compensariam o esforço. Defender a redução pura e simples de impostos de importação sem se preocupar primeiro com as condições da indústria interna é dizer às empresas estrangeiras “Fiquem aí! Não precisam vir! A gente quer comprar, então não precisa vir pra cá movimentar a nossa economia!”. E desculpe se o último trecho ficou meio infantilóide, é o cansaço. Abraços.

      • Caronte

        Bem, vendo que você não viu minha ultima resposta, vou colar ela aqui: “A criação de leis é feita na assembleia legislativa, pelos deputados federais na esfera federal, estaduais na esfera estadual e vereadores na esfera municipal, eles DEVEM ouvir o povo, e é aquele velho exemplo: na camara dos deputados, aquele circulo é voltado para cima, para ouvir o povo, e voltado para baixo onde ficam os senadores, pq a discução é somente entre eles. Se um milhão de pessoas fazem qualquer protesto por algo que não gostem, não é obrigação nenhuma de NENHUMA dessas pessoas apresentem uma proposta com tudo resolvido. Se os impostos tão altos ou jogos caros, seja la o que for, é obrigação dos legisladores, deputados, senadores, não importa quem sejam, apresentarem uma solução, tanto faz desde que não prejudique o povo. E o felipe neto apresentar essa petição com um milhão de assinaturas, vai estar apresentando apenas a queixa, de resto é na assembleia legislativa que tentarão arranjar meios para achar a solução, o felipe neto não tem a menor obrigação de ele mesmo fazer isso.”

        Anyway, mais alguns comentarios: você disse que se o governo aumentasse o salario minimo para 2000 reais, ele quebraria. NÃO: se isso acontecer, haveá um aumento de 200% para todos os funcionarios (em media)… os gastos mensais com funcionalismo publico, giram em torno de 15 bilhões por mes, se houver esse aumento, os gastos serão de 60 bilhões, POREM, o que o governo arrecada aproximadamente por mes APENAS com IMPOSTOS são 110 bilhões. Você disse que a maioria das pessoas que ganham salario minimo são pensionistas, mas não. Os aposentados recebem a MEDIA do que contribuiram durante sua vida para o INSS, e alguns continuam recebendo seu ultimo salario (detalhe que hoje em dia tem alguns aposentados que pagam a propria aposentadoria), mas enfim, MUITOS trabalhadores recebem apenas um salario minimo, e alguns tentam viver apenas disso ( o que é um PUTA dum absurdo). Se houver o aumento do salario minimo para 2000, os impostos ate poderiam continuar como estão, porque sinceramente, BOA parte da miseria que existe nesse país iria diminuir, enfim, so estou falando a respeito de um comentario que eu vi alguns posts acima (tem e no plural?). Anyway… com exportações de carnes, produtos exoticos, grãos, frutas e etc… o brasil ja arrecada mais alguns bilhões, quase dobrando (dobrando, ou ate mesmo superando o dobro, mas eu ACHO que gire em torno disso, se não for eu diria que é mais) o valor que ganha com impostos… e os gastos são: funciorios publicos, pensionistas do INSS, bolsa familia, estradas, escolas, hospitais publicos e mais algumas coisas, não passa muito disso. Detalhe que com esse dinheiro, é possivel quadruplicar os salarios, criar hospitais de primeira mundo na esfera publica, escolas publicas melhores que as particulares, segurança publica melhor que a americana e ainda sobra dinheiro. O ponto é, o Felipe Neto esta certo, apresentando uma petição pra abaixar os impostos (mesmo que seja so os impostos dos video games, é um começo pelo menos) não precisa apresentar NENHUMA solução, as soluções para esse tipo de coisa em que o POVO reclama (todo o poder emana do povo – constituição federal) o governo que DEVE apresentar a solução, e o mais importante: ele esta mostrando pra muita gente que quem manda é o POVO, NOS temos o poder, e os governantes passam a enchergar (com x ou ch?) que nos ESTAMOS ACORDANDO e exigindo o que é de nosso direito… enfim, esse horario ja fico com sono, desculpe os erros de portugues, acho que ja falei tudo o que tinha pra falar…

        ps* se o salario minimo aumentar pra 2000 mantendo os impostos como estão acho que quem pode quebrar são as empresas, mas os cofres publicos tenho CERTEZA que não…

      • Mario Battistotti

        Mas o incremento nas vendas de uma certa forma poderia chamar a atenção de grandes corporações para o mercado (o ideal seria uma pesquia mais ampla para ver o impacto disso). Jogos seriam vendidos com a língua portugues-brasileiro, as grandes produtoras poderiam ter interesse em se instalar aqui, etc. É complicado mas será MUITO difícil tirar a fabricação desses consoles da China, pelo custo e tudo mais. Agora o desenvolvimento é que pode ser nosso foco. Você já viu o making of do Uncharted 2? Veja no youtube, os dubladores também são atores e se vestem com uma roupa especial que detecta todos os movimentos, igual a do “Gollum” em O Senhor dos Anés, em uma enorme sala repleta de câmeras e a coisa parte daí. Seria interessante termos isso por aqui.

        PS: Já morei no estado de New York, e as roupas que comprava lá eram do Camboja, Vietnan e Thailandia. O PS3 é feito na China, o café que eu bebia era árabe, o suco de laranja era do Brasil e México, frutas e verduras eram caras e importadas. Já o software e pesquisa de hardware são deles, e isso dá dinheiro. Nem sempre é possivel defender a indústria nacional.

        Abraço,

  48. opinioso

    Peço desculpas por não ter respondido antes, Caronte, eu li sua pergunta, mas aparentemente não era possível a tréplica. Aproveito agora, a despeito do sono.

    As contas não são tão simples e acredito que o seus dados estejam defasados. Os dados que vou citar abaixo estão disponíveis no endereço https://www.portalsof.planejamento.gov.br/bib/estatis_2010, logo no começo, em resultado primário. O governo arrecadou, no ano passado, pouco mais de 920 bilhões de reais. Sim, é dinheiro pra burro. Logo de cara 133 bi foram transferidos para estados e municípios. Com o resto você tem que pagar previdência social (não custa lembrar, deficitária – pagamos muito mais aposentadorias do que arrecadamos), custeio e salários do poder público. Ainda tem que investir, pagar precatórios, entre outras coisas. Detalhe: uma porrada dessas despesas é obrigatória, ou seja, o governo é obrigado por lei a pagá-las. O que sobra é usado para pagar os juros da dívida pública. Não, não sobra dinheiro, e hoje aumentar o salário mínimo, com todas as consequências, quebraria sim o governo.

    Quanto a querer baixar impostos, repito mais uma vez: não sou contra. Sou muito a favor, aliás. Só digo que não dá para ser feito assim, aos trancos. O Felipe Neto não é obrigado a fazer nenhum projeto de lei, é verdade, mas pode. E justamente juntando 1 milhão de assinaturas como apoio, que é exatamente o exigido por lei para um projeto de iniciativa popular. Foi assim que foi feito com a Ficha Limpa, cujo movimento fez pressão até ser aprovado. Ou seja, nós elegemos nossos governantes mas, se eles não estão funcionando, nós podemos sim juntar número para fazê-los trabalhar. Ou trabalhar por eles. É uma escolha.

    O povo manda desde 1989, quando voltaram a ser realizadas eleições diretas no país. Só manda mal. Precisa aprender a mandar direito, na urna, e não no grito virtual infértil.

    Abraços, obrigado pela visita e pelos comentários, e desculpe pela demora na resposta.

  49. No vídeo que virou a campanha #Precojusto ele corretamente protesta contra os impostos abusivos que pagamos por basicamente tudo, sem recebermos absolutamente nada em troca. Nossa saúde é uma lástima, nossa educação pública é uma piada, segurança é risível (e segurança é encarada como “bater em pobre” apenas)…. Concordo com ele na crítica à imbecil campanha contra a pirataria promovida pelo governo. Mas não só pelo preço dos produtos devido aos impostos, mas como crítica à indústria em si.

    Tudo correto. Revolta correta – ele ainda, no começo, comenta que a única coisa que “fazemos” é protestar no Twitter. Bingo! Realmente, o estilo classe-média de protesto é achar que sentar no sofá e xingar nas redes sociais muda o mundo.

    O grande problema do vídeo, porém, é a ampla generalização dos políticos, colocados todos no mesmo grupo: corruptos e canalhas. E, claro, o de se basear na noção divina do “direito ao consumo”, sem qualquer tipo de crítica.

    Os protestos classe-medianos tem, todos, uma configuração muito semelhante, não importam as intenções: Colocam a política institucional num limbo completo. Não presta, não serve.

    Há, entre a juventude, a idéia firme de que partidos políticos são o mal para o país, são o problema único. Na verdade, boa parte do problema é que este distanciamento acaba por abrir exatamente o espaço que estes partidos precisam para fazer das suas. É exatamente essa ojeriza por grande parte da juventude, os afastando da política institucional, que facilita aos partidos com elementos corruptos roubar descaradamente.

    E, ao mesmo tempo, cria-se a aura de que política e política institucional são a mesma coisa. Trata-se de uma juventude classe-mediana facilmente manipulável e óbvia.

    Não acreditam na política institucional e, como consequência, se afastam de toda e qualquer política, tornando-se presas fáceis para manipuladores experientes.

    Me lembra muito absurdos como o #ForaSarney, de 2009, em que pseudo-celebridades resolveram protestar contra o Sarney, como se ele tivesse aparecido para a política apenas naquele ano. A manipulação midiática sobre o “protesto” era clara. Adolescentes alienados que em sua maioria nunca haviam ouvido falar em Sarney foram levados por sub-celebridades da estirpe de Tico Santa Cruz (quem?) a protestar Sarney não nasceu em 2009, não nasceu aliado de Lula.

    Não lembro do DEM ou da Veja apoiarem protestos contra Sarney quando este era aliado de FHC. Isso diz tudo. Semelhanças com o Cansei não são coincidência.

    http://www.tsavkko.com.br/2011/04/preco-justo-ja-e-falta-de-critica-da.html

  50. Caronte

    Opnioso, mesmo que as contas estejam erradas, ainda da e sobra dinheiro. Isso ja foi divulgado anteriormente (não lembro quanto tempo atraz) que estava sobrando dinheiro nos cofres publicos em Brasilia. Ja foram feitas pesquisas aqui no país e ja foi provado que com os impostos que pagamos, era possivel termos escolas publicas e hospitais publicos de primeiro mundo. E uma prova de que aumentar o salario minimo para 2000 rais e AINDA BAIXAR os impostos não quebraria o cofre da união: fazemos as contas de quanto não é desviado das verbas publicas para pagar emissoras de tv e outras midias para fazer propagandas politicas a favor do proprio partido e contra a oposição, para o proprio lazer e outras trocidades que ja sabemos que eles fazem. Agora soma isso a gastos absurdos que todos sabem e não fazem nada como por exemplo showzinhos do luan santana entre outras coisas que ja valem uma fortuna. Agora soma isso aos aumentos absurdos dos proprios salarios (pq se faltasse dinheiro eles não deveriam fazer isso, certo?) Dinheiro temos e ainda sobra, agora se é mal aplicado, somos nos que devemos lutar contra isso. E outra coisa, se estamos aqui trocando opniões a respeito de um manifesto, pq não aproveitemos todas essas visitas e não criamos outros? Temos varias coisas a protestar: investimento em educação e hospitais que é pessimo, salario minimo, segurança dos juizes federais na area penal (para poderem condenar bandidos como fernandinho beira mar e politcos que são pegas pela policia federal aprontando sem medo de serem mortos ou perderem a familia), a transparencia na hora de vermos quais impostos estamos pagando na hora das compras, justiça celere (ja ate existe essa lei, mas não funciona, o que torna nosso poder judiciario lentissimo) entre varias outras coisas. Qualquer coisa, me mande um e-mail, pq ta na hora da VOZ DO POVO, valer.

  51. Gelson Vaz

    Então podemos pagar menos impostos, já que não serão mesmo investidos? Nem de perto.

    E por que não? Eu acho que devemos sim, com certeza! Nossos impostos não são bem investidos e nos sugam até a alma, se eles não servem direito ao propósito por que continuar pagando sem reclamar? É fato que diminuindo os impostos de produtos importados faz nosso mercado ficar na pior, mas eu defendo uma coisa: produtos não produzidos por aqui, podem ter sua carga tributária reduzida sim, em 25% a 40%. Por que, enquanto nós pagamos caro por tecnologia, outros países pagam caro por água e comida. É justo? Não, mas nenhuma nação consegue produzir tudo do bom e do melhor.

    Já no caso de produtos que nós mesmos produzimos estes sim é que deviam ter a carga tributária alta que merecem, o Brasil produz calçados, porém calçados Chineses, Americanos e de outros lugares são vendidos aqui competindo com nossos produtos, roupas e outros produtos também, já no caso de eletrônicos, automóveis, que o Brasil apenas fabrica mas não cria, devem ficar com a carga bem reduzida, pois não tem com o que competir com esses produtos, sempre o brasileiro irá comprar algo feito de fora.

    Seja o adulto que, diante de uma negativa, pensa e argumenta.

    E fazer que é bom nada né? As coisas só acontecem no Brasil e creio que no mundo todo quando pessoas irritadas e chatas fazem acontecer pois estão cansadas de nada mudar e de ninguém tomar partido disso. A manifestação do preço justo da gasolina também está sendo organizada pela internet nas redes sociais e na internet, mas só organizada e logo depois vê-se que andaram pedindo 0,50 centavos de litro da gasolina e com nota fiscal. Da mesma forma é o Preço Justo que haverá um baixo-assinado de papel que será entregue a quem merecer e também o Jogo Justo que está bem encaminhado também.

  52. Pedro

    Santa ignorancia. Sinceramente, esse me parece mais uma besta tentando aparecer por traz do sucesso de outro, de forma que consiga mais sucesso no blog. A maior parte dos comentarios são sem nexos, e cisma em simplesmente mostrar os pontos negativos de algo interessante que o felipe neto fez, e de forma infantil, que na hora do vamos ver, não faz nada. Detalhe nos dois ultimos postes acima que ele não teve nem coragem de responder… criança mimada!

  53. opinioso

    Peço desculpas aos que aqui comentaram e aguardavam alguma resposta minha. Peço que leiam os dois outros textos que escrevi sobre o tema: eles explicam melhor minhas opiniões sobre o “fazer alguma coisa é melhor que nada” e minhas sugestões sobre como fazer algo que possa realmente ajudar. Os links seguem abaixo. Abraços!

    https://oopinioso.wordpress.com/2011/04/30/fazer-a-diferenca-ou-porque-felipe-neto-continua-errado/

    https://oopinioso.wordpress.com/2011/05/03/da-arte-de-se-explicar-sem-se-explicar-ou-porque-o-precojusto-nao-pode-ser-defendido/

  54. marcelo cerezer

    A campanha preco justo tem sim seu lado infantil!por outro lado felipe neto expressa o real sentimento do brasileiro quando vai comprar algo carissimo!e saber que no exterior custa metade do preço!revolta muita gente inclusive eu que ja morei no japao e pagava 5% de imposto de consumo unico!o que falta no brasil e uma base politica e economica justa como e aplicado la fora!com essa base politica economica corrupta aplicada aqui no brasil so favorecem os politicos e grandes empresarios!a minoria elite diga-se de passagem,e por esse motivo estamos atrasados a decadas perante outros paises desenvolvidos e com melhor distribuiçao de renda!Essa politica de protecionismo do mercado nacional nao cola!os paises ricos tem uma boa relaçao de comercio exterior entre eles justamente porque abrem as portas para entrada e saida de seus produtos em ambos paises,gerando crescimento economico para todos!Ja aqui no brasil o protecionismo excessivo e alta carga tributaria espantou muita industria estrangeira e que poderia alavancar um crescimento rapido para o brasil!do que adianta protecionismo se nao existe uma marca de carro nacional?vc vai comprar algo no ebay norte americano muitos vendedores preferem nao vender devido a politica de protecionismo do brasil,por outro lado isso nao acontece em outros paises,o nosso forte no brasil limita-se apenas a exportar carne,graos,minerio de ferro que por sinal este ultimo o minerio de ferro exportado para o japao transforma-se em carro,que depois de enviado para o brasil passa por uma altissima carga tributaria e que benefia somente os grandes empresarios e o proprio governo!atrasando assim os mais pobres a aquisiçao de um veiculo por um preço justo!

  55. marcelo cerezer

    Proteger o mercado nacional?aplicando altos impostos para isso?vcs ja repararam que o pouco que e produzido aqui no brasil custa o mesmo ou ate mais caro que um importado de melhor qualidade!nao adianta o governo querer impedir isso,neste mundo globalizado em que vivemos e obvio que muitos compram do exterior e sonegam impostos,quem perde nisso?todos os politicos pela ambiçao dos altos impostos,empresarios e o povo que nao tem acesso a produtos extremamente caros!nao seria mais facil o governo abrir mao dos altos impostos e colocar um valor justo para assim todos comprarem e serem felizes?aumentando assim o cosumo e alavancando a economia do pais?preco justo ja!

  56. marcelo cerezer

    O brasil com 190 milhoes de brasileiros pagando impostos,o governo poderia sim colocar um salario minimo de 2.000 reais,fazer uma reforma tributaria e aplicar o imposto unico de consumo IVA de 15% por exemplo,no holerite do trabalhador poderia vir descontado 5% imposto federal,5% para previdencia social e mais 5% seguro saude!todos esses recurso poderiam ir para o governo federal e de la destribuir a arrecadaçao para todos os estados do brasil em igual valor!o governo poderia por exemplo diminuir os 70% de aumento do salario e fazer uma faxina em brasilia!poderia criar uma secretaria para fiscalizaçao sobre os gastos publicos e controle de preços abusivos de gasolina,energia etc,praticados por empresas!poderiam fazer uma politica de comercio exterior aberta para melhorar nossa imagem la fora e aumentar o consumo interno,com isso o governo iria reduzir seus gastos com funcionarios da receita federal apenas para fiscalizar entradas de produtos legais ao pais,que ao meu ver e um gasto desnecessario e obsoleto!Enfim o resultado seria um pais mais justo!todos pagando menos impostos diminui a sonegaçao e aumenta a arrecadaçao do governo!o povo com melhor salario e pagando apenas 15% imposto consumo,aumenta as vendas em todos os setores!por sua vez o empresario pagando menos impostos podera vender seus produtos com preço mais justo e acessivel e ainda contratar mais funcionarios!estou viajando ne?nao!assim e feito nos paises ricos e funciona muito bem!porque isso nao acontece no brasil?heim?tirar o mensalao das raposas corruptas neste pais e muito mais dificil do que a gente imagina!eu nao tenho faculdade,mas nao sou bobo nao amigo e muito menos vc que esta aqui lendo!a solucao ao meu ver e reunir toda a galera daqui,movimento brasil eficiente,preco justo,joao revolta do youtube,enfim todos os revoltados e partir para brasilia com um projeto em maos e exigir desses FDPS melhorias porra!ACORDA BRASIL!

  57. Daniela Mayara

    Oi eu acho que o felipe neto esta serto sobre tudo o que ele falo sore o justin bieber,crepusculo,etc…
    as pessoas não gosta dos videos do felipe neto por que sabe que é verdade tudo o que ele fala,as pessoas não suporta a verdade sobre tudo o mundo esta uma merda não dá para as coisas piorar.
    nossa o fuik fez um processo contra o felipe meu acorda é um video ele esta falando o que ele acha ele esta expressando o que ele acha do mundo,agora vai virar crime eu falar que o juntin e fuik são uma merda.
    então eu não posso falar isso que as pessoas vão me proçessar que merda é essa!!!!
    O FELIPE ESTA SERTO VOÇÊS QUE ESTAM ERRADOS!!!!!

    • SERTO…. AS PESSOAS NÃO GOSTA….. eu nao concordo de forma geral com esse post mas estou muito longe de concordar com essa LAZARENTA ai de cima.

  58. Felipe

    As pessoas podem e devem dizer o que pensam mas tem de pensar nas conseqüências..Ir contra campanhas como essas podem acabar retirando muitos votos que poderiam fazer a diferença..Mesmo que a campanha não fosse dar certo pelo menos o povo começaria abrir os olhos e exigir seus direitos. Ir contra uma campanha como essa é como ir contra as vacinas..por um lado vc pode parecer uma pessoa querendo melhorar o mundo..mas pelo outro você pode estar fazendo com que milhares de vidas deixem de ser salvas…

    Não complique as coisas

  59. Eduardo

    Bom dia!
    Não concordo muito com o que você esta está dizendo.
    Sei que sem os impostos o país quebra e tal, mas não vejo a necessidade de por praticamente os mesmos valores de imposto de um produto importado para um nacional. Já vi muitas vezes produtos brasileiros ser mais caro do que o mesmo produto só que importado, já vi também produto brasileiro ser vendidos para fora e revendidos para o Brasil a preços absurdamente elevados.
    Nossa Gasolina, por exemplo, é vendia para os países vizinhos e lá é vendida mais barato que a mesma gasolina aqui no Brasil, um carro que aqui custa 50.000,00 o mesmo carro fabricado aqui é vendido lá por de 30% a 40% mais barato e você acha que isso é preço justo. Pagar 4000,00 em um videogame e o mesmo produto em outros lugares ser praticamente 400% mais barato isso é Foda. Se pelos menos esse dinheiro fosse gastos com escolas de qualidade professores de qualidade, saúde de qualidade, estradas de qualidade, segurança publica bem preparada seria um pouquinho melhor.
    Brasileiro é rico e não se importa como vai gastar. Sempre quer o mais caro.

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