Troféu Tristan Tzara de Composição – Um Uh! (ou um Blergh!, talvez)

Muito tempo depois retomo o Troféu Tristan Tzara de Composição. Mas não vou comentar música nenhuma dessa vez, e sim fazer um mea culpa. Porque recentemente eu concedi a José Ramalho o título hors concours da categoria, mas me precipitei. Existe um compositor brasileiro com uma quantidade muito maior de bizarrices compostas. Também é definido como poeta mor, porque em terras tupiniquins qualquer um que sabe o significado de “metáfora” é artista. Se souber usar então… é gênio! O que dá espaço para muitos picaretas, como é sabido. Isto posto, deixo para que vocês próprios tomem suas conclusões a letra profunda de “Um Oh! e um Ah!”, do trapo humano Tom Zé.

“Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
Oh, Ah, oh, ah, oh, ah, oh, ah, oh, ah, oh, ah, oh

Paragatzun, e, e, e
Paragatzun, e, e, e
Paragatzun, e, e, e
Paragatzun, e, e, e
Paragatzun, e, e, e
Paragat… oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Oh, Ah, oh, ah, oh, ah, oh, ah, oh, ah, oh, ah, oh

Paragatzun, hip hi-hip
Paragatzun, hip hi-hip
Paragatzun, hip hi-hip
Paragatzun, hip hi-hip
Paragatzun….. oh!”

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2 Comentários

Arquivado em Troféu Tristan Tzara

2 Respostas para “Troféu Tristan Tzara de Composição – Um Uh! (ou um Blergh!, talvez)

  1. Lol… acho que eu não sou sofisticado o suficiente para entender as músicas do Tom Zé… por isso não gosto de nada dele…

    …ou ele que é ruim pra caralho mesmo!

  2. murilomz

    Não gente. É sofisticado, mas dá pra explicar. Nesse álbum ele explica que existe uma “seriedade” dos cantores de MPB. Que seria pelo apego às estruturas musicais, então ele vai ironizando esse “apego” com novas estruturas dentro da música. Durante várias músicas do disco ele faz um “Oh” ou um “Ah” no meio da música, quebrando o ritmo consagrado de um samba, por exemplo.
    Essa música é uma ode à surpresa na música, como estrutura nova que devia ser explorada. Por isso ele diz “oh” grave várias vezes no primeiro verso e no segundo ele alterna entre um “oh” grave e um “ah” agudo, pois o “Ah” é surpreendente. Assim como o final da música: enquanto esperavam mais um “hip hi-hip” agudo ele retoma com um “Oh” grave, surpreendendo novamente. E, em seguida a música acaba com apenas 1 minuto, o que é mais surpreendente (já que as músicas não costumam ser tão curtas).
    — Essa é uma música de crítica musical, para o intelecto, mas ele faz no mesmo álbum “Angélica, Augusta e a Consolação” mostrando que ele também sabe fazer a música para além da crítica, e criar algo novo com a crítica incorporada.
    Mas o que mais surpreende é o Marcelinho escritor desse blog ter coragem de escrever pra falar merda.

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