Marcelinho, o Opinioso, comenta: Na base da sapatada

Dizem os analistas políticos americanos que presidente em fim de mandato é igual a um pato manco: só se arrasta até cair. Isso quando não está concorrendo à reeleição, ou presta importante apoio a algum candidato à sucessão. Salvos os exemplos acima, ao fim de quatro ou oito anos de governo, o homem que sempre foi ouvido sobre tudo e mais um pouco passa a ser praticamente ignorado. Uma espécie de aviso prévio misturado com assédio moral pelo povo.

Um excelente exemplo seria George W. Bush, governante ianque em rota descendente desde a reeleição e a invasão ao Iraque.  Com uma popularidade de vilão da novela das oito, o texano teve papel fundamental na surpreendente opção americana por um presidente negro com sobrenome Hussein. Espantou jovens e mulheres do eleitorado de seu candidato, ficou implícito em toda constestação ao atual governo e foi apontado como um dos grandes responsáveis pela avassaladora crise econômica que tomou o mundo. Destruiu o candidato republicano, mesmo fugindo dos palanques.

É impossível não traçar um paralelo com a situação brasileira: se por lá, discutia-se a perda de votos que seria provocada pela presença de Bush na campanha de McCain, por aqui a discussão é se há ou não peso da popularidade do presidente Lula em fazer sua candidata, a até então pouco simpática ministra Dilma Rousseff.  Os analistas simplesmente não entram em consenso: uns acreditam que, durante os próximos dois anos, Dilma pode se consolidar como a candidata do presidente, e herdar o apoio do Nordeste a Lula. Já outros citam as eleições municipais, que tiveram resultados bem inferiores aos pretendidos pelo PT, como demonstração de que Lula é Lula, Dilma é Dilma. Talvez seja cedo demais para fazer essa avaliação

Situação bem diferente dos Estados Unidos, onde a eleição de Obama já deixou claro a força de ser o candidato de oposição a um homem que levou o país à imagem de inimigo número um do resto do mundo, adorador da guerra e destruidor do meio ambiente. Aliás, situação que ficou óbvia no protesto de um jornalista iraquiano nesse final de semana, durante visita do presidente americano ao país. A fúria e a tentativa de agressão do jovem profissional demonstrou que Bush talvez tenha superado a categoria de pato manco, criando uma completamente nova: a do gato de rua, que como nos desenhos, só pára de fazer barulho na base da sapatada.

Em tempo: concordo plenamente com a prisão do jovem jornalista manifestante. Quem tem duas chances de acertar Bush com um sapato na cara e erra tem mesmo que ser punido.

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1 comentário

Arquivado em O Opinioso comenta

Uma resposta para “Marcelinho, o Opinioso, comenta: Na base da sapatada

  1. Haha

    É porque o cara não era Goiano… Porque o pessoal de Goiânia consegue acertar tamanco na testa da Joelma a uma distância considerável… Com certeza não erraria o presidente…

    Viu como faz falta bons jornalista Goianos?! Ainda bem que agora temos você! Já está treinando arremesso de sapato?

    XD

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