Marcelinho, o Opinioso, comenta: Amor, estranho amor

É até engraçado que eu pense em criar uma seção específica para resenhas no blog. Em última instância, tudo que eu faço são resenhas, só mudam os assuntos. Por isso, vou incluir todas as minhas opiniões sobre produtos audiovisuais como filmes, músicas e outras coisas na seção “Marcelinho, o Opinioso, comenta”. E torcer para funcionar.

Amor, estranho amor

Se tem um assunto que rende músicas é amor. Faz sentido. Para os Beatles, é tudo o que você precisa. Já para o Nazareth, é o tipo de coisa que machuca. O pessoal do Black Eyed Peas continua procurando o dito cujo e, para o Rammstein, o mais importante é que o amor é para todos.

Pelo menos é o que diz a faixa-título de “Liebe Ist Für Alle Da”, sétimo álbum da banda (incluindo um ao vivo), sucesso nas paradas europeias desde o lançamento em outubro. Depois de quatro anos sem gravar nada novo, os alemães voltaram com um tema que não é exatamente uma constante nas músicas do grupo, mas bem que poderia ter sido.

As melhores músicas são as que falam de amor, principalmente de maneiras não-convencionais. Para quem se acostumou com o ritmo e a melodia pesadas de músicas anteriores como “Feuer Frei” e “Du Hast”, “Frühling in Paris” assusta. Cheguei a procurar por ambiguidades na letra que permitissem associar a violência, morte ou algo do gênero, mas é isso mesmo – se não fosse cantada em alemão, podia ser uma música da Carla Bruni. Já “Roter Sand” é um hino ao romantismo antigo, do tipo pelo qual se morre, um pouco em falta hoje em dia.

Só que estamos falando de Rammstein, a banda que já compôs em “homenagem” a um canibal e tem o nome de uma cidade destruída por um incêndio. Ou seja, paixão pela polêmica. “Ich Tu Dir Weh” é uma ode ao sadomasoquismo, explícita e quase escatológica. A faixa-tema, junto com a capa do disco, podem ser facilmente associados a um estupro (o que não é exatamente novo na história do grupo).

Já o clipe de “Pussy” vazou antes na internet, para deleite dos nerds de plantão, em uma versão não censurada (a censurada você pode ver aqui – http://tinyurl.com/yau42vx). Crítica à sociedade alemã e seu conservadorismo sexual, a música certamente acabou ajudando a provocar a censura do álbum para menores em todo o país por induzir o sexo casual absoluto.

De resto, a típica violência sangrenta da banda explode em “Waidmanns Heil”, o gosto pela escuridão volta em “Wiener Blut” e a auto-adoração dá o tom em “Rammlied”. O resto é mais do mesmo, o que, no caso do Rammstein, já significa muito.

Nota: 9,5 (porque perfeito, só eu)

Links:

Letras (com traduções voluntárias) – http://letras.terra.com.br/rammstein/

Frühling in Paris (minha preferida), em uma fanversionhttp://www.youtube.com/watch?v=0N5Av2FY914

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2 Comentários

Arquivado em O Opinioso comenta

2 Respostas para “Marcelinho, o Opinioso, comenta: Amor, estranho amor

  1. O nome da banda é de uma cidade no qual houve um acidente aéreo, mas a cidade não foi destruída por isso.

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