Marcelinho, o Opinioso, comenta: Dilemas

Uma das primeiras coisas que aprendi em economia foi o conceito de trade-off, que nada mais é do que o nome bonito para uma situação em que há conflito de escolhas. Para leigos (ou seja, como foi explicado a mim): você acorda e dá de cara com Yasmin Brunet e Stephanie Brito, ao pé da sua cama. Nuas. Elas te querem, mas você só pode ficar com uma. Qual você escolhe?

Economia é assim mesmo. Provoca esse tipo de sofrimento. Dilemas. Casar ou comprar uma bicicleta? Gastar o 13º em presentes e festas de fim de ano ou economizar para a reforma da casa? Financiar o carro com ou sem entrada? Reduzir as taxas de juros ou controlar a inflação?

É esse tipo de coisa – ok, talvez não o caso das ninfetas nuas – que passa o tempo inteiro pela cabeça da equipe econômica de um governo. Agora, por exemplo, a dúvida nas carecas tipiniquins (já pararam para notar que os três principais nomes da economia governamental são carecas?) pode estar em desistir ou não de cumprir a meta de superávit primário, que é a economia que é feita para o pagamento de juros da dívida pública.

Como em todo trade-off, o caminho é calcular custos e benefícios. O argumento para diminuir o Imposto sobre Produtos Importados (IPI) dos veículos, por exemplo, foi exatamente o de que a perda na arrecadação direta – o custo – seria compensada pelo aquecimento das vendas, ampliando o volume recolhido de outros tributos. Além, é claro, de teoricamente ajudar a manter os empregos do setor. Benefício duplo.

No atual dilema do superávit, o custo é claro: sacrificar a ortodoxia que tem guiado a política fiscal nos últimos anos, e muitas vezes levou até a uma economia superior à meta oficial. Já o benefício é a disponibilidade de mais recursos para gastos sociais, investimentos e eventuais desonerações setor produtivo. Medidas que, se bem efetuadas, podem contribuir e muito para combater a crise econômica.

Nos Estados Unidos, a opção foi clara: enquanto for preciso dinheiro, o governo vai ampliar seu já trilionário déficit para bancar pacotes e mais pacotes de ajuda à iniciativa privada. O governo brasileiro ainda mantém a idéia em balão de ensaio, observando a reação da opinião pública a possíveis mudanças. Resta saber se a responsabilidade em possíveis gastos levaria os benefícios a superar os custos. O que, francamente, é uma análise muito mais complexa do que escolher entre Yasmin e Stephanie.

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2 Comentários

Arquivado em O Opinioso comenta

2 Respostas para “Marcelinho, o Opinioso, comenta: Dilemas

  1. acho q eu ficava com a stephanie…
    mas teria que calcular custos e benefícios e rever algumas ortodoxias e o efeito disso no income.

    bom voltar a esse blog massa!

    abraços de goiânia

    ps: concordo com a antipatia aos barbudos do Loser Manos no post abaixo!

  2. VJ Padeiro do Mal

    Stephanie sem pestanejar! Ainda mais depois que ela turbinou os investimentos.

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