O Rio de Janeiro continua rindo…

Textinho curto, rápido e meia-boca, pensado para ser parte de um texto maior de ocasião. Tanto que está sem conclusão, já que provavelmente seria uma forma de passar ao próximo tópico. Também está adaptado para o blog, e não como seria no palco. O assunto, é claro, é o Rio de Janeiro e o combate ao narcotráfico. O assunto é sério, eu sei, mas isso não quer dizer que devamos tratar o assunto como sacrossanto. Mesmo porque o que querem as pessoas que ateiam fogo pela cidade é isso, criar uma situação de medo e desânimo.

Até onde eu saiba, todas as piadas são originais, mas alguma pode ter rolado no Twitter durante os 4 dias de bombardeio de humor sobre o tema (eu mesmo coloquei algumas lá) e eu ter incorporado sem perceber. Caso alguém note, é favor avisar.

O Rio de Janeiro continua rindo…

Chocante a situação do Rio de Janeiro, né? Triste, muito triste, mas muito esclarecedora também. Eu finalmente entendi porque chamam de crime organizado. Vocês viram os bandidos correndo em linha? Fila indiana e tudo. Devia ter alguém orientando, só pode. Mais um pouco virava coreografia. E o nome dos morros? Ironia pura. A situação é feia, mas o nome do morro normalmente é uma coisa bonita, quase bucólica. Rocinha. Não parece um sitiozinho no interior? Teria até uns bichos, tipo pavão-pavãozinho. Só na rua é que a coisa fica feia. Eu sempre achei que as cores das linhas eram de aviso. Linha amarela, risco de bala perdida. Linha vermelha, VAI TER bala perdida. Eu achava inclusive que a linha vermelha acabava em uma linha preta, com cruzes espalhadas, sei lá.

E a cobertura da imprensa? Eu achei que tinham transformado o Tropa de Elite em reality show. Que talvez não fosse exatamente uma boa ideia. Não ia durar muito com o Wagner Moura dando tapa na cara dos participantes e mandando pedir pra sair. Aliás, falando em Bope, a cobertura foi tão intensa que fez os caras mudarem até o grito de guerra do treinamento. Quem assistiu o primeiro filme do Tropa de Elite lembra como era. Agora é assim: “Homem de preto, o que é que você faz? Eu faço coisas que aparecem nos jornais! Homem de preto, qual é sua missão? Ir em rádio e TV comentar a operação!”.

O interessante é ver as pessoas falando que o problema da polícia do Rio é a corrupção, e que pra combater isso é preciso melhorar o salário dos policiais. Desculpa, eu não acredito nisso. As pessoas realmente acham que o cara que ganha 3 mil reais vai parar de cobrar suborno se ganhar 4 mil? Ele só vai ficar é mais caro. A cervejinha não vai mais ser uma Schin quente, vai ter que pagar pelo menos uma Heineken. Não vai mais rolar o “cafezinho”, vai ser o “capuccinozinho”. Nisso ninguém pensa, né?

Agora, tem que ficar esperto. Porque no Rio, quando não é traficante que manda, é milícia. Para quem não sabe do que se trata, são pessoas que ameaçam os moradores dos lugares, os obrigando a dar dinheiro para evitar “problemas” de todo tipo. O que, curiosamente, é o mesmo modo de funcionamento de algumas igrejas, se você pensar bem. E nos dois casos, o cara da grana nunca é o chefe, sempre tem um grandão por trás.

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